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Avaliando Sistemas de Recomendação Conversacional com LLMs

Um novo método pra avaliar como os LLMs imitam o comportamento dos usuários humanos em recomendações.

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No nosso dia a dia, a gente sempre procura recomendações através de conversas, seja perguntando pros amigos sobre filmes, pedindo dicas de quais eletrodomésticos comprar ou procurando novos restaurantes. Os sistemas de recomendação conversacional (CRSs) têm como objetivo criar programas de computador que consigam trocar ideia com os usuários, entender suas necessidades e dar sugestões personalizadas. Mas avaliar como esses sistemas funcionam é bem desafiador.

Em vez de testar com usuários reais, que pode ser caro e arriscado, os pesquisadores usam usuários sintéticos - representações de pessoas geradas por computador. Porém, esses usuários sintéticos costumam dar respostas muito simples, limitando a capacidade deles de imitar o comportamento humano de verdade.

Avanços recentes em grandes modelos de linguagem (LLMs) mostram potencial para criar simulações de usuários mais realistas. Os LLMs conseguem gerar respostas parecidas com as humanas, mas a eficácia deles em simular comportamentos humanos variados, especialmente em recomendações conversacionais, ainda é meio incerta.

Pra resolver isso, a gente propõe um novo método de avaliação pra entender como os LLMs conseguem emular o comportamento humano ao recomendar itens. Nossa abordagem inclui cinco tarefas que medem aspectos-chave que os usuários sintéticos devem mostrar, como seleção de itens, expressão de Preferências, geração de pedidos de recomendação e fornecimento de Feedback.

Necessidade de Avaliação

Pra avançar os sistemas de recomendação conversacional de forma eficaz, a avaliação é crucial. Testar com usuários reais seria o ideal, mas os desafios e custos geralmente fazem com que os pesquisadores usem métodos proxy. Os métodos tradicionais dependem de respostas binárias ou seguem templates rígidos, que não refletem a natureza dinâmica das conversas humanas.

Então, pra que os LLMs sejam bons Simuladores de Usuários, eles precisam realizar uma variedade de tarefas que capturem a complexidade das preferências humanas numa conversa. Estudos anteriores mostraram que os LLMs podem participar de tarefas conversacionais, despertando o interesse na capacidade deles de simular interações parecidas com as humanas em cenários de recomendações.

Novo Protocolo de Avaliação

A gente propõe um novo protocolo pra avaliar simuladores de usuários baseados em LLMs no contexto de recomendação conversacional. Esse protocolo foi feito pra resolver as limitações dos métodos anteriores e consiste em cinco tarefas independentes:

  1. Escolher Quais Itens Conversar: Os usuários frequentemente mencionam itens em conversas sobre recomendações. A gente compara quão bem os simuladores conseguem imitar a variedade de itens mencionados pelos usuários reais.

  2. Expressar Preferências Binárias: Os usuários costumam responder perguntas binárias sobre suas preferências, como se gostaram de um filme. Essa tarefa avalia quão precisamente os simuladores refletem as respostas humanas.

  3. Expressar Preferências Abertas: Essa tarefa investiga se os simuladores conseguem articular preferências com mais detalhe, focando em aspectos como enredo ou elenco.

  4. Solicitar Recomendações: Os usuários expressam suas necessidades através de pedidos que variam em especificidade. A gente avalia a diversidade dos pedidos gerados pelos simuladores em comparação com os de usuários reais.

  5. Dar Feedback: Por fim, o feedback é fundamental pros CRSs, onde os usuários indicam se as recomendações atendem aos seus pedidos. A gente avalia a coerência desse feedback vindo dos simuladores.

Usando essas tarefas, a gente consegue entender melhor quão bem os LLMs representam comportamentos humanos em recomendações conversacionais.

Desafios da Avaliação

Avaliar LLMs como simuladores de usuários traz alguns desafios:

  1. Falta de Dados Verdadeiros: Tem pouca informação mapeando características dos usuários às preferências, dificultando estabelecer uma referência clara.

  2. Resultados de Texto Livre: Diferente dos estudos anteriores que se basearam em respostas fixas (como notas numéricas), a natureza conversacional dos nossos resultados complica a avaliação, já que as respostas podem ser variadas.

  3. Ambiguidade da 'Verdade Verdadeira': Conversas humanas seguem vários caminhos, criando incerteza na identificação das respostas 'corretas'.

Pra enfrentar esses desafios, nossa avaliação foi dividida em tarefas independentes, permitindo uma comparação mais detalhada entre interações sintéticas e reais.

Descobertas das Tarefas de Avaliação

Depois de rodar as tarefas propostas em vários LLMs, a gente observou algumas descobertas importantes:

Tarefa 1: Escolhendo Itens para Conversar

Os simuladores tiveram dificuldade em mencionar uma gama diversificada de itens em comparação com usuários reais. Os usuários humanos costumam referenciar itens de diferentes categorias, enquanto os simuladores geralmente mencionavam escolhas populares. Essa diferença destaca a tendência dos LLMs a favor de itens mais conhecidos em vez de refletir as preferências variadas dos usuários.

Tarefa 2: Expressando Preferências Binárias

Quando perguntados sobre suas opiniões sobre filmes específicos, a maioria dos simuladores não conseguiu representar com precisão as preferências humanas. Embora houvesse casos onde um modelo se saiu melhor, no geral, as respostas não alinhavam com a variedade esperada vista no feedback real dos usuários.

Tarefa 3: Expressando Preferências Abertas

Nessa tarefa, a gente descobriu que os simuladores conseguiam gerar preferências, mas frequentemente expressavam essas preferências de forma mais explícita do que os usuários reais fariam. Os humanos tendem a ser mais sutis em suas críticas, levando a diferenças em como os aspectos são destacados.

Tarefa 4: Solicitando Recomendações

Os simuladores também geraram pedidos menos variados em comparação com os usuários humanos. Enquanto os humanos podem expressar preferências sutis, os simuladores tendiam a produzir pedidos mais gerais, mostrando uma falta de personalização nos resultados deles.

Tarefa 5: Dando Feedback

Na hora de fornecer feedback, os simuladores geralmente foram coerentes, mas mostraram tendências de otimismo. Eles tendiam a aceitar recomendações mesmo que não se alinhassem bem com os pedidos, indicando uma área a ser melhorada.

Escolha de Modelo e Estratégias de Prompting

Nossas descobertas sugerem que a escolha do modelo e como a gente provoca os simuladores impactam significativamente o desempenho deles. Notamos que incorporar traços de personalidade, como níveis variados de exigência, ajudou a melhorar a correspondência com as preferências humanas. Simuladores exigentes mostraram uma melhor compreensão de filmes menos favorecidos em comparação com aqueles sem essas características.

Implicações para Trabalhos Futuros

Nossa estrutura de avaliação serve como um ponto de partida pra desenvolver simuladores de usuários mais realistas em sistemas de recomendação conversacional. Embora nossas tarefas foquem em recomendações de filmes, elas podem ser adaptadas para outros domínios que exijam interações conversacionais.

Estudos futuros devem explorar a criação de simuladores de usuários em contextos variados, aumentando ainda mais o realismo dos LLMs. Os pesquisadores também devem considerar como coletar e integrar conjuntos de dados verdadeiros que representem melhor as diversas preferências dos usuários.

Conclusão

A capacidade dos LLMs de simular o comportamento humano em recomendações conversacionais tem um grande potencial pra avançar os sistemas de recomendação. Ao estabelecer um protocolo claro pra avaliar esses usuários sintéticos, a gente pode descobrir lacunas no desempenho deles e trabalhar pra construir agentes conversacionais mais eficazes.

Embora nossas descobertas atuais destaquem discrepâncias entre simuladores e usuários reais, o potencial de melhoria através da escolha do modelo e estratégias de prompting é significativo. O objetivo final continua sendo criar sistemas que consigam engajar os usuários em conversas naturais enquanto dão recomendações personalizadas baseadas em uma compreensão sofisticada das preferências humanas.

Fonte original

Título: Evaluating Large Language Models as Generative User Simulators for Conversational Recommendation

Resumo: Synthetic users are cost-effective proxies for real users in the evaluation of conversational recommender systems. Large language models show promise in simulating human-like behavior, raising the question of their ability to represent a diverse population of users. We introduce a new protocol to measure the degree to which language models can accurately emulate human behavior in conversational recommendation. This protocol is comprised of five tasks, each designed to evaluate a key property that a synthetic user should exhibit: choosing which items to talk about, expressing binary preferences, expressing open-ended preferences, requesting recommendations, and giving feedback. Through evaluation of baseline simulators, we demonstrate these tasks effectively reveal deviations of language models from human behavior, and offer insights on how to reduce the deviations with model selection and prompting strategies.

Autores: Se-eun Yoon, Zhankui He, Jessica Maria Echterhoff, Julian McAuley

Última atualização: 2024-03-25 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2403.09738

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2403.09738

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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