Ligação Entre Álcool, Bactérias Intestinais e Câncer Colorretal
Estudo revela que o consumo de álcool influencia as bactérias do intestino e o risco de câncer colorretal.
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Índice
- Visão Geral do Estudo
- Participantes e Metodologia
- Avaliação do Consumo de Álcool
- Avaliação dos Resultados
- Principais Descobertas
- Perfil dos Participantes
- Níveis de Consumo de Álcool
- Ligação Entre Álcool e Lesões Colorretais
- Análise do Microbioma Intestinal
- Bactérias e Vias Encontradas
- Álcool e Microbioma Intestinal como Mediador
- Conclusão
- Fonte original
O Álcool é conhecido por aumentar o risco de câncer em várias partes do corpo, especialmente no sistema digestivo. Estatísticas globais recentes sugerem que cerca de 1 em cada 20 cânceres em 2020 estavam relacionados ao consumo de álcool. Com mais gente bebendo, especialmente em países em desenvolvimento, esses números podem crescer. Tem um preocupação especial com o aumento do consumo de álcool entre mulheres.
Quando a galera bebe, o álcool é rapidamente absorvido no estômago e no intestino delgado antes de ir pro fígado. O corpo processa o álcool principalmente por meio de duas enzimas, transformando-o em diferentes substâncias. Embora a maior parte do processamento de álcool ocorra no fígado, algum também rola no trato digestivo, seja por meio das células que revestem o intestino ou por Bactérias que ajudam a digerir o álcool.
O álcool pode causar câncer de forma direta ou indireta através das substâncias em que se transforma e dos processos envolvidos na sua decomposição. Isso inclui efeitos que mudam como nossas células se comportam, causam inflamação e modificam o sistema imunológico. Recentemente, o Microbioma intestinal, que é composto por todas as bactérias do nosso sistema digestivo, tem sido estudado como um possível fator em como o álcool pode aumentar o risco de câncer, mas ainda não tá claro como isso rola.
O Câncer Colorretal (CCR) é uma área de interesse porque tá muito ligado ao consumo de álcool. Estudos mostram que cerca de 10% dos novos casos de câncer estão relacionados à bebida, e tem evidências fortes de que as bactérias do intestino desempenham um papel significativo no desenvolvimento desse tipo de câncer.
Visão Geral do Estudo
Pra entender melhor como o álcool e as bactérias intestinais interagem no câncer colorretal, pesquisadores analisaram participantes de um grande teste de triagem de câncer de cólon na Noruega. Os principais objetivos eram encontrar ligações entre o consumo de álcool e problemas colorretais descobertos durante as triagens, identificar bactérias intestinais ligadas à bebida e ver se as bactérias intestinais poderiam mediar a relação entre a ingestão de álcool e problemas colorretais.
Participantes e Metodologia
O estudo fez parte do Programa de Triagem de Câncer de Cólon na Noruega (BCSN), que começou em 2012 e envolveu mais de 139 mil participantes. Um subsetor específico, o estudo CRCbiome, rolou de 2017 a 2021 e focou em identificar bactérias intestinais em pessoas referidas para colonoscopia. Os participantes preencheram dois questionários sobre dieta e estilo de vida antes de fazer a colonoscopia.
A galera foi incluída no estudo com base nas informações dietéticas, e após algumas exclusões, um total de 1.486 participantes foram elegíveis, com 947 tendo dados sobre bactérias intestinais disponíveis.
Avaliação do Consumo de Álcool
Os participantes relataram sua ingestão dietética, incluindo álcool, através de um questionário detalhado de frequência alimentar. Esse questionário foi feito pra captar os padrões típicos de consumo ao longo do último ano. A galera indicou com que frequência bebia diferentes tipos de bebidas alcoólicas, com a ingestão diária sendo calculada a partir das respostas.
Avaliação dos Resultados
Informações sobre lesões colorretais foram coletadas do banco de dados do BCSN, que registrava todas as descobertas das colonoscopias. Os participantes foram categorizados com base na gravidade das lesões detectadas durante esses exames, permitindo que os pesquisadores analisassem como o consumo de álcool poderia estar ligado à presença dessas lesões.
Principais Descobertas
Perfil dos Participantes
A maioria dos participantes eram adultos mais velhos, com idade média de 67 anos. Os consumidores de álcool eram geralmente mais propensos a serem homens e mostravam indicadores de status econômico mais altos, como serem casados ou terem níveis mais altos de educação.
Níveis de Consumo de Álcool
Em média, os participantes bebiam álcool diariamente, com diferentes níveis de consumo observados entre homens e mulheres. A maioria das mulheres preferia vinho, enquanto a maioria dos homens bebia cerveja. A maior parte da galera seguia as diretrizes nacionais sobre consumo de álcool, mas os padrões variavam conforme o tipo de bebida.
Ligação Entre Álcool e Lesões Colorretais
Os resultados mostraram uma forte associação positiva entre o consumo de álcool e lesões colorretais avançadas. As chances de ter essas lesões aumentavam com a maior ingestão de álcool. O risco era notavelmente maior em mulheres, sendo que aquelas que consumiam mais álcool estavam em um risco significativamente maior para lesões avançadas em comparação com as não-bebedoras.
Análise do Microbioma Intestinal
Usando sequenciamento metagenômico, os pesquisadores analisaram o microbioma intestinal dos participantes. Encontraram uma diferença clara nos perfis microbianos de consumidores de álcool comparados aos não-consumidores. A maior ingestão de álcool estava ligada a uma maior diversidade nas bactérias intestinais.
Bactérias e Vias Encontradas
Várias espécies bacterianas específicas e vias metabólicas foram identificadas como significativamente associadas ao consumo de álcool. Associações positivas incluíam certas bactérias que prosperavam com maior ingestão de álcool, enquanto outras diminuíam em número. Essa mudança foi particularmente notável em mulheres.
Álcool e Microbioma Intestinal como Mediador
O estudo revelou que mudanças no microbioma intestinal ajudaram a explicar parcialmente a conexão entre álcool e a presença de lesões colorretais avançadas. As bactérias intestinais associadas ao álcool ajudaram a mediar uma pequena parte da relação entre a ingestão de álcool e o risco de câncer.
Conclusão
Esse estudo reforça a evidência de que o consumo de álcool está ligado ao câncer colorretal, mostrando que até mesmo beber moderadamente pode aumentar o risco de lesões avançadas. A pesquisa destaca como a bebida pode mudar as bactérias intestinais de maneiras que podem contribuir para o desenvolvimento de câncer.
Mais investigações são necessárias pra explorar as interações complexas entre álcool, bactérias intestinais e riscos de câncer, especialmente considerando as diferenças entre homens e mulheres. Entender esses mecanismos será crucial pra desenvolver melhores estratégias de prevenção para o câncer colorretal e potencialmente outros tipos de câncer ligados ao consumo de álcool.
Título: The association between alcohol consumption and colorectal carcinogenesis is partially mediated by the gut microbiome
Resumo: BackgroundAlcohol consumption is one of the major risk factors of colorectal cancer (CRC). However, the mechanisms underlying this relationship are not fully understood, particularly the potential role of gut microbes. ObjectiveTo study associations of alcohol intake with the gut microbiome and colorectal lesions among CRC screening participants. Of particular interest was the potential role of gut microbes in mediating the association between alcohol intake and colorectal lesions. MethodsParticipants included fecal immunochemical test-positive women and men enrolled in the CRCbiome study, aged 55-77 years at inclusion. Intake of alcohol was assessed using a validated, semi-quantitative food frequency questionnaire. Integrating with shotgun metagenome based taxonomic and functional profiles, we studied associations with screen-detected colorectal lesions. The potential role of alcohol-associated gut microbes in mediating the association between alcohol intake and colorectal lesions was examined using causal mediation analysis. ResultsOf 1,468 participants with dietary data, 414 were diagnosed with advanced lesions (advanced adenoma, advanced serrated lesions or CRC). Alcohol intake was positively associated with advanced lesions in a dose-dependent manner (ptrend = 0.008), with odds ratio of 1.09 (95% confidence interval, 1.00, 1.19) per 10 g/day increase. Compared to non-consumers, those consuming alcohol were characterized by a distinct microbial profile, manifested as modest, but consistent, shifts in - and {beta}-diversity, and differentially abundant bacteria (Log2 fold change (Log2FC) >0: B. finegoldii and L. asaccharolyticus; Log2FC
Autores: Ane Soerlie Kvaerner, E. Birkeland, E. Avershina, E. Botteri, C. Bucher-Johannessen, M. Dines Knudsen, A. Hjartaaker, C. M. Page, J. R. Hov, M. Song, K. Ranheim Randel, G. Hoff, T. B. Rounge, P. Berstad
Última atualização: 2024-10-18 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.10.17.24315656
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.10.17.24315656.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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