Cipargamina: Um Tratamento Potencial para Babesia
Pesquisas mostram que Cipargamin tem potencial para combater infecções por Babesia.
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Babesia é um organismo minúsculo que é transmitido por carrapatos. Ele afeta tanto animais quanto humanos. Nos animais, especialmente no gado, pode causar grandes perdas econômicas. Para os humanos, pode levar a uma doença grave chamada babesiose. Essa doença geralmente causa febre e anemia, uma condição em que o corpo não tem células vermelhas do sangue saudáveis o suficiente. Em alguns casos, pessoas com o sistema imunológico enfraquecido podem morrer por causa disso.
A disseminação da Babesia tá se tornando um problema maior, especialmente com as mudanças climáticas que alteram os ambientes. Temperaturas mais quentes e aumento da umidade permitem que os carrapatos se movam para novas áreas, o que pode levar a mais casos de babesiose.
Tratamentos Atuais
Para tratar casos humanos de babesiose, os médicos costumam usar uma mistura de medicamentos. As combinações incluem atovaquona com azitromicina ou clindamicina com quinina. Porém, esses tratamentos não são perfeitos. Algumas pessoas não respondem bem à atovaquona devido a mudanças no organismo da Babesia, enquanto outras sentem efeitos colaterais da outra combinação.
Um remédio mais novo chamado tafenoquina mostrou ser eficaz contra cepas resistentes de Babesia, mas não pode ser usado por todo mundo, especialmente por aqueles com uma condição genética específica.
Por causa desses desafios, é urgente encontrar novos tratamentos eficazes para infecções por Babesia.
Uma Nova Esperança: Spiroindolona Cipargamina
Cipargamina, também conhecida como CIP, mostrou potencial no tratamento da malária. É eficaz contra diferentes cepas do parasita que causa a malária. Pesquisas mostram que é bem absorvida pelo corpo, tem um efeito duradouro e permanece no sistema por um bom tempo. Em testes, o CIP limpou a malária em pacientes rapidamente.
Está rolando uma pesquisa para ver se o CIP também pode tratar outro parasita chamado Toxoplasma. Camundongos infectados com Toxoplasma e tratados com CIP apresentaram níveis do parasita muito mais baixos.
Dada a sua eficácia contra a malária e o Toxoplasma, acharam que o CIP também poderia ajudar a combater infecções por Babesia. Este artigo explora essa possibilidade.
Testando o CIP contra Babesia
Em testes de laboratório, o CIP mostrou efeitos fortes contra espécies de Babesia. O remédio inibiu o crescimento das cepas de Babesia, com foco em B. bovis e B. gibsoni no laboratório e B. microti e B. rodhaini em camundongos vivos. Os resultados foram promissores, sugerindo que o CIP poderia reduzir a quantidade do parasita de forma eficaz.
Quando testado em camundongos infectados com B. microti, aqueles tratados com CIP mostraram níveis do parasita muito mais baixos em comparação com os não tratados. Além disso, os camundongos tratados com CIP não sofreram as mesmas quedas nos níveis de células vermelhas do sangue que os camundongos não tratados, indicando que o CIP poderia ajudar a prevenir a anemia.
Camundongos infectados com B. rodhaini e tratados com CIP mostraram taxas de sobrevivência, ao contrário dos tratados com outros remédios, que não sobreviveram. Embora os parasitas eventualmente retornassem em alguns camundongos, os efeitos iniciais do CIP foram significativos.
Resistência ao CIP
Os pesquisadores também investigaram como a Babesia poderia desenvolver resistência ao CIP. Eles descobriram que algumas cepas resistentes tinham mutações em um gene específico, BgATP4. Essas mutações alteraram a eficácia do CIP, tornando-o menos efetivo contra essas cepas.
Em particular, os pesquisadores identificaram duas mutações específicas, L921V e L921I, que reduziram a sensibilidade da Babesia ao CIP. Essa descoberta enfatiza a necessidade de monitorar e adaptar os tratamentos para garantir que continuem eficazes.
Explorando o Mecanismo de Ação do CIP
Exames microscópicos da Babesia após o tratamento com CIP revelaram que o tamanho dos parasitas aumentou, sugerindo uma reação ao remédio. Estudos indicaram que o CIP poderia alterar o equilíbrio de sal e pH dentro do parasita.
Quando o remédio foi adicionado, a quantidade de sódio dentro dos parasitas aumentou. Essa mudança parecia estar ligada à capacidade do remédio de interromper a função normal do parasita. Com a presença de sódio, o ambiente interno dos parasitas ficou mais alcalino, levando à morte deles.
Os pesquisadores também determinaram que as mutações identificadas nas cepas resistentes afetaram como os parasitas lidavam com sódio e hidrogênio. Essa descoberta sugere que tais mutações poderiam permitir que os parasitas sobrevivessem na presença do CIP, que pode não funcionar tão bem nesses casos.
Semelhanças com Outros Parasitas
A ação do CIP contra a Babesia tem semelhanças com seus efeitos na malária e no Toxoplasma. O jeito que o CIP se liga a uma proteína específica nesses parasitas sugere que poderia ser uma opção de tratamento potencial para a Babesia também.
Dada sua capacidade de lutar contra vários parasitas apicomplexos, os pesquisadores estão empolgados com a possibilidade de usar o CIP para tratar a babesiose. Sua eficácia e a necessidade de novos tratamentos fazem dele um forte candidato para mais estudos.
Conclusão: Olhando para o Futuro
À medida que a ameaça da Babesia continua crescendo devido às mudanças climáticas, encontrar novos tratamentos é essencial. Com resultados promissores mostrando que o CIP pode inibir infecções por Babesia, há esperança para um melhor controle dessa doença.
A pesquisa destaca a importância de adaptar os tratamentos para combater a resistência que pode se desenvolver ao longo do tempo. Investigações contínuas sobre o CIP poderiam abrir novas avenidas para enfrentar a babesiose e infecções parasitárias similares.
A jornada para trazer tratamentos eficazes à tona está em andamento, mas avanços estão sendo feitos. Os resultados dos testes do CIP são um passo adiante na luta contra a Babesia, potencialmente levando a terapias mais seguras e eficazes para os afetados.
Título: Efficacy and mechanism of actions of cipargamin as an antibabesial drug candidate
Resumo: Babesiosis is a disease brought on by intraerythrocytic parasites of the genus Babesia. Current chemotherapies are accompanied by side effects and parasite relapse. Therefore, it is crucial to develop highly effective drugs against Babesia. Cipargamin (CIP) has shown inhibition against apicomplexan parasites, mainly Plasmodium and Toxoplasma. This study evaluated the growth-inhibiting properties of CIP against Babesia spp. and investigated the mechanism of CIP on B. gibsoni. The half inhibitory concentration (IC50) values of CIP against the in vitro growth of B. bovis and B. gibsoni were 20.2 {+/-} 1.4 nM and 69.4 {+/-} 2.2 nM, respectively. CIP significantly inhibited the growth of B. microti and B. rodhaini in vivo. Resistance was conferred by L921V and L921I mutations in BgATP4, which reduced the sensitivity to CIP by 6.1-and 12.8-fold. An in silico investigation revealed reductions in affinity for CIP binding to BgATP4L921V and BgATP4L921I compared to BgATP4WT. In this study, we characterized the efficacy of CIP against Babesia spp. by investigating the mechanistic basis for the resistance to CIP conferred by mutations in the BgATP4. Our findings present a promising starting point for the establishment of new therapeutic interventions against Babesia infection.
Autores: Mingming Liu, H. Li, S. Ji, N. R. Ariefta, E. M. S. Galon, S. A. El-Sayed, L. Jia, Y. Nishikawa, X. Xuan
Última atualização: 2024-07-15 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.15.603500
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.15.603500.full.pdf
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