Ameaças Crescentes de Malária na RDC: Um Olhar Mais Próximo
Estudo revela aumento dos casos de malária não falciparum na RDC.
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Índice
A malária é uma doença séria causada por parasitas transmitidos pelas picadas de mosquitos infectados. O tipo mais comum de malária na África subsaariana é causado pelo Plasmodium falciparum. Mas, teve um aumento nos casos causados por outros tipos, especialmente pelas espécies Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. Esses tipos não falciparum estão sendo detectados mais frequentemente em áreas onde os casos de P. Falciparum diminuíram. A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta uma grande carga de malária, e é essencial entender os riscos e efeitos dessas espécies menos comuns.
Malária na República Democrática do Congo
A RDC é um dos países com as maiores taxas de malária do mundo. Mais de um em cada dez casos de malária no mundo acontecem aqui. A maior parte da população vive em áreas onde a transmissão de malária ocorre frequentemente durante o ano todo. Apesar de o P. falciparum ser a principal causa de doenças e mortes, o P. Malariae e o P. ovale spp. também estão presentes, mas não se sabe muito sobre seu impacto na saúde.
Objetivo do Estudo
Esse estudo tem como objetivo reunir mais informações sobre como as infecções por P. malariae e P. ovale spp. se comportam em áreas onde o P. falciparum é o mais comum. Observando um grande grupo de pessoas durante um período de tempo, os pesquisadores queriam entender com que frequência essas infecções não falciparum ocorrem, quem está mais em risco e quais efeitos na saúde elas podem ter.
Desenho do Estudo
Os dados para esse estudo vieram de um projeto de pesquisa de longo prazo em várias localidades na Província de Kinshasa, RDC. De 2015 a 2017, os pesquisadores coletaram informações e amostras de casas em áreas rurais e urbanas. As pessoas foram incluídas no estudo após atender critérios específicos, e a saúde delas foi monitorada ao longo do tempo com check-ups regulares.
Os participantes incluíram tanto os que apresentaram sinais de malária quanto os que não mostraram. Pesquisas foram usadas para coletar informações sobre demografia, estado de saúde e Sintomas recentes de malária. Amostras de sangue também foram coletadas e testadas para a presença de parasitas da malária.
Metodologia
Para determinar os tipos de parasitas da malária presentes nos participantes, os pesquisadores analisaram amostras de sangue em um laboratório. Eles usaram um teste de DNA específico para verificar a Infecção por P. falciparum, P. malariae e P. ovale spp. Os testes permitiram que os pesquisadores detectassem casos que poderiam passar despercebidos, especialmente aqueles que não causavam sintomas.
Todo participante que forneceu uma amostra de sangue foi incluído no estudo. Os dados foram divididos em dois grupos: aqueles que participaram de pesquisas de saúde regulares e aqueles que procuraram ajuda em clínicas de saúde quando não estavam se sentindo bem.
Principais Descobertas
População do Estudo
O estudo envolveu 1.591 indivíduos de várias casas. A maioria dos participantes foi acompanhada de perto, com muitos voltando para várias visitas. A maior parte eram jovens, e um número significativo relatou ter tido sintomas de malária no passado.
Taxas de Infecção
Durante o primeiro ano, o estudo descobriu que aproximadamente 10,6% dos participantes tinham pelo menos uma infecção por P. malariae, e 6,7% tinham uma infecção por P. ovale spp. Em comparação, cerca de 67,2% de todos os participantes tiveram uma infecção por P. falciparum. As taxas de infecções por P. malariae e P. ovale spp. tendiam a aumentar mais tarde no estudo.
Fatores de Idade e Sexo
O estudo percebeu que crianças mais novas, especialmente aquelas com menos de 15 anos, tinham maior probabilidade de serem infectadas por P. malariae e P. ovale spp. em comparação com indivíduos mais velhos. Curiosamente, a prevalência de infecções não falciparum era maior entre os meninos do que entre as meninas. Isso reflete tendências vistas com infecções por P. falciparum.
Impacto na Saúde das Infecções Não-Falciparum
Muitas das infecções não falciparum ocorreram juntamente com infecções por P. falciparum. Os sintomas associados às infecções por P. malariae incluíam febre e anemia. Porém, foi difícil determinar os efeitos específicos na saúde das infecções não falciparum devido à presença do P. falciparum.
Infecções Sintomáticas vs Assintomáticas
As infecções não falciparum eram menos comuns em indivíduos sem sintomas em comparação com aqueles que apresentavam sintomas nas clínicas. Entre os indivíduos pesquisados, a prevalência de P. malariae era cerca de 3,3%, enquanto a de P. ovale spp. era em torno de 1,4%. As taxas eram mais altas entre aqueles que buscavam ajuda nas clínicas, indicando que indivíduos sintomáticos tinham maior probabilidade de ter infecções detectáveis.
Infecções Repetidas
Uma descoberta notável do estudo foi que alguns indivíduos experimentaram múltiplas infecções durante o período do estudo, com 24% dos infectados por P. malariae tendo mais de uma infecção detectada.
Conclusão
Esse estudo lança uma luz sobre a presença e o impacto das infecções por P. malariae e P. ovale spp. em uma população já muito afetada pelo P. falciparum. Com um número significativo de crianças afetadas, é crucial incluir espécies não falciparum nos esforços futuros de controle da malária e pesquisas. Entender melhor como essas infecções se comportam e suas implicações para resultados de saúde é essencial para uma gestão eficaz da malária na RDC.
Recomendações
Diante das descobertas, é recomendado que os programas de saúde ampliem seu foco para incluir espécies não falciparum em áreas onde a malária é prevalente. Isso inclui aumentar a conscientização sobre os riscos e sintomas associados a essas infecções, especialmente entre crianças e em comunidades rurais. Além disso, mais pesquisas são necessárias para explorar os efeitos a longo prazo das infecções por P. malariae e P. ovale spp.
Direções de Pesquisa Futura
Novos estudos devem buscar determinar as interações específicas entre espécies não falciparum e P. falciparum. Compreender a dinâmica das infecções mistas vai ajudar a informar práticas de tratamento e diretrizes de saúde. Além disso, explorar o papel de fatores socioeconômicos no risco de malária pode levar a intervenções mais direcionadas nas comunidades afetadas.
Disponibilidade de Dados
Os dados derivados deste estudo serão disponibilizados ao público para aprimorar pesquisas futuras e guiar iniciativas de saúde pública voltadas para combater a malária.
Informações Complementares
Materiais de apoio são fornecidos para ilustrar melhor as principais descobertas e metodologias usadas ao longo do estudo. Tabelas e figuras resumem a demografia dos participantes, taxas de infecção e outros dados relevantes para uma compreensão abrangente.
Título: Epidemiology of Plasmodium malariae and Plasmodium ovale spp. in a highly malaria-endemic country: a longitudinal cohort study in Kinshasa Province, Democratic Republic of Congo
Resumo: BackgroundIncreasing reports suggest that non-falciparum species are an underappreciated cause of malaria in sub-Saharan Africa, but their epidemiology is not well-defined. This is particularly true in regions of high P. falciparum endemicity such as the Democratic Republic of Congo (DRC), where 12% of the worlds malaria cases and 13% of deaths occur. Methods and FindingsThe cumulative incidence and prevalence of P. malariae and P. ovale spp. infection detected by real-time PCR were estimated among children and adults within a longitudinal study conducted in seven rural, peri-urban, and urban sites from 2015-2017 in Kinshasa Province, DRC. Participants were sampled at biannual household survey visits (asymptomatic) and during routine health facility visits (symptomatic). Participant-level characteristics associated with non-falciparum infections were estimated for single- and mixed-species infections. Among 9,089 samples collected from 1,565 participants over a 3-year period, the incidence of P. malariae and P. ovale spp. infection was 11% (95% CI: 9%-12%) and 7% (95% CI: 5%-8%) by one year, respectively, compared to a 67% (95% CI: 64%-70%) one-year cumulative incidence of P. falciparum infection. Incidence continued to rise in the second year of follow-up, reaching 26% and 15% in school-age children (5-14yo) for P. malariae and P. ovale spp., respectively. Prevalence of P. malariae, P. ovale spp., and P. falciparum infections during household visits were 3% (95% CI: 3%-4%), 1% (95% CI: 1%-2%), and 35% (95% CI: 33%-36%), respectively. Non-falciparum malaria was more prevalent in rural and peri-urban vs. urban sites, in school-age children, and among those with P. falciparum co-infection. A crude association was detected between P. malariae and any anemia in the symptomatic clinic population, although this association did not hold when stratified by anemia severity. No crude associations were detected between non-falciparum infection and fever prevalence. ConclusionsP. falciparum remains the primary driver of malaria morbidity and mortality in the DRC. However, non-falciparum species also pose an infection risk across sites of varying urbanicity and malaria endemicity within Kinshasa, DRC, particularly among children under 15 years of age. As P. falciparum interventions gain traction in high-burden settings like the DRC, continued surveillance and improved understanding of non-falciparum infections are warranted.
Autores: Rachel Sendor, K. Banek, M. K. Mwandagalirwa, N. Mvuama, J. A. M. Bala, M. Nkalani, G. Kihuma, J. L. Atibu, K. L. Thwai, W. M. Svec, V. Goel, T. M. Nseka, J. T. Lin, J. A. Bailey, M. Emch, M. Carrel, J. J. Juliano, A. K. Tshefu, J. B. Parr
Última atualização: 2023-04-25 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2023.04.20.23288826
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2023.04.20.23288826.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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