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Examinando as Mudanças na Hesitação Vacinal Durante a COVID-19

Esse estudo analisa como a pandemia mudou a opinião pública sobre vacinas.

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A conversa sobre vacinas é antiga, mas a pandemia de COVID-19 trouxe a hesitação em relação às vacinas para o centro das atenções. A galera levantou várias preocupações sobre as vacinas, especialmente com a distribuição da vacina contra COVID-19. Embora seja essencial considerar a eficácia das vacinas, é igualmente importante entender como a pandemia moldou a opinião das pessoas sobre vacinas de COVID e não-COVID. Este artigo tem como objetivo analisar as mudanças nos sentimentos anti-vacinas estudando postagens no Twitter ao longo de vários anos.

O Contexto dos Debates sobre Vacinas

As vacinas são ferramentas vitais para prevenir muitas doenças graves. No entanto, sempre houve uma divisão significativa entre os que apoiam as vacinas, conhecidos como "Pro-Vaxxers", e os que se opõem, chamados de "Anti-Vaxxers". Essa divisão aumentou durante a pandemia de COVID-19, quando mais pessoas começaram a expressar suas preocupações sobre vacinas nas redes sociais, especialmente no Twitter.

O Aumento das Discussões Anti-Vacinas Durante a Pandemia

Antes da pandemia, as conversas anti-vacinas giravam principalmente em torno de vacinas específicas, como a vacina MMR (Sarampo, Caxumba e Rubéola) e a vacina contra gripe. No entanto, a COVID-19 trouxe um conjunto totalmente novo de discussões, muitas vezes focando em vacinas que não tinham sido debatidas nesse nível antes. À medida que a pandemia avançava, muitas pessoas começaram a compartilhar suas preocupações sobre as vacinas contra COVID, o que, por sua vez, afetou suas atitudes em relação a outras vacinas.

Depois que a Organização Mundial da Saúde declarou o fim da COVID-19 como emergência de saúde global, tornou-se crucial entender como o discurso anti-vacinas havia mudado. O estudo pretende descobrir se os argumentos contra vacinas não-COVID foram influenciados pelos eventos da pandemia.

A Importância de Entender Preocupações Específicas

Muitos estudos anteriores categorizaram opiniões relacionadas a vacinas em categorias amplas: "Anti-Vax", "Pro-Vax" e "Neutro". No entanto, essa abordagem não captura as razões específicas que as pessoas têm para se opor às vacinas. As preocupações podem variar desde temores sobre efeitos colaterais até fatores políticos. Identificar esses detalhes é fundamental para entender o sentimento anti-vacinas.

Estudos anteriores destacaram a necessidade de um conjunto de dados que pudesse ajudar a classificar tweets com base nessas preocupações específicas. Um esforço recente criou um conjunto de dados chamado CAVES, que rotula tweets de acordo com 11 preocupações anti-vacinas distintas. Usamos esse conjunto de dados para analisar as discussões anti-vacinas no Twitter ao longo de um período de cinco anos, de janeiro de 2018 a janeiro de 2023.

Os Objetivos da Pesquisa

Este estudo foca nas seguintes perguntas:

  1. Como os tweets que expressam preocupações anti-vacinas podem ser classificados de forma precisa?
  2. O discurso anti-vacinas mudou devido à pandemia de COVID-19? Se sim, como?
  3. As vacinas não-COVID também foram afetadas pela pandemia de COVID-19?

Ao abordar essas perguntas, pretendemos descobrir as nuances nos sentimentos anti-vacinas antes, durante e depois da pandemia de COVID-19.

Classificando Tweets Anti-Vacinas

Para tratar da classificação dos tweets, desenvolvemos dois métodos distintos. O primeiro método é baseado na premissa de que cada tweet pode se relacionar a preocupações específicas, conforme definido no conjunto de dados CAVES. O segundo método usa modelos de linguagem avançados que podem produzir descrições coerentes dessas preocupações anti-vacinas.

Abordagem Discriminativa

O primeiro método trata o problema como uma tarefa de classificação, onde analisamos o texto do tweet e determinamos se ele se alinha com descrições específicas de preocupações anti-vacinas.

Abordagem Generativa

O segundo método usa um modelo generativo, que prevê as descrições das preocupações com base no texto do tweet. Este modelo constrói uma resposta que pode refletir com precisão as preocupações levantadas no tweet.

Ambos os métodos apresentaram um bom desempenho, permitindo que classificássemos os tweets de forma eficaz com base em seus sentimentos anti-vacinas.

Analisando os Dados ao Longo do Tempo

Coletamos um conjunto substancial de dados de tweets do Twitter, que incluía discussões sobre vacinas COVID e não-COVID. Nossa análise dividiu o período em quatro momentos-chave:

  1. Período Pré-COVID (janeiro de 2018 - janeiro de 2020)
  2. Período de Início da COVID (fevereiro de 2020 - dezembro de 2020)
  3. Período da Vacina contra COVID (janeiro de 2021 - abril de 2022)
  4. Período Pós-COVID (maio de 2022 - janeiro de 2023)

Mudanças no Discurso ao Longo do Tempo

Durante o período pré-COVID, as discussões eram majoritariamente previsíveis, focando bastante em efeitos colaterais e influências das empresas farmacêuticas. Assim que a pandemia começou, a variedade de preocupações aumentou bastante, com novas discussões sobre a necessidade e a eficácia das vacinas contra COVID.

Nossa análise mostrou que a queda nas discussões sobre efeitos colaterais e influências farmacêuticas durante a pandemia coincidiu com um aumento em outras preocupações, como eficácia, necessidade de vacinas e motivações políticas.

O Impacto nas Vacinas Não-COVID

Uma parte crítica deste estudo é entender como a pandemia influenciou os sentimentos das pessoas sobre vacinas não-COVID. Examinamos tweets que discutiam especificamente vacinas não-COVID, como as vacinas contra gripe e MMR, buscando mudanças no discurso antes e depois da pandemia.

Descobrindo Novas Preocupações

Uma das descobertas alarmantes foi o surgimento de novas preocupações durante o período pós-COVID. As pessoas começaram a projetar seus medos sobre vacinas COVID nas vacinas não-COVID. Por exemplo, as discussões sobre a tecnologia mRNA usada nas vacinas COVID começaram a influenciar opiniões sobre vacinas contra gripe e outras.

Além disso, observamos que alguns indivíduos que eram a favor das vacinas antes da pandemia se tornaram hesitantes depois. Esse grupo é o que chamamos de "anti-vaxxers convertidos". A mudança de perspectiva deles frequentemente estava ligada a preocupações levantadas inicialmente durante a pandemia.

Comparando Anti-Vaxxers Tradicionais e Convertidos

Diferenciamos entre os apoiadores tradicionais de vacinas anti-vacinas, que se opunham às vacinas mesmo antes da pandemia, e os anti-vaxxers convertidos, que eram inicialmente favoráveis mas mudaram de ideia depois.

Preocupações dos Anti-Vaxxers Tradicionais

Para os anti-vaxxers tradicionais, as principais preocupações continuaram focadas em teorias da conspiração, ineficácia percebida e influências políticas. Embora houvesse alguma mudança nas discussões, os temas gerais permaneceram relativamente consistentes ao longo do tempo.

Preocupações dos Anti-Vaxxers Convertidos

Em contraste, os anti-vaxxers convertidos apresentaram um novo conjunto de preocupações, especialmente em relação à eficácia das vacinas COVID e não-COVID. Eles foram significativamente mais vocal sobre seus medos relacionados à tecnologia mRNA e suas implicações para futuras vacinas.

Conclusões

As descobertas deste estudo destacam a natureza em evolução dos sentimentos anti-vacinas, especialmente à luz da pandemia de COVID-19. Os dados indicam que as preocupações em relação às vacinas se tornaram mais complexas e variadas.

Essa compreensão é crucial para as autoridades de saúde pública. Ao identificar razões específicas por trás da hesitação em vacinas, intervenções personalizadas podem ser desenvolvidas para abordar as preocupações de forma eficaz.

Implicações para a Saúde Pública

Usando os insights ganhados com esta pesquisa, as autoridades de saúde podem tomar as seguintes ações:

  1. Comunicação Personalizada: Diferentes indivíduos têm diferentes razões para sua hesitação em vacinas. Estratégias de comunicação personalizadas podem ser implementadas para abordar essas preocupações de forma eficaz.

  2. Contrabalançando Desinformação: Muitas pessoas estão associando suas preocupações com vacinas COVID a vacinas não-COVID. Abordar essas associações pode ajudar a reduzir a hesitação geral em vacinas.

  3. Restaurando a Confiança: Reconhecer e se conectar com os anti-vaxxers convertidos pode ajudar a restaurar sua confiança nas vacinas, garantindo que as taxas de vacinação permaneçam altas para todas as imunizações necessárias.

Limitações do Estudo

Embora este estudo forneça insights valiosos, não está isento de limitações. A coleta de tweets foi retrospectiva e alguns podem ter sido excluídos. Além disso, o conjunto de dados se baseia em palavras-chave específicas, que podem não captar todas as discussões relevantes.

Direções Futuras

Pesquisas futuras podem construir sobre essas descobertas, refinando ainda mais os modelos de classificação e explorando novas dimensões do discurso sobre vacinas. Ao abranger várias plataformas de discussão, como Reddit ou Facebook, uma compreensão mais ampla dos sentimentos sobre vacinas pode ser desenvolvida.

Este estudo estabelece as bases para conversas contínuas sobre a hesitação em vacinas e oferece ferramentas para abordar essas questões de forma mais eficaz no futuro.

Fonte original

Título: How COVID-19 has Impacted the Anti-Vaccine Discourse: A Large-Scale Twitter Study Spanning Pre-COVID and Post-COVID Era

Resumo: The debate around vaccines has been going on for decades, but the COVID-19 pandemic showed how crucial it is to understand and mitigate anti-vaccine sentiments. While the pandemic may be over, it is still important to understand how the pandemic affected the anti-vaccine discourse, and whether the arguments against non-COVID vaccines (e.g., Flu, MMR, IPV, HPV vaccines) have also changed due to the pandemic. This study attempts to answer these questions through a large-scale study of anti-vaccine posts on Twitter. Almost all prior works that utilized social media to understand anti-vaccine opinions considered only the three broad stances of Anti-Vax, Pro-Vax, and Neutral. There has not been any effort to identify the specific reasons/concerns behind the anti-vax sentiments (e.g., side-effects, conspiracy theories, political reasons) on social media at scale. In this work, we propose two novel methods for classifying tweets into 11 different anti-vax concerns -- a discriminative approach (entailment-based) and a generative approach (based on instruction tuning of LLMs) -- which outperform several strong baselines. We then apply this classifier on anti-vaccine tweets posted over a 5-year period (Jan 2018 - Jan 2023) to understand how the COVID-19 pandemic has impacted the anti-vaccine concerns among the masses. We find that the pandemic has made the anti-vaccine discourse far more complex than in the pre-COVID times, and increased the variety of concerns being voiced. Alarmingly, we find that concerns about COVID vaccines are now being projected onto the non-COVID vaccines, thus making more people hesitant in taking vaccines in the post-COVID era.

Autores: Soham Poddar, Rajdeep Mukherjee, Subhendu Khatuya, Niloy Ganguly, Saptarshi Ghosh

Última atualização: 2024-04-02 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2404.01669

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2404.01669

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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