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Novo Método de Vacinação para Doença Infecciosa de Frangos na Etiópia

Um estudo mostra um método de vacina promissor pra proteger os frangos na Etiópia.

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Inovação em Vacinas paraInovação em Vacinas paraa Saúde das Galinhasde galinha na Etiópia.Uma nova abordagem pra combater doenças
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A criação de galinhas é super importante pra fornecer carne e ovos, especialmente pra criançada na África Subsaariana, onde esses alimentos são essenciais pra uma dieta saudável. Mas tem vários problemas que atrapalham a produção de frango, como falta de comida pros bichos, gestão ruim, doenças e práticas de reprodução inadequadas. Esses desafios afetam tanto os pequenos agricultores quanto a economia do país.

Na Etiópia, as fazendas de galinhas estão crescendo rápido. Com esse aumento, novas doenças começaram a aparecer. Uma doença significativa é a doença bursal infecciosa (DBI), que ameaça a produção de galinhas e a qualidade dos produtos. Apesar de usarem Vacinas e melhorarem as medidas de biossegurança, a DBI continua sendo um problema sério tanto pra grandes quanto pra pequenas fazendas de galinhas. A maioria das medidas de controle não considera as raças locais de galinhas, fazendo com que muitas estratégias falhem. Desde 2004, novas mutações do vírus surgiram, levando a cepas mais prejudiciais. Acredita-se que a vacinação é fundamental pra proteger as galinhas nas primeiras semanas de vida.

O que é a Doença Bursal Infecciosa?

A doença bursal infecciosa afeta galinhas que têm entre três a seis meses. Ela é causada por um vírus conhecido como vírus da doença bursal infecciosa do serotipo 1, que pertence a um grupo específico de vírus. Esse vírus enfraquece o sistema imunológico da galinha, dificultando a resposta do bicho às vacinas e aumentando o risco de outras infecções. O vírus ataca componentes do sistema imunológico, como o tecido linfóide, levando a problemas como falhas na vacinação e infecções adicionais.

Pra combater a DBI, diferentes tipos de vacinas foram criadas. Essas vacinas são classificadas com base na força de causar a doença. Algumas vacinas mais fracas são seguras pra certas galinhas, mas não funcionam bem contra cepas muito fortes ou quando os anticorpos maternos estão presentes. Vacinas intermediárias e fortes são mais eficazes, mas podem causar danos aos tecidos das galinhas.

Na Etiópia, usam células de embrião de galinha pra produzir uma cepa de vacina específica (LC-75). Essas células precisam de muito tempo e esforço pra crescer, e também precisam de ovos especiais que estejam livres de doenças. Ao mudar pra uma linha de células chamada DF-1, que cresce mais rápido e é mais fácil de gerenciar, a produção da vacina poderia ficar mais barata.

Esse estudo teve como objetivo criar um novo método pra fazer a vacina contra a DBI usando células DF-1 e examinar quão eficaz essa vacina é pra galinhas.

Configuração do Estudo

A pesquisa aconteceu no Instituto Nacional de Veterinária em Bishoftu, Etiópia. A equipe usou galinhas brancas Leghorn de um dia de idade pra testar. Essas galinhas foram chocadas sob regras de higiene rigorosas e estavam livres de anticorpos contra a DBI. Elas receberam comida e água durante todo o estudo. No final de cada experimento, as galinhas foram humanamente sacrificadas. Os experimentos foram divididos em duas partes: uma focou em como a vacina afeta o sistema imunológico, e a outra viu como a vacina funciona.

Experimento Um: Teste de Supressão Imunológica

A vacina foi dada pras galinhas por meio de colírio. Cada galinha recebeu uma quantidade específica da vacina. Dois grupos adicionais de galinhas foram mantidos como controle. Depois de duas semanas, a resposta imunológica das galinhas foi medida e a proteção contra uma cepa do vírus da doença de Newcastle foi avaliada. Se as galinhas vacinadas mostrassem uma resposta imunológica significativamente menor em comparação com o grupo controle, isso indicaria que a vacina contra DBI estava enfraquecendo a Resposta Imune delas.

Experimento Dois: Teste da Eficácia da Vacina

Pra essa parte, a vacina foi dada pras galinhas pelo método recomendado. Após a vacinação, o nível de resposta imunológica foi medido coletando amostras de sangue em diferentes intervalos. A resposta imunológica foi avaliada usando testes específicos que medem o nível de anticorpos contra a vacina.

Resultados

Resultados do Processo de Adaptação

Os resultados iniciais mostraram que a vacina LC-75 se adaptou bem às células DF-1. Mudanças indicando efeitos virais nas células foram vistas em poucos dias. O vírus produzido nas células DF-1 mostrou uma presença forte, o que é promissor pra criação de vacinas.

Resultados da Supressão Imunológica

As galinhas não vacinadas apresentaram sinais de doença após serem desafiadas com um vírus, mostrando problemas respiratórios e outros sintomas. Muitas delas não sobreviveram. No entanto, as galinhas que receberam a vacina não mostraram sinais clínicos significativos de doença, indicando a eficácia da vacina. Comparando as respostas imunes dos dois grupos vacinados, não foram encontradas diferenças significativas, sugerindo que a vacina contra DBI não prejudicou a resposta imunológica à doença de Newcastle.

Resultados da Eficácia da Vacina

O estudo mediu os níveis de anticorpos no grupo vacinado ao longo do tempo. Inicialmente, os níveis de anticorpos estavam baixos, mas aumentaram significativamente no 14º dia após a vacinação, indicando uma resposta imunológica forte. Embora os níveis de anticorpos tenham caído um pouco no 28º dia, os níveis permaneceram protetivos.

Testes moleculares confirmaram que o vírus da vacina se replicou corretamente, mantendo sua identidade. Todos os testes mostraram resultados positivos, confirmando que a vacina foi feita a partir de uma cepa genuína e eficaz do vírus.

Discussão

O estudo demonstrou que a vacina LC-75 poderia se adaptar bem às linhagens de células DF-1 pra produção futura. A vacina foi eficaz em aumentar os níveis de anticorpos nas galinhas vacinadas, sugerindo que poderia protegê-las de infecções. Os resultados também indicaram que a vacina teve efeitos negativos mínimos no sistema imunológico, tornando-a uma opção viável pra proteger as galinhas contra a DBI e a doença de Newcastle.

No geral, essa pesquisa apoia o uso de células DF-1 pra produção em massa da vacina contra a DBI. Os achados ressaltam a importância de desenvolver vacinas eficazes que possam proteger as galinhas contra doenças, garantindo um fornecimento estável de produtos avícolas pros consumidores. O sucesso da vacina poderia impactar positivamente os pequenos agricultores na Etiópia, aumentando sua produtividade e contribuindo pra segurança alimentar na região.

Conclusão

Uma criação de galinhas eficaz é essencial pra fornecer alimentos nutritivos em regiões como a África Subsaariana. À medida que a demanda por produtos avícolas cresce, também cresce a necessidade de vacinas eficazes pra controlar doenças como a DBI. Este estudo mostrou que, utilizando células DF-1, um método promissor pra produzir a vacina contra a DBI pode ser desenvolvido, garantindo que as galinhas permaneçam saudáveis e produtivas. Continuar a pesquisa será vital pra garantir que essas vacinas permaneçam eficazes e benéficas pros agricultores.

Fonte original

Título: Df-1 Cell Adaptation and Immune Responses of Lc-75 Vaccinal Strain of Infectious Bursal Disease Virus in Chicken

Resumo: The current Infectious bursal disease virus (IBDV) vaccine strain of LC-75 in Ethiopia is being produced through chicken embryo fibro blast cell which has short lifespan and limited need of specific pathogen free eggs. Ideally, vaccine should have better longevity and being effective in cost and time. Experimental research was conducted to adopt DF-1 cell and to validate the immune responses, immunosuppressive effect and immunogenicity tests, of LC-75 vaccinal strain of Infections bursal diseases virus A total of 76 chickens were used for these experiments. The seroconversion rate of the vaccine were measured using haemaglutination inhibition (HI) test in the vaccinated two experiment groups, adapted IBDV and Newcastle vaccines at two weeks interval for the first group and only Newcastle vaccine for the second experiment groups. To perform the immunogenicity test, two groups having 20 chickens per group were used and samples of serum were taken on 0-, 7-, 14- and 28-days post vaccinations and subjected to indirect ELISA test. The group that received both vaccine types produced haemagglutination inhibition titer (HIT) of 97.33{+/-}22.49 whereas the other group that received only Newcastle vaccine produced 124{+/-}24.92. The control group always showed no detectable antibody while the vaccinated group was able to produce average antibody S/P values of 0.00 {+/-} 0.01 at day 0, 0.02{+/-} 0.01 at day 7, 1.05{+/-}0.10 at day 14 and 0.83{+/-}0.05 at day 28. RT-PCR using a 400 bp IBDV viral protein 2(VP2) specific primer resulted from positive bands in all samples. In conclusion, the vaccinal strain was able to replicate and adapt on the DF-1 cells and it was found to be immunogenic as well as less immunosuppressive.

Autores: Fentahun Mitku Abate, D. A. Ali, B. Getachew, H. Mohammed

Última atualização: 2024-07-10 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.09.602647

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.09.602647.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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