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Pesquisa Revela Mais sobre a Genética da Mandioca

Cientistas estudam a genética da mandioca pra melhorar o cultivo e a resistência dela.

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Índice

A mandioca é uma planta que cresce principalmente em regiões quentes. É uma fonte de alimento importante para mais de 500 milhões de pessoas, especialmente na África. As pessoas cultivam mandioca há milhares de anos, principalmente por causa de suas raízes nutritivas. Essas raízes são comestíveis e podem ser usadas para fazer farinha e outros alimentos. Mesmo que a mandioca cresça em solos ruins, os métodos agrícolas modernos ajudaram os agricultores a cultivar mais e incluir na dieta deles.

Estrutura e Reprodução da Planta

A mandioca é um arbusto lenhoso que tem flores masculinas e femininas. Isso significa que ela pode se reproduzir sozinha. No entanto, geralmente é cultivada como uma planta anual, o que significa que os agricultores colhem após um ano, em vez de deixá-la crescer para sempre. A mandioca é frequentemente cultivada a partir de pedaços de seus caules. Com o tempo, os agricultores selecionaram plantas que crescem raízes maiores e mais abundantes, o que é ótimo para alimentar grandes populações.

Desafios no Cultivo da Mandioca

Um grande desafio para os agricultores de mandioca é que muitas plantas têm baixa diversidade genética. Esse problema surge da maneira como a mandioca é cultivada. Quando as plantas são cultivadas muito próximas ou consanguíneas, isso pode levar a um crescimento reduzido e a uma baixa quantidade de sementes. Estudos mostram que a consanguinidade pode reduzir bastante a produção de raízes. Isso dificulta para os agricultores e cientistas a criação de tipos melhores de mandioca que funcionem bem em diferentes ambientes.

Outro problema é que as plantas de mandioca muitas vezes não produzem sementes de forma eficaz. Elas podem ter diferentes épocas de floração e produzir poucas flores. Muitas das flores que crescem podem não se transformar em sementes. Essa falta de sementes atrasa os esforços para cruzar diferentes tipos de mandioca e desenvolver novas variedades melhoradas.

O Efeito da Mutação Genética

Um motivo para a baixa variedade de plantas é o acúmulo de mudanças genéticas prejudiciais ao longo do tempo. Essas mudanças, chamadas de Mutações deletérias, podem acontecer quando as plantas não misturam seus genes através da reprodução normal. Quando a mandioca é cultivada de forma assexual, ou sem sementes, essas mutações podem permanecer. Se muitas mudanças prejudiciais se acumularem, o crescimento e a reprodução da planta podem sofrer.

A mandioca pertence a uma grande família de plantas chamada Euphorbiaceae. Essa família inclui uma variedade de outras plantas, algumas das quais vivem em áreas secas. A mandioca tem uma história complexa e compartilha alguns traços Genéticos com seus parentes. Devido à sua longa história e ao modo como foi selecionada e cultivada, pode haver um número significativo de mutações prejudiciais na mandioca hoje.

Objetivos da Pesquisa

Nesta pesquisa, os cientistas pretendem estudar a história genética da mandioca. Eles planejam comparar o genoma da mandioca com os genomas de outras plantas de sua família. Fazendo isso, esperam encontrar sinais de Seleção natural e mutações prejudiciais na mandioca. Essa compreensão pode ajudar agricultores e pesquisadores a criar variedades de mandioca mais fortes que possam resistir melhor a doenças e crescer em diferentes condições.

Coleta de Dados

Para coletar mais informações, os pesquisadores sequenciaram os genomas de 27 plantas diferentes da família Euphorbiaceae. Eles então compararam esses genomas com a mandioca e outras plantas relacionadas. Parte do DNA foi coletada de fontes públicas, enquanto outras amostras foram sequenciadas recentemente. O objetivo era ter uma ampla variedade de plantas para analisar as informações genéticas com precisão.

Qualidade dos Dados

Notas foram atribuídas a essas plantas recém-sequenciadas com base na qualidade de montagem. Os cientistas examinaram os genes completos disponíveis, verificando quão bem o DNA foi montado. Descobriram que alguns genomas de plantas eram de qualidade muito alta, tornando-os úteis para entender as conexões genéticas entre as espécies.

Construindo uma Biblioteca de Genes

Usando os dados sequenciados, os pesquisadores criaram uma biblioteca de genes para a família Euphorbiaceae. Eles identificaram grupos de genes relacionados. Essa biblioteca revelou que a mandioca compartilha muitos genes com outras plantas de sua família, o que pode ajudar a entender mais sobre o fundo genético da mandioca.

Como os Genes Evoluíram

Para entender como os genes da mandioca mudaram ao longo do tempo, os pesquisadores mapearam as relações entre a mandioca e outras plantas. Esse mapeamento mostrou como as plantas estão relacionadas e indicou a história evolutiva dos genes. Através dessa pesquisa, eles conseguiram rastrear quais genes são comuns entre várias espécies e quais podem ser exclusivos da mandioca.

Identificando Pressão de Seleção nos Genes

Os pesquisadores então exploraram como certos genes na mandioca podem estar sob seleção. Eles analisaram as taxas de mudanças genéticas para determinar se certos traços estavam sendo favorecidos ou desfavorecidos ao longo do tempo. Descobriu-se que muitos dos genes da mandioca pareciam estar sob forte conservação, o que significa que eles são importantes para a sobrevivência da planta e permanecem em grande parte inalterados.

Alguns genes relacionados à floração e reprodução mostraram sinais de seleção relaxada. Isso significa que eles podem não ser tão necessários para a mandioca, especialmente porque ela se reproduz principalmente de forma assexual. Essa mudança sugere que a mandioca pode ter perdido algumas de suas capacidades de reprodução sexual, o que pode impactar os esforços de reprodução.

Olhando para o Carga Genética

Carga genética refere-se à presença de mutações prejudiciais no genoma que podem afetar a aptidão da planta. A análise mostrou que genes relacionados ao pólen na mandioca acumularam mais mudanças prejudiciais em comparação com outros genes. Como a mandioca costuma ser cultivada sem reprodução sexual, esse acúmulo pode dificultar os esforços para produzir sementes e cruzar novas variedades.

Os pesquisadores também analisaram como essas cargas genéticas afetam a produção de flores e sementes na mandioca. Entender essa relação pode ajudar a melhorar as técnicas de reprodução e aumentar a produção de sementes no futuro.

Examinando Mudanças nos Cromossomos

Conhecer a história genética da mandioca é crucial para entender como seus cromossomos mudaram. Os pesquisadores examinaram os cromossomos para ver se apresentavam diferenças ou mudaram ao longo do tempo. Eles descobriram que, enquanto algumas cópias de genes foram conservadas, não houve evidência de perda significativa de cromossomos. Em vez disso, observaram adaptabilidade em certos genes.

Implicações para a Reprodução

As descobertas têm grande importância para a reprodução da mandioca. Compreender a carga genética e a pressão de seleção nos genes da mandioca pode ajudar os criadores a se concentrarem em aumentar os traços de reprodução sexual. Esse conhecimento pode ajudar a melhorar a aptidão e a resistência da mandioca, o que é vital à medida que as populações crescem e as condições ambientais mudam.

Conclusão

A mandioca é uma fonte de alimento crucial, e entender sua genética é vital para melhorar seu cultivo. Estudando sua composição genética e a história de sua evolução, os pesquisadores podem entender melhor os desafios que enfrenta e desenvolver estratégias para melhorias. Essa pesquisa fornece insights valiosos que podem levar a variedades de mandioca mais fortes e resilientes, beneficiando agricultores e consumidores.

Fonte original

Título: Muller's Ratchet in Action: The Erosion of Sexual Reproduction Genes in Domesticated Cassava (Manihot esculenta)

Resumo: Centuries of clonal propagation in cassava (Manihot esculenta) have engaged Mullers Ratchet, leading to the accumulation of deleterious mutations due to the absence of sexual recombination. This has resulted in both inbreeding depression affecting yield and a significant decrease in reproductive performance, creating hurdles for contemporary breeding programs. Cassava is a member of the Euphorbiaceae family, including notable species such as rubber tree (Hevea brasiliensis) and poinsettia (Euphorbia pulcherrima). Expanding upon preliminary draft genomes, we annotated 7 long-read genome assemblies and aligned a total of 52 genomes, to analyze selection across the genome and the phylogeny. Through this comparative genomic approach, we identified 48 genes under relaxed selection in cassava. Notably, we discovered an overrepresentation of floral expressed genes, especially focused at six pollen-related genes. Our results indicate that domestication and a transition to clonal propagation has reduced selection pressures on sexually reproductive functions in cassava leading to an accumulation of mutations in pollen-related genes. This relaxed selection and the genome-wide deleterious mutations responsible for inbreeding depression are potential targets for improving cassava breeding, where the generation of new varieties relies on recombining favorable alleles through sexual reproduction.

Autores: Evan M Long, M. C. Stitzer, B. Monier, A. J. Schulz, C. Romay, K. Robbins, E. S. Buckler

Última atualização: 2024-02-15 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.02.14.580345

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.02.14.580345.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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