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# Biologia# Biologia evolutiva

A Evolução das Plantas na Terra

Explorando como as plantas se adaptaram à vida na terra ao longo do tempo.

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As plantas mudaram a Terra de forma significativa ao longo do tempo. Essas mudanças são principalmente devido a um grupo de organismos chamados Chloroplastida, também conhecidos como plantas verdes. Esse grupo inclui vários tipos de algas verdes e plantas terrestres. Cada tipo desses organismos tem características únicas que ajudaram a crescer e prosperar em terra. Os principais grupos na categoria Chloroplastida incluem três tipos: clorófitas, estreptófitas e prasinodermafitas. Os dois primeiros são algas e o último inclui todas as plantas terrestres, que costumam ser chamadas de Embriófitas.

Para se espalhar pela terra, as plantas desenvolveram várias habilidades. Algumas delas incluem formar raízes, ter uma parceria com fungos, desenvolver aberturas pequenas chamadas estômatos para troca de gases, e criar uma camada protetora conhecida como cutícula. Essas adaptações ajudaram as plantas a sobreviverem melhor em seu novo ambiente em comparação com seus parentes que permaneceram na água.

Mudanças nas Organelas das Plantas

O cloroplasto é a parte especial das células das plantas responsável pela fotossíntese, e ele também mudou ao longo da evolução das plantas. Para se adaptar à terra, os Cloroplastos tiveram que lidar com a maior exposição à luz solar e com as mudanças de temperatura, que são mais severas em terra do que na água. Outra mudança chave foi a poliplastidia, que significa que as células das plantas podem conter múltiplos cloroplastos, permitindo estruturas maiores nas plantas.

Para gerenciar o estresse e garantir que processos importantes ocorram dentro dos cloroplastos, um sistema complexo de sinalização se desenvolveu. Esse sistema usa proteínas especiais para comunicar quando uma planta está sob estresse e precisa produzir certos componentes para sobreviver. O sucesso das plantas pode ser visto na enorme quantidade de espécies e na biomassa que elas produzem.

Os cloroplastos não trabalham sozinhos; eles interagem com outras partes da célula vegetal, como as Mitocôndrias, que desempenham papéis vitais na produção de energia e em outras funções importantes. As mitocôndrias são menos estudadas em comparação com os cloroplastos, mas são cruciais em muitos processos, incluindo defesa contra doenças e atividades metabólicas.

Estudando Proteínas de Plantas

Em estudos recentes, os pesquisadores analisaram as proteínas únicas das plantas verdes e como elas evoluíram. Eles focaram em duas organelas chave: cloroplastos e mitocôndrias. Eles descobriram que mudanças significativas no número de famílias de proteínas associadas ocorreram em dois pontos chave na evolução das plantas: quando a linhagem verde surgiu pela primeira vez e quando o grupo que contém plantas terrestres se separou de seus parentes aquáticos.

Muitas novas proteínas que foram recrutadas influenciaram várias funções dentro das organelas, como a forma como as plantas gerenciam carbono, lipídios e processamento de informações. Ao examinar as mudanças na composição de proteínas, os pesquisadores criaram um catálogo detalhado que lança luz sobre a evolução das plantas da água para a terra.

Das proteínas analisadas de várias espécies, uma grande parte foi encontrada apenas nas Chloroplastida. Um número significativo dessas proteínas era exclusivo das plantas terrestres, com várias aparecendo em quase todas as espécies desse grupo.

Entendendo a Evolução Através das Proteínas

A equipe de pesquisadores categorizou muitas proteínas de plantas diversas e descobriu que aquelas associadas aos cloroplastos e mitocôndrias cresceram em número e complexidade à medida que as plantas se adaptavam aos seus novos habitats terrestres. Isso incluiu melhorias nas funções metabólicas e na comunicação entre diferentes partes da célula.

Ao comparar as proteínas nos cloroplastos e mitocôndrias entre diferentes espécies, os pesquisadores conseguiram inferir o que pode ter estado presente nos ancestrais dessas plantas. Por exemplo, proteínas chave que ajudam a gerenciar o metabolismo de lipídios e carboidratos começaram a aparecer em diferentes estágios evolutivos, marcando transições significativas.

Mudanças também foram notadas em como as plantas lidam com estresse, conforme elas passaram da vida aquática para a vida em terra. Adaptações chave, como formas de lidar com altos níveis de luz, secas e rápidas mudanças de temperatura, foram possíveis pela evolução de proteínas específicas.

A Importância do RNA nas Plantas

O metabolismo do RNA é outra área importante que passou por mudanças nas plantas terrestres. Isso inclui processos como edição e emenda de RNA, que são cruciais para o funcionamento adequado. Certas famílias de proteínas que realizam essas tarefas pareceram expandir significativamente nas plantas terrestres em comparação com seus parentes aquáticos.

As mudanças no processamento de RNA também facilitaram o desenvolvimento e funcionamento dos sistemas fotossintéticos, permitindo que as plantas terrestres realizassem a fotossíntese de forma mais eficiente. A evolução das pilhas de grana, que são importantes para uma captura de luz eficaz durante a fotossíntese, é considerada ter ocorrido nas plantas terrestres e em algumas algas.

Adaptações à Vida Terrestre

À medida que as plantas se mudaram para a terra, enfrentaram desafios como perda de água e aumento da luz ultravioleta. Para combater esses problemas, as plantas desenvolveram medidas protetoras. A evolução de estruturas como cutina e suberina, que são substâncias cerosas que ajudam a reter água, foi essencial.

Os pesquisadores identificaram que o desenvolvimento dessas características estava ligado a proteínas específicas que foram recrutadas durante o processo de terrestreização. Essas proteínas ajudaram na síntese e transporte de lipídios necessários para construir barreiras de proteção nas superfícies das plantas.

Outra adaptação significativa foi a evolução do metabolismo do amido para regular o armazenamento de energia. Enzimas específicas envolvidas na síntese de amido desenvolveram características únicas que permitiram que as plantas gerenciassem os recursos de energia de forma eficaz em resposta ao estresse ambiental.

Comunicação Dentro e Entre Organelas

A comunicação dentro das células vegetais, especialmente entre cloroplastos e mitocôndrias, é crucial para responder às mudanças ambientais. Sinais dos cloroplastos informam o resto da célula sobre as condições, provocando os ajustes necessários no metabolismo e no crescimento.

A evolução de proteínas especializadas para comunicação interorganelar permitiu que as plantas terrestres se adaptassem melhor ao seu ambiente. Por exemplo, proteínas que gerenciam o transporte de informações e recursos entre cloroplastos e outras partes da célula foram expandidas e diversificadas durante a transição evolutiva para a terra.

Uma Nova Perspectiva sobre a Evolução das Plantas

O trabalho dos pesquisadores revela uma visão abrangente de como as organelas das plantas evoluíram juntamente com mudanças importantes na linhagem verde. Ao analisar uma variedade de proteínas em várias espécies, eles construíram uma estrutura detalhada para entender as mudanças evolutivas que ocorreram à medida que as plantas passaram da água para a terra.

As descobertas enfatizam que muitas mudanças ocorreram em resposta a desafios específicos enfrentados pelas plantas em seus novos habitats. O desenvolvimento de mecanismos de sinalização complexos, a expansão dos proteomas das organelas e os ajustes nas vias metabólicas desempenharam papéis significativos em ajudar as plantas a prosperarem em terra.

À medida que mais dados de espécies recém-identificadas se tornam disponíveis, isso irá aprimorar ainda mais nossa compreensão da evolução das plantas. As relações intricadas entre organelas como cloroplastos e mitocôndrias continuarão a iluminar como as plantas se adaptaram ao longo de milhões de anos.

Conclusão

As plantas desempenharam um papel vital na formação da Terra e seus ambientes. Sua evolução envolveu adaptações significativas que permitiram a elas prosperarem em habitats terrestres. Estudando as relações complexas entre diferentes organelas dentro das células das plantas, os pesquisadores podem entender melhor como a vida na Terra mudou ao longo do tempo.

Através de análises rigorosas e um foco em proteínas únicas, os cientistas criaram uma imagem mais detalhada da evolução das plantas. Essa pesquisa contínua não apenas informa nossa compreensão da biologia das plantas, mas também tem implicações mais amplas para estudar a história da vida em nosso planeta. À medida que desvendamos as complexidades da evolução das plantas, aprendemos mais sobre a jornada notável que levou à diversa gama de vida vegetal que vemos hoje.

Fonte original

Título: A molecular atlas of plastid and mitochondrial evolution from algae to angiosperms

Resumo: Algae and plants carry two organelles of endosymbiotic origin that have been co-evolving in their host cells for more than a billion years. The biology of plastids and mitochondria can differ significantly across major lineages and organelle changes likely accompanied the adaptation to new ecological niches such as the terrestrial habitat. Based on organelle proteome data and the genomes of 168 phototrophic (Archaeplastida) versus a broad range of 518 non-phototrophic eukaryotes, we screened for changes in plastid and mitochondrial biology across one billion years of evolution. Taking into account 331,571 protein families (or orthogroups), we identify 31,625 protein families that are unique to primary plastid-bearing eukaryotes. 1906 and 825 protein families are predicted to operate in plastids and mitochondria, respectively. Tracing the evolutionary history of these protein families through evolutionary time uncovers the significant remodeling the organelles experienced from algae to land plants. The analyses of gained orthogroups identifies molecular adaptations of organelle biology that connect to the diversification of major lineages and facilitated major transitions from chlorophytes en route to the global greening and origin of angiosperms.

Autores: Sven B Gould, P. K. Raval, A. I. MacLeod

Última atualização: 2024-02-15 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.09.01.555919

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.09.01.555919.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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