O impacto escondido da hipertensão na saúde óssea
Pressão alta pode deixar os ossos mais fracos e aumentar o risco de osteoporose.
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Índice
- Fontes de Dados
- Quem Participou do Estudo?
- Avaliando a Saúde Óssea
- Variáveis Chave no Estudo
- Prevendo a Saúde Óssea
- Analisando os Dados
- Características da Amostra
- Entendendo a Conexão
- Análise Mais Profunda com Análises de Subgrupos
- Uma Nova Perspectiva com Aprendizado de Máquina
- As Implicações do Estudo
- Limitações da Pesquisa
- Conclusão
- Fonte original
A Hipertensão, ou pressão alta, é um problema de saúde comum e de longo prazo que afeta muita gente ao redor do mundo. Pode levar a sérios problemas como infartos e AVCs. Mas achados recentes sugerem que também pode prejudicar nossos ossos, especificamente causando problemas como menor densidade óssea e uma condição conhecida como Osteoporose.
A osteoporose é uma condição que enfraquece os ossos, tornando-os mais propensos a quebrar. Muitas pessoas com hipertensão talvez nem percebam que a condição de pressão alta pode estar ligada a problemas de saúde óssea. Embora não tenha muitos dados claros sobre quão comuns são os problemas ósseos em quem tem hipertensão, alguns estudos iniciais sugerem que quem tem pressão alta tem mais chance de ter osteoporose.
Pesquisas indicam que indivíduos com hipertensão podem ter um risco maior de osteoporose. Um estudo apontou que pessoas com pressão alta poderiam ter 2,69 vezes mais chances de desenvolver osteoporose do que aquelas sem a condição. Existem várias razões pelas quais a hipertensão pode afetar negativamente os ossos. Por exemplo, a pressão alta pode reduzir o fluxo sanguíneo para os ossos, interferir na forma como o corpo usa o Cálcio e provocar Inflamação que pode afetar a saúde óssea.
Pessoas com hipertensão também podem ter problemas com o cálcio no corpo. Quando a pressão está alta, o corpo pode aumentar a perda de cálcio pela urina. Isso pode levar a ossos mais fracos, já que o cálcio é crucial para a força óssea. Além disso, quando os níveis de pressão são altos, a inflamação crônica pode ocorrer. Essa inflamação pode prejudicar as células responsáveis por manter ossos saudáveis, aumentando ainda mais o risco de osteoporose.
A boa notícia é que os pesquisadores têm trabalhado para entender melhor como a hipertensão e a osteoporose estão conectadas. Eles acreditam que controlar a pressão arterial poderia não só prevenir problemas cardíacos, mas também melhorar a saúde óssea. Alguns medicamentos usados para baixar a pressão, como os bloqueadores dos canais de cálcio, mostraram promessas em proteger a densidade óssea também.
Uma pesquisa em larga escala chamada National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) conseguiu uma montanha de informações sobre a saúde e nutrição da população dos EUA ao longo dos anos. Essa pesquisa inclui dados sobre vários fatores como demografia, estado de saúde e resultados laboratoriais. Os pesquisadores podem analisar esses dados para encontrar relações entre diferentes problemas de saúde, como hipertensão e questões ósseas.
Esse estudo tem como objetivo explorar como a hipertensão afeta a saúde óssea usando o banco de dados do NHANES. Os pesquisadores vão olhar os dados coletados de 2009 a 2018 para ver se conseguem encontrar alguma conexão entre pressão alta e osteoporose.
Fontes de Dados
A pesquisa NHANES é um estudo nacional que avalia a saúde e o estado nutricional dos residentes dos EUA. Ganhou reconhecimento pela sua abrangência e confiabilidade. Os participantes dão seu consentimento antes de participar da pesquisa, garantindo práticas éticas na coleta de dados. Os dados da pesquisa NHANES podem fornecer insights valiosos sobre saúde pública.
Quem Participou do Estudo?
O estudo incluiu adultos com 20 anos ou mais, excluindo mulheres grávidas e aquelas com doenças que poderiam influenciar a saúde óssea, como problemas de tireoide ou diabetes. Foram pesados um total de 7.566 amostras, o que significa que os resultados podem representar melhor a população em geral. O objetivo era incluir uma seleção diversificada de participantes para ter uma visão clara de como a hipertensão influencia a saúde óssea.
Avaliando a Saúde Óssea
Para avaliar a saúde óssea, o estudo analisou a Densidade Mineral Óssea (DMO). Isso é uma medida de quanto mineral está presente nos ossos, ajudando a indicar sua força. A osteoporose é diagnosticada quando a DMO é significativamente mais baixa que o normal. Os pesquisadores usaram uma fórmula específica para calcular a DMO e categorizar os participantes em grupos com base na saúde óssea.
Variáveis Chave no Estudo
Para entender o impacto da hipertensão na saúde óssea, os pesquisadores olharam diferentes fatores. Recolheram informações sobre o status de hipertensão dos participantes, histórico médico, raça, educação, renda, índice de massa corporal (IMC), hábitos de fumar e beber. Essas informações podem ajudar a fornecer um panorama completo de como esses fatores podem interagir com a hipertensão e o metabolismo ósseo.
Prevendo a Saúde Óssea
Como nem todos os dados sobre saúde óssea estavam disponíveis para todos os anos na pesquisa NHANES, os pesquisadores desenvolveram um método para prever a DMO total do corpo usando os dados disponíveis. Descobriram que as medições do fêmur (osso da coxa) e da coluna vertebral fornecem uma boa estimativa da DMO total do corpo. As descobertas mostraram resultados promissores e sugerem que essas previsões podem ser confiáveis.
Analisando os Dados
Os pesquisadores usaram ferramentas estatísticas para analisar os dados, observando as características básicas dos participantes e comparando grupos. Eles se concentraram especialmente em como a hipertensão se relaciona com as mudanças na DMO, considerando outros fatores que influenciam, como idade e gênero. Isso permite avaliar se a hipertensão afeta independentemente a saúde óssea ou se outros fatores desempenham um papel.
Características da Amostra
O estudo descobriu que indivíduos com hipertensão eram geralmente mais velhos e tinham pesos corporais mais altos em comparação com aqueles sem hipertensão. Os homens formavam uma parte maior do grupo de hipertensão, enquanto nenhuma diferença significativa foi observada nos níveis de educação, renda familiar ou consumo de álcool entre os dois grupos. Curiosamente, para aqueles com baixa massa óssea, vários fatores estavam ligados, como serem mais jovens, mais mulheres e terem um peso corporal mais alto.
Entendendo a Conexão
Ao examinar os dados, os pesquisadores encontraram uma relação significativa entre hipertensão e DMO. Pessoas com pressão alta mostraram DMO mais baixa, o que pode indicar um maior risco de desenvolver osteoporose. Essa relação persistiu mesmo após ajustes para fatores como idade, gênero e IMC. As descobertas ressaltam a importância de monitorar a saúde óssea entre aqueles com hipertensão.
Análise Mais Profunda com Análises de Subgrupos
Para entender melhor, os pesquisadores realizaram análises de subgrupos baseadas em idade e gênero. Eles descobriram que a hipertensão estava significativamente associada a uma DMO mais baixa em homens e em pessoas de 40 a 59 anos. Isso destaca a importância de considerar fatores demográficos ao olhar como a hipertensão impacta a saúde óssea.
Uma Nova Perspectiva com Aprendizado de Máquina
Os pesquisadores também usaram métodos estatísticos avançados, incluindo aprendizado de máquina, para aprimorar sua análise. Usando essas técnicas modernas, puderam identificar fatores que influenciam a DMO melhor do que métodos tradicionais. A análise sugeriu que, embora a hipertensão tenha algum impacto na saúde óssea, outros fatores, como IMC e etnia, também desempenham papéis cruciais.
As Implicações do Estudo
Este estudo destaca a necessidade de prestar atenção à saúde óssea em indivíduos com hipertensão. Embora a hipertensão esteja mais comumente associada a problemas cardíacos, também pode levar a uma menor densidade óssea e a um maior risco de osteoporose. Monitoramentos regulares e estratégias preventivas devem ser consideradas para pessoas com pressão alta, especialmente à medida que envelhecem.
Limitações da Pesquisa
Embora o estudo forneça insights valiosos, existem algumas limitações. As características da amostra e fatores como status socioeconômico ou qualidade do atendimento médico podem variar ao longo de diferentes períodos. Essas variações podem afetar os resultados e dificultar a generalização das descobertas para toda a população. Além disso, a relação entre hipertensão e saúde óssea pode ser influenciada por outras variáveis que não foram capturadas nesse estudo.
Conclusão
Em conclusão, este estudo encontrou uma ligação significativa entre hipertensão e problemas no metabolismo ósseo, enfatizando que pessoas com pressão alta devem ficar atentas à saúde de seus ossos. Monitorar a densidade óssea pode levar a intervenções oportunas para reduzir o risco de osteoporose e fraturas. Entender essa conexão é vital para melhorar os resultados de saúde geral para aqueles com hipertensão e garantir que a saúde óssea seja incluída nas estratégias de manejo da hipertensão.
Título: A Comprehensive Study on the Impact of Hypertension on Bone Metabolism Abnormalities Based on NHANES Data and Machine Learning Algorithms
Resumo: BackgroundHypertension (HTN), a globally prevalent chronic condition, poses a significant public health challenge. Concurrently, abnormalities in bone metabolism, such as reduced bone mineral density (BMD) and osteoporosis (OP), profoundly affect the quality of life of affected individuals. This study aims to comprehensively investigate the relationship between HTN and bone metabolism abnormalities using data from the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) and advanced machine learning techniques. MethodsData were sourced from the NHANES database, covering the years 2009 to 2018. Specifically, femur and spine BMD measurements were obtained via dual-energy X-ray absorptiometry (DXA) for the 2009-2010 period, given the lack of full-body data. A predictive model was developed to estimate total body BMD from femur and spine measurements. The initial dataset comprised 49,693 individuals, and after rigorous data cleaning and exclusion of incomplete records, 7,566 participants were included in the final analysis. Data were processed and analyzed using SPSS, which facilitated descriptive statistical analysis, multivariate logistic regression, and multiple linear regression, alongside subgroup analyses to explore associations across different demographic groups. Machine learning algorithms, including neural networks, decision trees, random forests, and XGBoost, were utilized for cross-validation and hyperparameter optimization. The contribution of each feature to the model output was assessed using SHAP (Shapley Additive Explanations) values, enhancing the models accuracy and robustness. ResultsBaseline characteristic analysis revealed that compared to the non-HTN group, the HTN group was significantly older (44.37 vs. 34.94 years, p < 0.001), had a higher proportion of males (76.8% vs. 60.7%, p < 0.001), higher BMI (31.21 vs. 27.77, p < 0.001), a higher smoking rate (54.4% vs. 41.2%, p < 0.001), and notably lower BMD (1.1507 vs. 1.1271, p < 0.001). When comparing the low bone mass group with the normal bone mass group, the former was older (36.02 vs. 34.5 years, p < 0.001), had a lower proportion of males (41.8% vs. 63.3%, p < 0.001), lower BMI (25.28 vs. 28.25, p < 0.001), and a higher incidence of HTN (10.9% vs. 8.6%, p = 0.006). Overall logistic and multiple linear regression analyses demonstrated a significant negative correlation between HTN and bone metabolism abnormalities (adjusted model Beta = -0.007, 95% CI: -0.013 to -0.002, p = 0.006). Subgroup analysis revealed a more pronounced association in males (Beta = -0.01, p = 0.004) and in the 40-59 age group (Beta = -0.01, p = 0.012). The machine learning models corroborated these findings, with SHAP value analysis consistently indicating a negative impact of HTN on BMD across various feature controls, thus demonstrating high explanatory power and robustness across different models. ConclusionThis study comprehensively confirms the significant association between HTN and bone metabolism abnormalities, utilizing NHANES data in conjunction with machine learning algorithms.
Autores: Feixiang Liu, J. Li, M. Tang, Z. Deng, Y. Feng, X. Dang, L. Sun, Y. Zhang, J. Yao, M. Zhao
Última atualização: 2024-09-10 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.09.07.24313248
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.09.07.24313248.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.
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