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Abordando Estereótipos em Modelos de Linguagem

Uma olhada em como combater estereótipos na tecnologia através de modelos de linguagem.

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Índice

Estereótipos são ideias comuns sobre grupos de pessoas. Podem ser sobre qualquer grupo com base em características como raça, gênero ou idade. Esses estereótipos muitas vezes moldam como pensamos e tratamos os outros. Em muitas situações, a linguagem desempenha um papel importante na disseminação desses estereótipos, que podem ser prejudiciais. Reconhecer e abordar estereótipos na linguagem é importante para promover justiça e respeito.

A Importância de Entender Generalizações

Generalizações são afirmações amplas sobre um grupo de pessoas. Por exemplo, dizer "todos os adolescentes gostam de redes sociais" é uma Generalização sobre adolescentes. Nem todos os adolescentes se encaixam nessa descrição, e tais afirmações podem reforçar estereótipos. É essencial diferenciar entre dois tipos de generalizações. Um tipo simplesmente menciona um estereótipo, enquanto o outro tipo o promove ou apoia. Entender essas diferenças ajuda a criar uma comunicação mais justa.

Estereótipos na Tecnologia

Com o crescimento dos sistemas digitais, como redes sociais e modelos de linguagem, os estereótipos podem se espalhar rapidamente. Muitos desses sistemas não têm a capacidade de reconhecer e filtrar uma linguagem tendenciosa. Assim, podem, sem querer, promover estereótipos prejudiciais. Isso levanta a necessidade de melhores ferramentas que possam ajudar a identificar e reduzir o impacto de estereótipos na tecnologia.

O Papel dos Modelos de Linguagem

Modelos de linguagem são sistemas projetados para entender e gerar linguagem humana. Eles aprendem com textos existentes, que muitas vezes contêm estereótipos. Quando esses modelos geram linguagem, podem reproduzir ou até fortalecer esses estereótipos. Por isso, é vital garantir que esses modelos sejam treinados com uma linguagem que respeite todos os grupos.

Encontrando uma Solução

Para tratar a questão dos estereótipos em modelos de linguagem, precisamos de métodos confiáveis para detectar e examinar estereótipos no texto. Abordagens atuais muitas vezes dependem de técnicas básicas, que podem não capturar as complexidades da linguagem. Métodos mais eficazes devem considerar não apenas a presença de certas palavras, mas também o contexto em que são usadas.

Apresentando o GeniL: Um Novo Conjunto de Dados

Para ajudar a detectar generalizações na linguagem, criamos um novo conjunto de dados chamado GeniL. Esse conjunto contém mais de 50.000 frases de nove idiomas diferentes, incluindo inglês, árabe, bengali, espanhol, francês, hindi, indonésio, malaio e português. Cada frase é revisada e rotulada por falantes nativos para indicar se simplesmente menciona um estereótipo, o promove ou não generaliza nada.

Analisando Estereótipos no GeniL

Através do GeniL, descobrimos que só porque uma frase contém termos de identidade (como "francês") e atributos (como "rude") não significa que ela promove uma generalização. Na verdade, nossa pesquisa mostra que a chance dessas frases serem generalizações é bem baixa em todas as línguas. Por exemplo, apenas cerca de 5,9% das frases no nosso conjunto de dados são rotuladas como generalizações.

A Importância do Contexto

Entender o contexto em que os estereótipos são expressos é crucial. As frases podem mencionar estereótipos sem endossá-los. Por exemplo, dizer "Algumas pessoas acham que os franceses são rudes" não promove essa ideia, mas apenas a menciona. Essa percepção se torna essencial ao criar sistemas para filtrar linguagem que poderia ser prejudicial.

Construindo Classificadores

Para analisar generalizações na linguagem de forma mais eficaz, desenvolvemos classificadores com base no conjunto de dados GeniL. Esses classificadores podem detectar generalizações em vários idiomas. Avaliamos seu desempenho e descobrimos que geralmente eles se saem melhor quando treinados com dados Multilíngues em vez de apenas dados em inglês.

Resultados dos Classificadores Multilíngues

Nossos classificadores foram treinados usando diferentes configurações: um focado apenas em frases em inglês, outro que envolveu traduções do inglês para outros idiomas e o último que aproveitou dados de múltiplos idiomas. Os resultados mostraram que usar dados multilíngues melhorou significativamente a capacidade dos classificadores de identificar com precisão generalizações em diferentes idiomas.

Desafios na Detecção

Apesar do progresso, detectar generalizações na linguagem continua sendo uma tarefa desafiadora. Observamos que algumas línguas, como bengali e árabe, apresentam mais dificuldades em identificar estereótipos com precisão. Esse desafio pode surgir de diferenças em como os estereótipos se manifestam em várias culturas e idiomas.

Recomendações para Melhoria

Melhorar o desempenho do classificador requer não apenas modelos melhores, mas também dados de maior qualidade. É vital continuar aprimorando nosso conjunto de dados e explorando idiomas adicionais. Trabalhos futuros também devem investigar como os estereótipos podem ser comunicados em várias frases ou através de sugestões implícitas na linguagem.

Considerações Éticas

Embora o conjunto de dados GeniL e os classificadores tenham como objetivo avaliar a linguagem em busca de estereótipos, usar esses dados exige responsabilidade. Há um risco de que indivíduos possam abusar das informações para fins prejudiciais. É essencial abordar a implementação desse conjunto de dados com cautela, garantindo que ele seja usado para promover compreensão em vez de discriminação.

Conclusão

Em resumo, a tarefa de detectar generalizações na linguagem é crucial para abordar estereótipos e promover justiça. O conjunto de dados GeniL representa um passo significativo em direção a esse objetivo, fornecendo um recurso que considera vários idiomas e contextos. Esperamos que, por meio de pesquisas e desenvolvimentos contínuos, possamos criar ferramentas que levem a uma comunicação mais equitativa e respeitosa na tecnologia e além.

Fonte original

Título: GeniL: A Multilingual Dataset on Generalizing Language

Resumo: Generative language models are transforming our digital ecosystem, but they often inherit societal biases, for instance stereotypes associating certain attributes with specific identity groups. While whether and how these biases are mitigated may depend on the specific use cases, being able to effectively detect instances of stereotype perpetuation is a crucial first step. Current methods to assess presence of stereotypes in generated language rely on simple template or co-occurrence based measures, without accounting for the variety of sentential contexts they manifest in. We argue that understanding the sentential context is crucial for detecting instances of generalization. We distinguish two types of generalizations: (1) language that merely mentions the presence of a generalization ("people think the French are very rude"), and (2) language that reinforces such a generalization ("as French they must be rude"), from non-generalizing context ("My French friends think I am rude"). For meaningful stereotype evaluations, we need to reliably distinguish such instances of generalizations. We introduce the new task of detecting generalization in language, and build GeniL, a multilingual dataset of over 50K sentences from 9 languages (English, Arabic, Bengali, Spanish, French, Hindi, Indonesian, Malay, and Portuguese) annotated for instances of generalizations. We demonstrate that the likelihood of a co-occurrence being an instance of generalization is usually low, and varies across different languages, identity groups, and attributes. We build classifiers to detect generalization in language with an overall PR-AUC of 58.7, with varying degrees of performance across languages. Our research provides data and tools to enable a nuanced understanding of stereotype perpetuation, a crucial step towards more inclusive and responsible language technologies.

Autores: Aida Mostafazadeh Davani, Sagar Gubbi, Sunipa Dev, Shachi Dave, Vinodkumar Prabhakaran

Última atualização: 2024-08-09 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2404.05866

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2404.05866

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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