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Novas Ideias sobre o Tratamento da Leishmaniose Dermal Pós-Kala Azar

Pesquisas mostram os desafios em tratar a PKDL e explora possíveis soluções futuras.

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A Dermatoses Leishmanióticas Pós Kala Azar (PKDL) é uma condição de pele que às vezes aparece depois do tratamento de uma doença chamada Leishmaniose visceral, também conhecida como kala azar. Essa doença é causada por um parasita. O PKDL pode ocorrer mesmo se a pessoa nunca teve kala azar ou durante o tratamento. Geralmente começa no rosto e pode se espalhar para outras partes do corpo, como braços, pernas e tronco.

Muita gente confunde PKDL com hanseníase por causa das feridas na pele que causa. Essa condição não é fatal, então quem tem muitas vezes não busca tratamento. O número de casos de PKDL sobe e desce junto com os casos de kala azar, o que é uma preocupação para as autoridades de saúde.

A campanha de eliminação da kala azar no Sul da Ásia chamou atenção para o PKDL, já que as pessoas com essa condição ainda podem carregar o parasita na pele. Isso significa que podem infectar o flebótomo, que pode espalhar a doença ainda mais. Portanto, tratar o PKDL é importante para controlar surtos de leishmaníase.

Desafios no Tratamento do PKDL

Os tratamentos para PKDL podem ser complicados. Eles podem envolver protocolos de medicamentos que causam efeitos colaterais. Além disso, os casos de PKDL podem piorar em pessoas que também estão infectadas com HIV. Nesses casos, os tratamentos padrão muitas vezes não funcionam bem. Novos tratamentos, geralmente usando combinações de medicamentos já existentes, mostraram algum potencial. No entanto, há fortes apelos de especialistas em saúde para o desenvolvimento de Vacinas específicas para o PKDL.

Distribuição Geográfica e Características do PKDL

O PKDL ocorre principalmente em certas regiões, especificamente onde o parasita L. donovani é encontrado, que inclui partes do Sudão e do Sul da Ásia. Raramente aparece em outras partes da África Oriental. Geralmente, o PKDL aparece após alguém ter recebido tratamento para leishmaniose visceral.

Curiosamente, o tempo que leva para o PKDL aparecer varia de acordo com a localização. No Sudão, pode acontecer relativamente rápido, em semanas ou meses, enquanto no Sul da Ásia, pode levar anos para se desenvolver. Os sintomas também podem diferir dependendo de onde a pessoa mora e da área específica do corpo afetada.

No Sudão, pessoas com PKDL costumam mostrar pequenos nódulos e manchas na pele. Cerca de 80% desses casos podem se resolver sozinhos ao longo do tempo. No Sul da Ásia, no entanto, as lesões cutâneas podem aparecer mais claras ou assumir formas diferentes, como manchas planas ou pequenos inchaços.

Esforços Históricos de Vacinação

A pesquisa sobre vacinas terapêuticas para PKDL remonta às vacinas desenvolvidas para leishmaniose visceral. Em um estudo, os pesquisadores avaliaram uma vacina feita a partir de uma forma do parasita L. major junto com outra vacina chamada BCG. Os resultados mostraram que a combinação era segura, mas não oferecia proteção contra kala azar.

Com base nesse trabalho inicial, novos estudos procuraram outras vacinas para tratar o PKDL. Uma das novas vacinas, ChAd63-KH, mostrou potencial. Ela inclui proteínas do parasita leishmania destinadas a estimular o sistema imunológico. Um estudo foi lançado para ver se essa vacina poderia melhorar os sintomas do PKDL.

Considerações Éticas no Estudo

O estudo da vacina ChAd63-KH foi supervisionado por várias comissões de ética para garantir que os participantes fossem tratados de forma justa e informados sobre os riscos potenciais. Os voluntários assinaram formulários de consentimento, concordando em participar da pesquisa.

Design do Estudo e Participantes

Esta pesquisa envolveu uma configuração cuidadosa. Os pesquisadores tinham como objetivo inscrever 100 participantes com idades entre 12 e 50 anos que tivessem PKDL por pelo menos seis meses. O ensaio foi feito no estado de Gedaref, Sudão. Vários profissionais de saúde monitoraram a saúde dos participantes ao longo do estudo.

Os participantes receberam a vacina ou um placebo, que é uma substância inativa, ajudando os pesquisadores a ver se a vacina teve efeitos reais. A recrutação para o estudo enfrentou várias dificuldades, incluindo agitação política e a pandemia de COVID-19, que atrasou o processo.

Elegibilidade para Participação

Os participantes precisavam atender a certos critérios para se juntar ao estudo. Eles precisavam estar em boa saúde de modo geral e não ter recebido outros tratamentos para PKDL recentemente. As mulheres precisavam confirmar que não estavam grávidas ou planejando engravidar durante o estudo. Aqueles com outros problemas de saúde graves, como tuberculose ou alergias severas, foram excluídos.

Administração da Vacina e Monitoramento

A vacina foi dada como uma única dose através de uma injeção no braço superior. Os participantes permaneceram no hospital por sete dias para monitoramento e depois retornaram para visitas de acompanhamento. Os pesquisadores avaliaram quão bem a vacina funcionou com base em quanto a pele dos participantes melhorou após 90 dias.

Randomização e Procedimentos do Estudo

Os participantes foram designados aleatoriamente para receber a vacina ou o placebo. O estudo tinha como objetivo garantir a imparcialidade e minimizar o viés. Tanto os participantes quanto aqueles que administravam o tratamento não sabiam qual substância estavam aplicando. Isso tornou o ensaio mais confiável e os resultados mais credíveis.

Resultados Primários e Secundários

O principal objetivo do estudo era ver se o ChAd63-KH poderia melhorar significativamente as lesões cutâneas. Os pesquisadores mediram os resultados observando a porcentagem de melhora na condição da pele. Eles também analisaram como a vacina afetou as respostas imunes dos participantes, que é importante para entender a eficácia do tratamento.

Monitoramento de Segurança

A segurança da vacina foi uma prioridade. Os pesquisadores acompanharam quaisquer efeitos colaterais que os participantes experimentaram e os registraram. A maioria dos efeitos colaterais foi leve, como inchaço ou dor no local da injeção. O estudo geralmente relatou bons resultados de segurança, sem reações graves à vacina.

Resultados Clínicos do Estudo

Quando o estudo terminou, revelou que a vacina não produziu uma melhora significativa nos sintomas de PKDL durante o período de 90 dias. Os dados sugeriram que não houve grande diferença nos resultados clínicos entre aqueles que receberam a vacina e aqueles que receberam o placebo.

Análise dos Resultados

Uma análise mais detalhada dos resultados mostrou que apenas alguns pacientes tiveram uma melhora significativa em suas condições de PKDL. Mesmo após relaxar os critérios de sucesso, não houve grandes diferenças na resposta dos dois grupos ao tratamento.

Investigando Respostas Imunes

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue dos participantes para ver como a vacina afetou seus sistemas imunológicos. Os achados mostraram que a vacina estimulou uma Resposta Imune, mas isso não se traduziu em uma melhora clínica nos casos de PKDL.

Desafios e Limitações

O estudo enfrentou desafios significativos, incluindo perda de dados e amostras devido ao conflito contínuo no Sudão. Além disso, apenas uma dose foi testada, e os pesquisadores não puderam explorar se doses adicionais ou diferentes estratégias poderiam ter levado a melhores resultados.

Direções Futuras

Embora o ChAd63-KH não tenha se mostrado eficaz neste estudo, os pesquisadores acreditam que há potencial para um trabalho contínuo no PKDL. Estudos futuros podem explorar diferentes esquemas de dosagem, combinações com outros tratamentos ou usar essa vacina em diferentes populações.

Conclusão

Este estudo fornece insights sobre os desafios do tratamento do PKDL e destaca a necessidade de mais pesquisas. Apesar da falta de eficácia mostrada neste ensaio específico, entender o PKDL e encontrar tratamentos eficazes permanece importante para a saúde daqueles afetados por essa condição. Esforços contínuos para desenvolver novas terapias, incluindo vacinas, são cruciais na luta contra a leishmaníase e doenças relacionadas.

Fonte original

Título: A randomized double-blind Phase IIb trial to evaluate the efficacy of ChAd63-KH for the treatment of post kala-azar dermal leishmaniasis.

Resumo: BackgroundIn a recent Phase IIa clinical trial, the candidate leishmaniasis vaccine ChAd63-KH was shown to be safe and immunogenic in Sudanese patients with post kala-azar dermal leishmaniasis (PKDL). However, its value as a stand-alone therapeutic was unknown. MethodsTo assess the therapeutic efficacy of ChAd63-KH, we conducted a "window of opportunity" randomized, double-blind, placebo-controlled trial (Clinicaltrials.gov registration: NCT03969134). We aimed to enrol 100 participants (male and female aged 12-50 years) with uncomplicated PKDL of [≥] six months duration. ChAd63-KH (7.5x1010 viral particles) or saline placebo was administered once intramuscularly. Primary outcomes were safety and efficacy. Safety was determined by adverse event monitoring. Efficacy was the proportion of participants at 90 days post-vaccination with {zeta}90% improvement in clinical disease. Participants failing to reach this clinical endpoint were offered a standard of care (AmBisome(R)). Secondary outcomes included changes in PKDL severity grade and measurements of vaccine-induced immune response. FindingsBetween 4th April 2020 and 17th June 2022, 86 participants (66 adolescents, 20 adults; 47% female, 53% male) were enrolled and randomised to receive ChAd63-KH or placebo. 75 participants (87%) completed the trial as per protocol. No severe or serious adverse events were observed. At day 90 post vaccination, 6/40 (15%) and 4/35 (11%) participants in the vaccine and placebo groups respectively showed [≥] 90% clinical improvement (RR 1.31 [95% CI, 0.40 to 4.28], p=0.742). There were also no significant differences in PKDL grade between study arms. Whole blood transcriptomic analysis identified transcriptional modules associated with interferon responses and monocyte and dendritic cell activation, confirming vaccine reactogenicity. InterpretationSingle dose administration of ChAd63-KH vaccine had no therapeutic efficacy in this subset of Sudanese PKDL patients. Further studies are needed to evaluate whether this vaccine would have therapeutic benefit using alternate dosing regimens or in combination with standard chemotherapy or immune modulation, and whether it has efficacy as a prophylactic vaccine for cutaneous or visceral leishmaniasis. FundingThis study was funded by the Wellcome Trust. Research in contextO_ST_ABSEvidence before this studyC_ST_ABSA leishmaniasis vaccine candidate was developed employing chimpanzee adenovirus 63 (ChAd63) to deliver genes encoding two Leishmania antigens, KMP-11 and HASPB1. This vaccine (ChAd63-KH) was previously evaluated for safety and immunogenicity in a Phase I healthy volunteer study and a Phase IIa study in Sudanese patients with post kala-azar dermal leishmaniasis (PKDL). It was shown to be safe and immunogenic, warranting further clinical studies to evaluate efficacy as a stand-alone therapeutic in PKDL patients. Added value of this studyThis clinical trial was designed to evaluate the safety and efficacy of ChAd63-KH in PKDL patients with persistent disease (dermal lesions for [≥] 6 months). If successful, single dose vaccination would significantly improve treatment options currently available to patients. The safety of ChAd63-KH was confirmed, with no severe or serious adverse events observed in trial participants. Approximately 13% of participants had {zeta}90% improvement in their PKDL over the course of 90 days follow up post vaccination, but this did not differ between vaccine and placebo arms, indicating that this reflected spontaneous cure rather than vaccine efficacy. Immune monitoring using whole blood transcriptomics confirmed the previously reported ability of this vaccine to induce immune responses in humans. Implications of all the available evidenceThis study indicates that as a stand-alone treatment, single dose vaccination with ChAd63-KH was unable to overcome the immune dysfunction that maintains persistent PKDL. A similar "high bar" has also been encountered in therapeutic vaccine trials for other persistent diseases. Given previous success with other forms of immunochemotherapy in PKDL, future therapeutic vaccine studies in PKDL might also benefit from combining ChAd63-KH vaccination with additional chemotherapy or immune modulation. The prophylactic efficacy of this vaccine against different types of leishmaniasis also remains to be evaluated.

Autores: Paul M Kaye, B. M. Younis, R. Wiggins, E. A. G. Khalil, M. Osman, F. Santoro, C. Sonnati, A. Keding, M. Novedrati, G. Montesi, A. Noureldein, E. T. A. Elmukashfi, A. E. Mustafa, M. Alamin, M. Saeed, K. Salman, A. J. Suliman, A. E. A. Musa, A. M. Layton, C. J. N. Lacey, A. Musa

Última atualização: 2024-04-11 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.11.24305597

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.11.24305597.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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