Entendendo os Fatores de Risco da Demência no Canadá
Um estudo destaca fatores evitáveis ligados a casos de demência no Canadá.
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Índice
- Fatores de Risco para Demência
- Objetivos do Estudo
- Configuração e Participantes do Estudo
- Características dos Participantes
- Prevalência de Fatores de Risco
- Como os Fatores de Risco Contribuem para a Demência
- Fatores de Risco e Níveis de Renda
- Mudanças ao Longo do Tempo
- Implicações do Estudo
- Limitações e Pesquisas Futuras
- Conclusão
- Fonte original
A demência é uma condição que afeta como a pessoa pensa, lembra e se relaciona com os outros. Geralmente, piora com o tempo, dificultando que as pessoas realizem tarefas diárias e pode influenciar seu humor e comportamento. Muitas pessoas com demência têm dificuldade em lembrar das coisas, entender a linguagem e até gerenciar suas emoções.
No Canadá, o número de pessoas vivendo com demência era cerca de 597.000 em 2020. Esse número deve aumentar significativamente, chegando a cerca de 1,7 milhão até 2050. Esse aumento não só afetará os indivíduos diagnosticados com demência, mas também suas famílias e amigos que prestam cuidados. Atualmente, os custos associados ao cuidado de demência no Canadá são estimados em cerca de 10 bilhões de dólares. À medida que o número de pessoas vivendo com demência cresce, a demanda pelos sistemas de saúde e assistência social também aumentará.
Devido às opções limitadas de tratamento para demência, prevenir a condição se torna uma prioridade. Para prevenir a demência de forma eficaz, é importante identificar Fatores de Risco que podem ser mudados. Entender quão comuns esses fatores de risco são no Canadá ajudará a moldar estratégias de saúde pública.
Fatores de Risco para Demência
Um relatório recente identificou 12 fatores de risco que podem ser potencialmente mudados para ajudar a reduzir as chances de desenvolver demência. Esses fatores de risco incluem:
- Menos educação
- Perda auditiva
- Lesão cerebral traumática
- Pressão alta
- Consumo excessivo de álcool
- Obesidade
- Fumando
- Depressão
- Sentindo-se socialmente isolado
- Não se exercitando o suficiente
- Poluição do ar
- Diabetes
Cada fator de risco contribui de forma diferente para os casos de demência. Juntos, acredita-se que esses 12 fatores representam cerca de 40% de todos os casos de demência no mundo. Pesquisas em países ao redor do mundo analisaram esses fatores de risco para orientar planos de saúde pública. No entanto, o Canadá não teve muita pesquisa focada em como esses fatores de risco estão espalhados entre sua população, especialmente considerando a ligação entre Renda mais baixa e maior chance de desenvolver demência.
Objetivos do Estudo
Este estudo tem como objetivo examinar quão comuns esses fatores de risco são entre adultos de meia-idade e mais velhos no Canadá. Ele vai olhar para dois objetivos principais:
- Determinar quantas pessoas têm esses 12 fatores de risco.
- Estimar quantos casos de demência podem ser ligados a cada fator de risco e como eles interagem.
Além disso, o estudo vai ver se esses fatores de risco variam com base na renda familiar.
Configuração e Participantes do Estudo
A pesquisa foi conduzida em todo o Canadá por meio do Estudo Longitudinal Canadense sobre Envelhecimento, que envolveu um grande grupo de adultos de 45 a 85 anos, com dados coletados de 2011 a 2015. Os participantes vieram de diversas origens e locais, garantindo uma ampla representação. O estudo excluiu indivíduos que não puderam completar entrevistas, como aqueles que vivem em instituições ou com comprometimentos cognitivos significativos.
Características dos Participantes
O estudo incluiu mais de 30.000 participantes. A maioria tinha entre 54 e 71 anos. Um grande número de participantes relatou ter pelo menos uma condição crônica de saúde. Muitos descreveram sua saúde geral de forma positiva. Os níveis de renda dos participantes variaram, com alguns ganhando menos de $20.000 e outros mais de $150.000 por ano.
Prevalência de Fatores de Risco
Entre os 12 fatores de risco estudados, o mais comum foi a falta de atividade física, afetando cerca de 64% dos participantes. Outros fatores de risco frequentes incluíram pressão alta, obesidade e lesão cerebral traumática. Em contraste, fumar e consumir álcool em excesso foram menos comuns.
Como os Fatores de Risco Contribuem para a Demência
Cada fator de risco tem um nível diferente de impacto nos casos de demência. Por exemplo, a falta de atividade física foi encontrada como contribuindo diretamente para quase 20% dos casos de demência. A pressão alta e a lesão cerebral traumática também foram contribuintes significativos. Por outro lado, fatores como poluição do ar, consumo excessivo de álcool e fumo foram ligados a menos casos.
Quando se considera o impacto coletivo desses fatores de risco, estima-se que eles representem cerca de 43% a 61% dos casos de demência, dependendo de como os fatores de risco foram agrupados.
Fatores de Risco e Níveis de Renda
O estudo mostrou que grupos de baixa renda tinham taxas mais altas da maioria dos fatores de risco, enquanto indivíduos de alta renda tendiam a ter menos. Por exemplo, o grupo de menor renda teve uma prevalência maior de problemas relacionados à educação, obesidade, depressão e falta de atividade física.
Ao combinar esses fatores de risco em estimativas de casos de demência, descobriu-se que quase 59% dos casos de demência no grupo de menor renda poderiam ser ligados a esses 12 fatores, enquanto apenas cerca de 32% dos casos foram ligados no grupo de maior renda.
Mudanças ao Longo do Tempo
O estudo reexaminou os mesmos participantes cerca de três anos depois para ver se a prevalência dos fatores de risco havia mudado. Muitos dos resultados permaneceram semelhantes, com a falta de atividade física ainda sendo o fator de risco mais comum. No geral, as descobertas desse acompanhamento sugeriram consistência na presença desses fatores de risco ao longo do tempo.
Implicações do Estudo
Os resultados desta pesquisa fornecem insights importantes para desenvolver estratégias de prevenção da demência no Canadá. Dado o papel significativo da falta de atividade física, esforços direcionados para incentivar exercícios poderiam ajudar a reduzir os casos de demência.
A depressão, um fator de risco chave, também sinaliza a necessidade de intervenções de saúde mental como parte das estratégias de prevenção. Da mesma forma, tratar a pressão alta pode desempenhar um papel vital na redução de riscos.
Além disso, como muitos fatores de risco estão relacionados a condições sociais e econômicas, é essencial considerar estratégias que abordem essas questões mais amplas. Ao entender a conexão entre renda e fatores de risco da demência, os formuladores de políticas podem criar soluções que ajudem populações de baixa renda a reduzir seus riscos.
Limitações e Pesquisas Futuras
Embora este estudo lancem luz sobre os fatores de risco para a demência no Canadá, ele se baseou fortemente em dados relatados pelos próprios participantes, o que pode apresentar desafios como viés. Além disso, certos grupos não foram representados, o que pode levar a uma compreensão incompleta da prevalência dos fatores de risco.
Pesquisas futuras devem investigar como esses fatores de risco podem interagir e afetar uns aos outros, bem como como influenciam o risco geral de desenvolver demência. Também poderia explorar estratégias para abordar disparidades socioeconômicas no risco de demência, garantindo uma abordagem mais abrangente para a prevenção.
Conclusão
A demência é uma preocupação crescente no Canadá, com consequências significativas para indivíduos e sociedade. Ao identificar e entender os fatores de risco que podem ser modificados, estratégias de prevenção eficazes podem ser desenhadas para reduzir o impacto da demência. A falta de atividade física, a depressão e a pressão alta surgiram como áreas-chave a serem abordadas. Esta pesquisa abre caminho para futuras iniciativas que visam melhorar a saúde pública e melhorar a qualidade de vida dos canadenses à medida que envelhecem.
Título: Prevalence and population attributable fractions of potentially modifiable risk factors for dementia in Canada: a cross-sectional analysis of the Canadian Longitudinal Study on Aging
Resumo: BackgroundIdentification and assessment of modifiable risk factors for dementia is a public health priority in Canada and worldwide. We investigated the prevalence and population attributable fraction (PAF) of 12 potentially modifiable risk factors for all-cause dementia in middle-aged and older Canadians. MethodsWe conducted a cross-sectional study of data from the Comprehensive cohort of the Canadian Longitudinal Study on Aging, a national sample of 30,097 individuals between the ages of 45 and 85 at baseline (2011-2015). Risk factors and associated relative risks were taken from a highly cited systematic review published by an international commission on dementia prevention. We estimated the prevalence of each risk factor using sampling weights to be more generalizable to the Canadian population. Individual PAFs were calculated both crudely and weighted for communality, and combined PAFs were calculated with methods reflecting both multiplicative and additive interaction assumptions. Analyses were additionally performed stratified by household income and were repeated at CSLAs first three-year follow-up (2015-2018). ResultsThe most prevalent risk factors at baseline were physical inactivity (63.8%; 95% CI, 62.8% - 64.9%), hypertension (32.8%; 31.7% - 33.8%), and obesity (30.8%; 29.7% - 31.8%). The highest crude PAFs were for physical inactivity (19.9%), traumatic brain injury (16.7%), and hypertension (16.6%). The highest weighted PAFs were for physical inactivity (11.6%), depression (7.7%), and hypertension (6.0%). We estimated that the 12 risk factors combined accounted for 43.4% (37.3%-49.0%) of dementia cases assuming weighted multiplicative interactions and 60.9% (55.7%-65.5%) assuming additive interactions. There was a clear gradient of increasing prevalence and PAF with decreasing income for 9 of the 12 risk factors. InterpretationThe findings of this study can inform individual and population-level dementia prevention strategies in Canada, focusing efforts on risk factors with the largest impact on the number of dementia cases. Differences in the impact of individual risk factors between this study and other international and regional studies highlight the importance of tailoring national dementia strategies to the local distribution of risk factors.
Autores: Aaron Jones, Y. Dolatshahi, A. Mayhew, M. O'Connell, T. Liu-Ambrose, V. Taler, E. E. Smith, D. Hogan, S. Kirkland, A. P. Costa, C. Wolfson, P. Raina, L. E. Griffith
Última atualização: 2024-04-08 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.06.24305404
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.06.24305404.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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