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# Biologia# Bioinformática

A IA melhora a análise das estruturas celulares

Novas ferramentas de IA estão melhorando a compreensão da formação de enzimas nas células biológicas.

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A microscopia de fluorescência multiparamétrica é uma ferramenta super útil na biologia. Ajuda os cientistas a ver e medir processos biológicos nas células, tanto vivas quanto fixas. Mas analisar os dados que vêm desses microscópios pode ser bem complicado. A Inteligência Artificial (IA) agora é vista como uma solução potencial pra ajudar nessa análise, mas ainda não foi usada o suficiente nessa área.

O que é IMPDH2?

Uma área interessante onde a IA pode dar uma força é no estudo de uma enzima específica chamada Inosina Monofosfato Desidrogenase 2 (IMPDH2). Essa enzima é importante pra fabricar nucleotídeos de guanina, que são cruciais pra saúde e energia das células. Dependendo das necessidades da célula, a IMPDH2 pode assumir formas diferentes. Em algumas células que não precisam de muita energia, ela se espalha uniformemente. Em outras que precisam de mais energia, forma estruturas grandes e organizadas chamadas formações de bastão-anel.

Essas estruturas de bastão-anel não são exclusivas da IMPDH2. Outras enzimas também formam formas semelhantes. Isso sugere que essas formações podem ajudar a controlar como essas enzimas funcionam, independentemente de outros fatores reguladores.

A Importância das Células-Tronco Embrionárias de Camundongo

As células-tronco embrionárias de camundongo (ESCs) são uma ótima maneira para os pesquisadores estudarem essas formas de bastão-anel. Em condições onde essas células podem crescer livremente, a IMPDH2 aparece principalmente na forma de bastão-anel. Mas conforme essas células começam a se diferenciar e mudar, essas estruturas se desfazem e ficam mais espalhadas. Como as formas de bastão-anel são claras e fáceis de ver, contar e medir elas deveria ser tranquilo. Porém, quando muitas estruturas estão presentes em uma imagem, fica complicado analisá-las manualmente.

Necessidades de Software para Análise

Dada a grande quantidade de formas de bastão-anel nas imagens, qualquer software desenvolvido pra analisar esses dados precisa atender a critérios específicos:

  1. Precisa identificar com precisão formas de bastão e anel em diferentes experimentos e condições.
  2. Deve rodar automaticamente, sem precisar de muitos ajustes.
  3. Tem que processar conjuntos de dados significativamente mais rápido que a contagem manual.
  4. Deve ser fácil de usar e conseguir exportar dados para análises futuras.

Desenvolvendo uma Solução de IA

Os pesquisadores partiram pra criar uma abordagem de Aprendizado Profundo pra quantificar formas de bastão e anel da IMPDH2 em células de camundongo. O objetivo era criar uma ferramenta que também pudesse ajudar no estudo de formas celulares semelhantes formadas por outras enzimas.

Segmentação de Imagens

A segmentação de imagens é uma tarefa popular em visão computacional. Envolve detectar diferentes objetos nas imagens. Existem duas maneiras principais de fazer isso: usando modelos já existentes em novos conjuntos de dados ou re-treinando modelos com novos dados pra melhorar os resultados. Alguns modelos famosos, como YOLO e Cellpose, são ótimos pra muitas tarefas, mas não identificam especificamente formas de bastão ou anel.

Pra contornar isso, os pesquisadores decidiram treinar modelos específicos voltados pras suas necessidades, que considerariam os aspectos únicos dos seus dados.

Treinando o Modelo de IA

Os pesquisadores usaram um modelo chamado UNet. Eles treinaram cinco modelos individuais, cada um analisando seções dos seus dados de imagem. Depois de treinados, cada modelo foi usado em conjunto pra fazer previsões sobre novas imagens. Essa abordagem resultou em uma melhor precisão na identificação de formas de bastão e anel.

Resultados do Treinamento

Os modelos apresentaram resultados positivos. Mostraram alta precisão na detecção das formas e ofereceram uma maneira de medir várias características, como o número de bastões e anéis, seu tamanho médio e como eles mudam ao longo do tempo. Essas medições são valiosas pra entender a importância biológica dessas estruturas.

Testando a IA

Os modelos treinados foram testados em diferentes cenários. Um teste envolveu observar como as estruturas de bastão-anel mudaram ao longo do tempo ao alterar as condições de crescimento das ESCs de camundongo. Em outro teste, os modelos analisaram imagens tiradas com um microscópio diferente pra ver como o desempenho se mantinha sob condições variadas.

Experimento de Tempo

No primeiro teste, os cientistas registraram como o número de estruturas de bastão-anel mudou conforme as ESCs eram tratadas com diferentes meios ao longo do tempo. Os modelos se saíram bem, capturando com precisão a redução dessas estruturas à medida que as células começaram a se diferenciar.

Experimento de Mudança de Microscopia

No segundo teste, as imagens foram tiradas com um microscópio diferente. Inicialmente, os modelos não performavam bem devido às diferenças na qualidade da imagem. No entanto, após ajustar como as imagens eram processadas pra atender a certas especificações, a precisão dos modelos melhorou bastante.

Importância do Desempenho do Modelo

Ambos os testes mostraram que os modelos podiam funcionar bem, mesmo com mudanças nas condições. Isso sugere que eles podem fornecer insights valiosos em vários estudos biológicos. Porém, os pesquisadores apontaram alguns desafios. Por exemplo, como o julgamento humano especializado pode introduzir viés e como é essencial garantir que os modelos sejam treinados com imagens de alta qualidade.

Desafios e Considerações

Os pesquisadores destacaram várias áreas pra melhoria. Por exemplo, medir a precisão na IA não é simples, porque muitas vezes depende de anotações humanas, que podem variar de um especialista pra outro. Além disso, os cientistas notaram que a resolução das imagens impacta como bem o modelo pode detectar formas. Alta magnificação pode levar a menos objetos visíveis, enquanto baixa magnificação oferece mais objetos, mas com menos detalhes.

Considerações Finais

Em resumo, o desenvolvimento de ferramentas de IA pra analisar dados biológicos representa um avanço significativo. Com o treinamento bem-sucedido de modelos pra classificar e medir estruturas de bastão-anel em imagens de microscopia, os pesquisadores criaram um pipeline que pode ajudar em estudos futuros de processos e estruturas celulares.

Esse modelo não é apenas aplicável à IMPDH2, mas também pode beneficiar o estudo de outras estruturas semelhantes em vários organismos, como leveduras e peixes. A pesquisa indica que, embora o modelo atual funcione bem, trabalhos futuros poderiam incluir o rastreamento dessas estruturas em tempo real, o que poderia abrir ainda mais possibilidades na pesquisa biológica.

Conclusão

Em conclusão, a combinação de IA e microscopia tem o potencial de transformar como coletamos e analisamos dados biológicos. O trabalho realizado aqui não só melhora a análise de estruturas de bastão-anel nas células, mas também prepara o terreno pra futuros desenvolvimentos que poderiam aprimorar nossa compreensão de processos celulares em uma escala mais ampla. À medida que a tecnologia continua a evoluir, será empolgante ver como essas ferramentas podem ajudar ainda mais os cientistas em sua busca pra explorar as complexidades da biologia.

Fonte original

Título: Domain Specific AI Segmentation of IMPDH2 Rod/Ring Structures in Mouse Embryonic Stem Cells

Resumo: BackgroundInosine monophosphate dehydrogenase 2 (IMPDH2) is an enzyme that catalyses the rate limiting step of guanine nucleotides. In mouse embryonic stem cells (ESCs) IMPDH2 is held as large multi-protein complexes known as rod-ring (RR) structures that dissociate when ESCs differentiate. Manual analysis of RR structures from confocal microscopy images, although possible, is not feasible on a large scale due to the quantity of RR structures present in each field of view. To address this analysis bottleneck, we have created a fully automatic RR image classification pipeline to segment, characterise and measure feature distributions of these structures in ESCs. ResultsWe find that this model can automatically segment images with a Dice score of over 80% for both rods and rings for in-domain images compared to expert annotation, with a slight drop to 70% for datasets out of domain. Important feature measurements derived from these segmentations show high agreement with the measurements derived from expert annotation, achieving an R2 score of over 90% for counting the number of rings and rods over the dataset. ConclusionsWe have established for the first time a quantitative baseline for RR distribution in pluripotent ESCs and have made a pipeline available for training to be applied to other models in which RR remain an open topic of study.

Autores: David A. Turner, S. T. M. Ball, M. J. Hennessy, Y. Tan, K. F. Hoettges, N. D. Perkins, D. J. Wilkinson, M. R. H. White, Y. Zheng

Última atualização: 2024-10-17 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.10.16.617897

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.10.16.617897.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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