Pesquisa Revela Diversidade nas Células Parenquimatosas das Raízes de Arabidopsis
Novas descobertas ressaltam os papéis variados das células parenquimatosas no crescimento das plantas e na resposta ao estresse.
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Índice
- Entendendo as Células Parenquimatosas
- Foco da Pesquisa
- Visão Geral da Metodologia
- Descobertas da Diversidade Celular
- Análise do Parênquima do Floema
- Parênquima do Floema Madura e Resposta ao Estresse
- Transição de Identidade em Resposta a Lesões
- Influência Hormonal na Identidade Celular
- Conclusão e Direções Futuras
- Fonte original
- Ligações de referência
As plantas crescem e mudam de duas maneiras principais. A primeira é o crescimento primário, onde elas ficam mais altas ou longas. A segunda é o crescimento secundário, que ajuda as plantas a ficarem mais grossas. Isso é especialmente importante para muitos tipos de plantas com sementes. O crescimento secundário acontece nos caules e raízes graças a tecidos especiais chamados meristemas laterais. Existem dois tipos principais desses tecidos: o câmbio vascular e o phelógeno, também conhecido como câmbio de cortiça.
O câmbio vascular produz células que transportam água e nutrientes. Ele faz dois tipos de células: xilema secundário, que carrega água, e floema secundário, que carrega comida. O phelógeno cria uma barreira protetora, chamada de phellem ou cortiça, na parte externa da planta. Ambos os tipos de câmbio também produzem células parenquimatosas, que são uma parte importante dos tecidos secundários da planta.
Entendendo as Células Parenquimatosas
As células parenquimatosas são células vivas com paredes finas. Elas vêm em diferentes tipos, e alguns de seus papéis são conhecidos. Por exemplo, as células mesofilos, um tipo de parênquima, são cruciais para o processo de fotossíntese. No entanto, as células parenquimatosas como um todo não foram estudadas tão extensivamente quanto as células condutoras. Portanto, suas várias funções e tipos ainda não são bem compreendidos.
Do ponto de vista estrutural, as células parenquimatosas nas raízes parecem bastante semelhantes. Embora alguns estudos indiquem diferenças entre as células parenquimatosas do xilema, falta evidência sólida para sua diversidade. Ainda não está claro se essas células dentro do mesmo tecido têm funções ou características diferentes. No geral, não temos muito conhecimento sobre os diferentes tipos de células parenquimatosas ou seus papéis nos tecidos secundários.
Foco da Pesquisa
Para investigar a variedade de tipos celulares nas raízes maduras de Arabidopsis (uma plantinha com flor), usamos sequenciamento de RNA de célula única. Essa técnica nos permitiu examinar células individuais e sua expressão gênica nas raízes que estavam passando por crescimento secundário. Nossa análise confirmou que capturamos todos os tipos conhecidos de células condutoras e células parenquimatosas nos tecidos secundários da Arabidopsis. Descobrimos que o parênquima do xilema e do floema consiste em tipos e estados celulares diversos. Através de uma análise detalhada, descobrimos que essas células parenquimatosas ajudam a formar o tecido condutor.
Visão Geral da Metodologia
Coletamos amostras de mudas de Arabidopsis de 30 dias, que estavam começando a crescer mais. Focamos nos primeiros 2 cm abaixo de onde a raiz se conecta ao caule. Depois de isolar células individuais, analisamos seu material genético para entender seus tipos e papéis.
Depois de examinar cuidadosamente muitas células, acabamos com um conjunto de dados de alta qualidade, que visualizamos usando um método chamado UMAP. Isso nos ajudou a ver como os diferentes tipos de células estavam organizados dentro da raiz. Analisamos genes específicos que são conhecidos por marcar certos tipos celulares, confirmando que nossos dados incluíam esses tipos.
Descobertas da Diversidade Celular
Na nossa análise, identificamos vários grupos de células que indicam diferentes tipos de parênquima. Essa análise mostrou que o parênquima do xilema não é um tecido uniforme. Em vez disso, consiste em três estados de desenvolvimento distintos, cada um com funções diferentes.
Descobrimos que o primeiro grupo de células parenquimatosas do xilema está localizado perto da ponta em crescimento da raiz, enquanto o segundo e o terceiro grupos representam células mais maduras. As células mais maduras mostraram diferentes expressões gênicas, sugerindo que têm papéis diferentes à medida que continuam a se desenvolver.
Para entender melhor essas funções, realizamos uma análise de ontologia gênica. Ligamos diferentes grupos de genes a funções específicas, como responder ao estresse salino e outras condições ambientais. Nossas descobertas apontaram para os papéis importantes que o parênquima do xilema desempenha em suportar a estrutura e função geral dos tecidos vasculares.
Análise do Parênquima do Floema
Assim como o parênquima do xilema, também analisamos mais de perto o parênquima do floema. Essas células são vitais na formação do tecido condutor e foram menos estudadas do que o parênquima do xilema. Descobrimos que algumas células parenquimatosas do floema estão intimamente associadas a células condutoras do floema, como elementos de crivo e células companheiras.
Nomeamos essas células específicas do parênquima do floema como Células Parenquimatosas Associadas ao Floema Condutor (CPP). Nossos experimentos de rastreamento de linhagem mostraram que essas células podem se formar a partir de células condutoras vizinhas ou serem derivadas de suas linhagens.
Para explorar seu papel, analisamos genes conhecidos por serem importantes para essas células. Observamos que certas mutações nesses genes levaram a uma redução na formação de elementos de crivo, enfatizando a importância do parênquima do floema no crescimento geral do tecido secundário.
Parênquima do Floema Madura e Resposta ao Estresse
À medida que as raízes crescem, as células parenquimatosas do floema maduro ficam maiores e mais dispersas. Identificamos essas células com base em genes específicos que indicam sua identidade. Entre elas, descobrimos um tipo especializado chamado idioblastos de mirosina (MIs). Essas células são importantes para a defesa da planta contra herbívoros.
A presença de MIs no parênquima do floema maduro sugere que essa área também está envolvida nas respostas da planta ao estresse. Usamos várias técnicas de coloração para visualizar os MIs dentro desse tecido, reforçando nossa compreensão de seu papel na defesa.
Transição de Identidade em Resposta a Lesões
Nossa pesquisa também revelou uma descoberta interessante sobre as células parenquimatosas do floema maduro. Essas células podem gradualmente mudar sua identidade para se tornarem células de periderme quando a planta é ferida. A periderme serve como uma camada protetora externa, portanto, essa transição é crítica para a sobrevivência da planta.
Testamos essa hipótese examinando como as células parenquimatosas do floema maduro reagem a lesões simuladas. Nossos resultados mostraram que após a lesão, há um aumento na expressão de genes associados à periderme, indicando que a transição de floema para periderme pode acontecer como uma resposta protetora.
Influência Hormonal na Identidade Celular
Em nossos estudos, analisamos como hormônios afetam esse processo de transição. Tratamentos com ácido jasmonico (JA) e ácido salicílico (SA), que são hormônios do estresse, levaram a uma aceleração da mudança de identidade nas células parenquimatosas do floema maduro em direção às células de periderme. Isso sugere que os sinais hormonais desempenham um papel vital em reforçar as barreiras protetoras da planta durante o estresse.
Confirmamos ainda que esses tratamentos hormonais não apenas desaceleram o crescimento, mas promovem ativamente a transição, melhorando a capacidade da planta de responder a ameaças potenciais.
Conclusão e Direções Futuras
Em resumo, nosso estudo usou técnicas avançadas para mapear a diversidade e funções das células parenquimatosas nas raízes de Arabidopsis. Descobrimos a complexidade dessas células, revelando seus papéis no suporte ao crescimento, resposta ao estresse e adaptação a lesões.
As descobertas sobre as transições de identidade das células parenquimatosas do floema maduro adicionam novas percepções sobre a resiliência das plantas. Essa pesquisa pode ser fundamental para estudos futuros com foco na compreensão dos mecanismos de crescimento das plantas, especialmente em culturas que dependem de padrões de crescimento semelhantes.
Nosso trabalho também abre portas para mais exploração sobre os papéis dos diferentes tipos de células parenquimatosas em órgãos de armazenamento de cultivos importantes. Compreender esses mecanismos pode levar a práticas agrícolas e técnicas de manejo de culturas melhores no futuro, aumentando a segurança alimentar em todo o mundo.
Com pesquisas continuadas, podemos aprofundar nossa compreensão de como as plantas se adaptam e prosperam em seus ambientes, mostrando a incrível complexidade da biologia das plantas.
Título: The dynamic and diverse nature of parenchyma cells in the Arabidopsis root during secondary growth
Resumo: During the process of secondary growth, the vascular cambium produces the conductive xylem and phloem cells, while the phellogen (cork cambium) deposit phellem (cork) as the outermost protective barrier. Although most of the secondary tissues is made up by parenchyma cells which are also produced by both cambia, their diversity and function are poorly understood. Here we combined single-cell RNA sequencing analysis with lineage tracing to recreate developmental trajectories of the cell types in the Arabidopsis root undergoing secondary growth. By analysing 93 reporter lines, we were able to identify 20 different cell types or cell states, many of which have not been described before. We additionally observed distinct transcriptome signatures of parenchyma cells depending on their maturation state and proximity to the conductive cell types. Our data shows that both xylem and phloem parenchyma tissues are required for normal formation of conductive tissue cell types. Furthermore, we showed that mature phloem parenchyma gradually obtains periderm identity, and this transition can be accelerated by jasmonate or wounding. Thus, our study reveals the remarkable dynamic and diverse nature of parenchyma cells during secondary growth.
Autores: Ari Pekka Mahonen, M. Lyu, H. Iida, T. Eekhout, M. Makela, S. Muranen, L. Ye, A. Vaten, B. Wybouw, X. Wang, B. De Rybel
Última atualização: 2024-07-19 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.18.604073
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.18.604073.full.pdf
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