Repensando o Uso de Água na Endoscopia para Sustentabilidade
Como trocar para água da torneira pode reduzir o desperdício em procedimentos de gastroenterologia.
Anthony James Goodings, Allison Dana Chhor, Hannah Anderson, Mila Pastrak, Sten Kajitani, Dr. Aoife O’Sullivan, Dr. Ann-Marie Eustaceryan
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Índice
Saúde planetária significa que nosso bem-estar tá super ligado à saúde do meio Ambiente. Como médicos, temos um dever não só de cuidar dos nossos pacientes, mas também de pensar na saúde das próximas gerações. Isso quer dizer que precisamos dar uma boa olhada em como fazemos as coisas agora e encontrar jeitos de diminuir nosso impacto no meio ambiente, garantindo a segurança dos pacientes. A verdade é que a indústria de saúde faz uma baita bagunça, contribuindo com gases de efeito estufa e um monte de lixo, especialmente de plásticos de uso único.
Nos Estados Unidos, o sistema de saúde é responsável por cerca de 8-10% de todas as emissões, já na Austrália é 7%, e no Canadá, cerca de 5%. No mundo todo, as atividades de saúde contribuem com aproximadamente 5% do dano ambiental. Se a gente quer proteger a saúde humana das mudanças climáticas, precisamos fazer algumas mudanças.
O Problema do Lixo na Gastroenterologia
Gastroenterologia é um campo que usa muitos recursos e produz muito lixo. De fato, estudos mostram que é a terceira maior fonte de desperdício na saúde, principalmente por causa de procedimentos como endoscopia. Esses procedimentos são bem pesados em termos de energia e geram lixo porque precisam de limpeza, usam um monte de itens descartáveis e costumam ser feitos com frequência.
Um fato surpreendente é que um único procedimento endoscópico pode usar até 55 litros de água estéril. E aqui vai a questão: o trato gastrointestinal que esses procedimentos acessam não é estéril. A gente bebe água não estéril todo dia, então por que precisamos usar água estéril nesses procedimentos? Isso fez muitos médicos questionarem a necessidade de usar água estéril durante as endoscopias.
Pesquisando as Opiniões dos Endoscopistas
Recentemente, alguns pesquisadores conversaram com endoscopistas para saber o que eles achavam de ser mais ecológicos. Uma pesquisa de 2024 descobriu que quase 85% dos profissionais de saúde envolvidos nessa área acreditavam que a Sustentabilidade deveria ser uma prioridade.
Apesar de muitas organizações sugerirem o uso de água estéril nesses procedimentos, não tem muita evidência mostrando que isso leva a resultados mais seguros para os pacientes. Alguns estudos mostraram que não há diferença real entre usar água estéril e água da torneira normal, especialmente em áreas onde a água da torneira é limpa. Curiosamente, a água da torneira já é usada de forma segura em alguns procedimentos, como enemas.
Enquanto alguns artigos incentivam o uso de água da torneira porque há pouca evidência de danos e é melhor para o meio ambiente, ainda não sabemos como todos os médicos se sentem sobre essa ideia. As diretrizes de organizações respeitáveis sugerem que há espaço para investigar opções alternativas à água estéril.
O Impacto Ambiental da Água Esteril
Usar água estéril tem um custo ambiental alto por causa dos processos envolvidos na esterilização, embalagem e transporte—tudo isso contribui com consumo de energia e desperdício. Um estudo estimou que a endoscopia nos EUA emite cerca de 85.768 toneladas métricas de CO2 todo ano, o que é o mesmo que queimar 94 milhões de libras de carvão. Só de trocar água estéril em embalagens plásticas por água da torneira, poderíamos fazer uma diferença significativa.
Em países desenvolvidos, a água limpa tá facilmente disponível em casas e hospitais, então a mudança para água da torneira poderia reduzir muito o desperdício e o uso de energia.
Coletando Opiniões dos Endoscopistas
Antes de fazer qualquer mudança, é crucial entender o que os endoscopistas acham dessa ideia de usar água da torneira. Precisamos sentir as opiniões deles sobre fatores ambientais, Custos e quaisquer obstáculos para fazer mudanças sustentáveis em suas práticas.
Detalhes do Grupo de Estudo
Entramos em contato com médicos e enfermeiros de endoscopia pra saber o que eles pensam sobre o uso de água em procedimentos Endoscópicos. Coletamos dados entre junho e novembro de 2024.
Contactamos indivíduos qualificados diretamente e através de organizações profissionais. Isso ajudou a garantir que estávamos alcançando o público certo. Não usamos redes sociais pra distribuição pra manter os dados fortes.
Principais Descobertas
Nosso objetivo principal era descobrir como os endoscopistas se sentiam sobre água da torneira versus água estéril em seu trabalho. Criamos perguntas de pesquisa pra avaliar suas opiniões gerais, preocupações ambientais, questões de custo e o impacto das Políticas.
Conseguimos reunir 88 respostas completas. Isso incluiu uma mistura de consultores que realizam endoscopias, enfermeiros, residentes de medicina e outros médicos. A maioria dos entrevistados era da Europa e do Reino Unido.
Atitudes e Percepções Gerais
O feedback sobre o uso de água da torneira foi majoritariamente positivo. Consultores em endoscopia mostraram maior concordância em comparação com outros respondentes.
- Nível de Conforto: Muitos se sentiram confortáveis ou muito confortáveis usando água da torneira para os procedimentos.
- Viabilidade: Um bom número acreditava que água da torneira era uma alternativa adequada à água estéril.
- Interesse em Mudanças: Havia um interesse sólido em implementar água da torneira em suas práticas, embora o tópico não fosse discutido com frequência em seus locais de trabalho.
Considerações Ambientais
Quando se trata de ser ecológico, a maioria dos entrevistados sentiu que minimizar a pegada ambiental era importante. Muitos sugeriram que fatores ambientais desempenhavam um papel significativo na escolha da água.
Considerações de Custo
Entender os custos foi outra área onde os respondentes geralmente concordaram. Notavelmente, muitos estavam cientes das diferenças de custo entre água da torneira e água estéril e acreditavam que a mudança economizaria dinheiro.
Impacto das Políticas
A falta de políticas claras sobre água da torneira foi vista como um obstáculo por muitos respondentes, o que dificulta a adoção das práticas com água da torneira. No entanto, a maioria se mostrou disposta a defender mudanças nas políticas em relação ao uso de água da torneira.
A Conclusão
Neste estudo, examinamos como médicos e enfermeiros envolvidos em endoscopia viam os efeitos ambientais, custos e políticas em torno do uso de água da torneira. A maioria dos respondentes, especialmente consultores de endoscopia, estava confortável com a ideia de usar água da torneira, via como uma opção viável e estava interessada em mudar.
Há um forte desejo entre os profissionais de saúde de abordar os impactos ambientais em seu trabalho, alinhando-se com a pressão global por sustentabilidade. Nossos achados indicam que muitos estão prontos para apoiar o uso de água da torneira na endoscopia, o que poderia levar a mudanças práticas nas práticas médicas.
No entanto, ainda existe uma divisão de opiniões sobre mudar a prática sem testes controlados randomizados, mesmo quando não há evidência de danos. Incentivar os médicos a defender opções sustentáveis é fundamental, já que eles são vozes confiáveis na sociedade.
Além disso, a maioria dos entrevistados estava ciente das diferenças de custo, apoiando a ideia de que mudar para água da torneira poderia economizar dinheiro. Isso se alinha com a pressão por medir como as práticas médicas afetam o meio ambiente e encontrar maneiras de minimizar esse impacto.
Existem algumas limitações no nosso estudo, incluindo o foco em participantes de uma região específica e o potencial viés em direção àqueles interessados em sustentabilidade. Pesquisas futuras poderiam explorar mais a fundo por que alguns médicos podem não estar tão a fim de usar água da torneira.
Em resumo, nosso trabalho enfatiza a necessidade de mais estudos e um impulso em direção a práticas sustentáveis na saúde. Explorar como as práticas médicas impactam o meio ambiente é crucial, e aproveitar o potencial de mudanças simples como usar água da torneira poderia levar a um futuro mais brilhante e verde para os procedimentos médicos.
Fonte original
Título: Physician and Endoscopy Nurse Perspectives on Tap Water for Gastrointestinal Endoscopy: A Cross-Sectional Survey on Support, Perceived Barriers, and Intent to Advocate
Resumo: ObjectiveThe standard water used for endoscopic irrigation is sterile water. Minimal evidence exists regarding sterile water use where there is access to clean water. The WHO has declared the climate crisis as the greatest global health crisis today; we must re-examine our practices and adapt them to promote environmental stewardship while maintaining safety. Design/MethodWe surveyed physicians and endoscopy nurses regarding their attitudes toward tap water use for irrigation in gastrointestinal endoscopic procedures. ResultsThere were 88 complete responses collected from June to November 2024. The majority of respondents and endoscopy-performing consultants expressed comfort with tap water use (59% and 84%, respectively), perceived viability (62% and 68%, respectively), and an interest to implement (73% and 94%, respectively); however, discussions on the topic remained infrequent (77% and 81%, respectively). 82% of overall respondents, and 93% of consultants were aware of potential cost-savings, with 69% and 87% more willing to consider tap water based on this. Respondents (60%) and consultants (73%) agree there is a lack of guidelines regarding tap water use and feel that policy barriers will hinder change (59% and 73% respectively). Overall, 59% of respondents and 73% of consultants are likely to advocate for change. ConclusionThe majority of respondents support tap water as a viable, cost-effective alternative with environmental benefits. The respondents also identified cost savings and reduced environmental impact as motivators for adoption of tap water in endoscopic irrigation, though the lack of evidence-based guidelines and policy barriers remain challenges to changing the procedural materials. What is already known on this topicO_LIThere is an urgent need to address the immense impact of medicine on the environment. C_LIO_LIGastrointestinal endoscopy involves the use of large volumes of sterile water to irrigate a non-sterile space in the body. C_LI What this study addsO_LIAllows us to understand the views of physicians on the potential use of tap water in GI endoscopy, as well as understand perceived feasibility and barriers. C_LI How this study might affect research, practice, or policyO_LIWith an understanding of physician support and perceived barriers, specific actions to address these can be taken by regulators. C_LIO_LIBy increasing awareness around the topic, experts can deliberate on the idea and choose to advocate for change. C_LI
Autores: Anthony James Goodings, Allison Dana Chhor, Hannah Anderson, Mila Pastrak, Sten Kajitani, Dr. Aoife O’Sullivan, Dr. Ann-Marie Eustaceryan
Última atualização: 2024-12-04 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.11.23.24317703
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.11.23.24317703.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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