O Impacto do Deplatforming no Comportamento dos Usuários
Este estudo analisa como os usuários reagem a proibições em plataformas de redes sociais.
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Deplatforming é o ato de banir contas prejudiciais de plataformas de redes sociais. Essa tática é usada pra controlar ameaças online. Porém, não tá muito claro como essa ação afeta o ambiente maior das redes sociais. Esse estudo investiga o que acontece quando usuários são banidos do Twitter e migram pra uma plataforma chamada Gettr.
Por que o Deplatforming Acontece
As plataformas de redes sociais enfrentam vários desafios sobre que tipo de conteúdo deve ser permitido e o que deve ser removido. Desde eventos como os distúrbios de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA, o debate sobre deplatforming ficou muito importante. As empresas que gerenciam as redes sociais estão sob pressão pra remover usuários que espalham mensagens nocivas.
A ideia principal por trás do deplatforming é simples: eliminar contas prejudiciais ajuda a proteger outros usuários e reduzir a disseminação de informações nocivas. Estudos mostram que quando certos grupos de ódio são banidos, eles ficam menos ativos nas plataformas principais. Esses grupos costumavam prosperar compartilhando discurso de ódio ou teorias da conspiração.
O que Acontece Depois do Deplatforming
Apesar dos benefícios do deplatforming, não tá claro como remover usuários de uma plataforma pode fazer com que eles migrem pra outras plataformas menos regulamentadas. Quando os usuários são banidos de uma plataforma popular, eles podem encontrar refúgio em sites alternativos onde há pouca moderação. Isso pode levar ao crescimento de narrativas prejudiciais.
Rastrear o que acontece com usuários banidos pode ser difícil. Essa pesquisa foca em usuários que deixaram o Twitter pelo Gettr. O Gettr é parecido com o Twitter, mas é conhecido por abrigar muitas contas suspensas do Twitter.
A Estrutura do Estudo
O estudo usa um grande conjunto de dados de posts do Gettr e Twitter. Os dados incluem 15 milhões de posts do Gettr e 12 milhões de tweets de usuários que também usam o Gettr. Ao olhar pra esses dados, os pesquisadores querem entender como usuários banidos agem no Gettr em comparação com aqueles que ainda usam o Twitter.
O conjunto de dados inclui perfis de usuários que são verificados em ambas as plataformas. Alguns usuários têm contas no Twitter e no Gettr, enquanto outros foram banidos do Twitter. Tem também um grupo de usuários que estão apenas no Gettr e não são verificados.
Atividade dos Usuários Após a Mudança pro Gettr
Primeiro, o estudo analisa como diferentes grupos de usuários entraram no Gettr e quão ativos eles são. As inscrições de usuários no Gettr mostraram picos em julho de 2021, quando a plataforma foi lançada, e de novo em janeiro de 2022, quando vários usuários de destaque foram banidos do Twitter.
Em termos de atividade diária, os usuários banidos no Gettr são cinco vezes mais ativos do que aqueles que ainda usam o Twitter. Isso mostra que quando os usuários migram pro Gettr após serem banidos, eles se envolvem muito na nova plataforma.
Quanto Tempo os Usuários Permanecem no Gettr
O estudo também observa quanto tempo os usuários continuam ativos no Gettr depois de se registrarem. Os usuários banidos têm mais chances de continuar ativos do que aqueles que ainda estão no Twitter. Na verdade, o grupo banido tem as maiores taxas de retenção no Gettr, enquanto usuários não verificados se tornam inativos bem mais rápido.
A razão disso ser importante é que quando os usuários se mudam pra uma nova plataforma, os níveis de atividade deles podem esclarecer o comportamento e o engajamento no novo ambiente.
Tipos de Conteúdo no Gettr
Em seguida, a pesquisa examina que tipo de conteúdo é postado no Gettr. Parece que os tópicos discutidos lá estão muito alinhados com visões políticas de extrema-direita. Alguns dos temas mais mencionados incluem COVID-19, alegações de fraude eleitoral e discussões sobre questões sociais como gênero e raça.
Tanto os usuários banidos quanto os usuários correspondentes (aqueles que ainda estão no Twitter) compartilham temas semelhantes em suas postagens. Porém, os usuários banidos tendem a discutir certos tópicos mais, como alegações sobre as eleições de 2020 nos EUA e mandatos de vacina.
O Público no Gettr
Pra entender como esses usuários interagem, a pesquisa olha pra audiência no Gettr. Acontece que tanto os usuários banidos quanto os usuários correspondentes atraem os mesmos tipos de seguidores. Isso indica que o conteúdo no Gettr é politicamente homogêneo, ou seja, reflete principalmente um ponto de vista em vez de uma mistura de perspectivas.
A Toxicidade é outra preocupação. O estudo usa um método pra avaliar a toxicidade dos posts-basicamente, o quão rude ou agressivo é o conteúdo. Ele descobriu que os posts dos usuários correspondentes no Twitter são mais tóxicos do que os deles no Gettr. Essa toxicidade tá associada a interações com oponentes políticos, que são menos comuns no Gettr.
O Papel da Interação no Twitter
A pesquisa também explora como mencionar outros usuários em tweets afeta a toxicidade. Quando usuários correspondentes citam outras contas do Twitter, especialmente aquelas com as quais discordam, a toxicidade dos tweets aumenta. Isso significa que interações negativas com oponentes políticos provavelmente são uma razão para os níveis mais altos de toxicidade no Twitter.
Em termos mais simples, quando esses usuários interagem com pessoas com quem não concordam, eles tendem a ser mais rudes em suas postagens. No Gettr, onde essas interações são menos prováveis, o conteúdo tende a ser menos agressivo.
A Influência do Gettr no Brasil
O estudo dá uma olhada mais de perto no papel do Gettr no contexto da política brasileira. Após as eleições presidenciais no Brasil, o Gettr foi ligado a protestos e uma grande revolta política. A análise mostra que certos usuários no Gettr foram particularmente influentes durante esse tempo.
Os dados indicam que um pequeno número de usuários moldou a narrativa no Gettr antes desses protestos, destacando como alguns usuários podem ter um grande impacto nas discussões da plataforma.
Resumo das Descobertas
No geral, a pesquisa mostra que usuários banidos de plataformas populares como o Twitter costumam migrar pra sites menos regulamentados como o Gettr, onde acabam se tornando mais ativos. Os temas das postagens deles estão em grande parte alinhados com visões de extrema-direita, e eles interagem com audiências semelhantes em ambas as plataformas.
Usuários banidos são menos propensos a se envolver em toxicidade no Gettr em comparação com seu comportamento no Twitter, onde muitas vezes interagem negativamente com visões opostas. Isso sugere que a capacidade de interagir com oponentes é parte do que torna o Twitter atraente pra esses usuários.
As Implicações Mais Amplas
As descobertas enfatizam os desafios impostos por plataformas marginais. Quando as pessoas são banidas de sites principais, elas não simplesmente desaparecem; elas migram pra lugares onde as regras são mais flexíveis. Isso pode levar ao surgimento de narrativas perigosas e a uma incapacidade de monitorar corretamente conteúdo nocivo.
Eventos como a insurreição em Brasília são exemplos de como esses espaços marginais podem mobilizar usuários rapidamente, mesmo que a plataforma em si pareça inativa às vezes. O estudo incentiva uma compreensão mais ampla de como o deplatforming afeta o ecossistema maior das redes sociais e destaca os riscos associados a plataformas mal regulamentadas.
Limitações e Pesquisas Futuras
Embora insights valiosos tenham sido obtidos com esse estudo, existem limitações. A pesquisa foca apenas no Twitter e no Gettr, deixando de fora outras plataformas de redes sociais. Estudos adicionais poderiam explorar como usuários de outros sites reagem ao deplatforming.
Outra limitação é que o estudo analisa apenas usuários verificados, deixando de lado usuários não verificados que podem se comportar de forma diferente. Pesquisas futuras poderiam ajudar a entender como esses usuários não verificados são afetados.
Por fim, o estudo não conseguiu analisar tweets de usuários banidos no Twitter, o que poderia fornecer contexto adicional sobre as razões por trás dos banimentos individuais. Coletar e analisar esses dados poderia esclarecer ainda mais a questão da migração de plataformas.
Conclusão
Em conclusão, o movimento de usuários do Twitter pro Gettr mostra o impacto do deplatforming no comportamento social deles nas redes. As descobertas avisam sobre os perigos potenciais ligados a plataformas marginais que podem prosperar quando sites principais removem usuários polêmicos. Entender essas dinâmicas é vital pra garantir que o panorama mais amplo das redes sociais permaneça seguro e diversificado.
Título: The Systemic Impact of Deplatforming on Social Media
Resumo: Deplatforming, or banning malicious accounts from social media, is a key tool for moderating online harms. However, the consequences of deplatforming for the wider social media ecosystem have been largely overlooked so far, due to the difficulty of tracking banned users. Here, we address this gap by studying the ban-induced platform migration from Twitter to Gettr. With a matched dataset of 15M Gettr posts and 12M Twitter tweets, we show that users active on both platforms post similar content as users active on Gettr but banned from Twitter, but the latter have higher retention and are 5 times more active. Then, we reveal that matched users are more toxic on Twitter, where they can engage in abusive cross-ideological interactions, than Gettr. Our analysis shows that the matched cohort are ideologically aligned with the far-right, and that the ability to interact with political opponents may be part of the appeal of Twitter to these users. Finally, we identify structural changes in the Gettr network preceding the 2023 Brasilia insurrections, highlighting how deplatforming from mainstream social media can fuel poorly-regulated alternatives that may pose a risk to democratic life.
Autores: Amin Mekacher, Max Falkenberg, Andrea Baronchelli
Última atualização: 2023-03-20 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2303.11147
Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2303.11147
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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