Abordando o Aumento das Taxas de Suicídio entre os Jovens
Um olhar sobre os serviços de saúde mental para crianças e adolescentes.
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Índice
O Suicídio tá se tornando um problema sério pra crianças e adolescentes no mundo todo. Nos últimos anos, virou uma das principais causas de morte nessa faixa etária. Em 2021, reports mostraram que cerca de 4 a cada 100.000 crianças e jovens de 10 a 19 anos morreram de suicídio, muitas vezes em casa ou na escola. Esse problema é ainda mais grave em países de baixa e média renda, onde cerca de 80% dessas mortes trágicas acontecem por causa do acesso limitado à educação, saúde e ambientes políticos que dão suporte.
Só na China, quase sete crianças e adolescentes morrem de suicídio todos os dias, e uma parte significativa deles já teve pensamentos suicidas em algum momento. Em resposta a essa situação alarmante, o governo destinou uma grana considerável e lançou políticas pra prevenir o suicídio entre os jovens. Apesar desses esforços, os sistemas que deveriam ajudar não têm funcionado muito bem. Um monte de gente que morreu já tinha buscado ajuda nos serviços de saúde antes de falecer.
A Necessidade de Um Melhor Atendimento Psicológico
Diante da crise que tá rolando, é urgente desenvolver serviços de saúde mental eficazes específicos pra crianças e adolescentes. Muitos especialistas acreditam que integrar serviços psicológicos ao sistema de saúde primária poderia melhorar bastante o acesso ao Apoio psicológico. Mas, na real, as funções desses serviços precisam de mais explicação.
Em 2021, um relatório oficial destacou que, apesar das tentativas de estabelecer sistemas de saúde mental eficazes, ainda rola uma falta global de investimento em serviços de saúde mental. A maior parte da grana acaba em hospitais privados, em vez de ir pros sistemas de saúde psicológica comunitários. Essa falta de investimento resulta em recursos inadequados, acesso limitado a serviços e pouca conscientização pública sobre problemas de saúde mental.
A situação é ainda mais complicada em áreas de baixa renda, onde crianças e adolescentes enfrentam vários desafios sociais. Muitos deles não recebem a ajuda que precisam por causa do estigma em torno dos problemas de saúde mental. Em várias culturas, incluindo a chinesa, problemas de saúde mental frequentemente vêm acompanhados de vergonha, fazendo com que as famílias desestimulem os filhos a procurar ajuda. Os pais podem não entender ou ter educação sobre saúde mental, o que dificulta ainda mais a busca por apoio.
Foco em Crianças Vulneráveis
Crianças e adolescentes vulneráveis, incluindo orfãos ou os que vêm de famílias monoparentais, geralmente são esquecidos nos sistemas de saúde. Eles enfrentam riscos maiores de problemas de saúde mental, mas muitas vezes ficam de fora dos serviços disponíveis. O acesso à saúde mental geralmente tá concentrado em áreas mais desenvolvidas, deixando muitos que precisam sem ajuda.
Em junho de 2022, uma cidade no oeste da China, conhecida por ter uma grande porcentagem de jovens em situação vulnerável, iniciou um Programa de saúde psicológica primária pra enfrentar essas questões. O programa, chamado de Projeto Guardião da Saúde Psicológica para Crianças e Adolescentes, foca especificamente em prestar serviços a cinco grupos de jovens em risco: orfãos, crianças desacompanhadas, filhos de pais solteiros e aqueles em circunstâncias especialmente difíceis.
O programa usa um modelo de saúde "2+2", que inclui duas avaliações de risco de suicídio seguidas por duas rodadas de cuidados psicológicos. Essa abordagem busca identificar e apoiar crianças que mostram sinais de pensamentos suicidas.
Como o Programa Funciona
A cidade estabeleceu vários centros de saúde em escolas e instituições de assistência social pra implementar esse sistema. Crianças e adolescentes passaram por avaliações usando uma pergunta simples de autorrelato pra identificar qualquer pensamento suicida. Aqueles que tinham pensamentos suicidas receberam apoio e tratamento imediato, enquanto os que não tinham continuaram no programa.
Os participantes foram categorizados em grupos vulneráveis e comparados com crianças em desenvolvimento típico pra avaliar o sucesso do programa. No total, cerca de 180.000 jovens participaram do programa, com uma parte significativa recebendo o cuidado psicológico "2+2".
Resultados do Programa
Os resultados iniciais do programa mostraram mudanças promissoras. Depois de seis meses, apenas 5,7% dos participantes relataram pensamentos suicidas, em comparação com 8,1% em um grupo de controle que não recebeu o mesmo nível de cuidado. Depois de um ano, esse número caiu ainda mais pra 5,6% entre aqueles no programa, enquanto a taxa do grupo de controle subiu pra 9,1%.
Esses resultados sugerem que implementar esse sistema de saúde psicológica primária pode reduzir eficazmente o risco de pensamentos suicidas entre crianças e adolescentes. Os dados mostraram quase uma redução de 30% no risco após seis meses e uma redução de 40% após um ano. Além disso, os benefícios foram observados não só em crianças em desenvolvimento típico, mas também nos vários grupos vulneráveis que o programa focou.
Abordando a Desigualdade no Acesso à Saúde
Apesar do sucesso geral do programa, o estudo também revelou potenciais desigualdades na forma como os benefícios são compartilhados entre os diferentes grupos. Embora muitos grupos vulneráveis tenham experimentado reduções nos pensamentos suicidas, orfãos e crianças desacompanhadas podem não ter recebido o mesmo nível de apoio.
Essas crianças geralmente enfrentam desafios adicionais, como baixa condição socioeconômica, bullying e falta de apoio social. Como resultado, o sistema atual pode não atender adequadamente às suas necessidades únicas. Isso destaca a necessidade de serviços psicológicos adaptados pra melhor atender as populações mais vulneráveis.
Limitações do Estudo
Os achados desse programa são importantes, mas é crucial considerar algumas limitações. O estudo foi observacional e não um ensaio controlado, o que significa que mais pesquisas são necessárias pra estabelecer relações causais definitivas. Além disso, enquanto o programa buscava fornecer uma solução de baixo custo, ainda tem muito a aprender sobre a qualidade dos serviços prestados e como eles podem ser aprimorados.
Conclusão
Estabelecer um sistema de saúde psicológica primária é crucial pra reduzir o risco de suicídio entre crianças e adolescentes, especialmente aqueles de contextos vulneráveis. Esse modelo "2+2" mostra que é possível criar sistemas de apoio eficazes. O programa conseguiu reduzir as taxas de ideação suicida em uma população vulnerável, ao mesmo tempo que expôs áreas que precisam de mais atenção.
Embora avanços significativos tenham sido feitos, esforços contínuos são necessários pra adaptar os serviços para aqueles que podem ficar esquecidos. Atender às necessidades de saúde mental de todas as crianças, especialmente as mais desfavorecidas, vai exigir um compromisso e investimento contínuos. Compreender e apoiar a saúde mental das crianças é vital pra seu bem-estar e, no final das contas, pra saúde da sociedade como um todo.
Título: The real-world evidence to the effects of primary psychological healthcare system in diluting risks of suicide ideation in underrepresented children/adolescents: an observational, multi-center, population-based, and longitudinal study
Resumo: BackgroundEstablishing primary psychological healthcare system to prevent suicide was eagerly advocated. However, it remains unclear whether such policy-driven and low-cost healthcare systems could be practical, especially with equal benefits for underrepresented children/adolescents. We aimed to examine the real-world practical effects of primary psychological healthcare system in preventing suicide ideation among children/adolescents, particularly underprivileged ones. Method and FindingsThe study employed an observational, multi-center, population-based and longitudinal design. 19,140 children/adolescents sampled from lower- and middle-income areas of western China (Nanchong) with 1-year followed-ups were included, of which majority to underrepresented underprivileged ones. The primary outcome was the incidence for reporting severe suicide ideation after practicing primary psychological healthcare system at 0.5-year and 1-year follow-ups, as contrasts to baseline. Subgroup analysis was conducted to examine the equal benefits of system for underrepresented children/adolescents. After instigating such system, the risks of reporting suicide ideation for included children/adolescents were found significantly lower compared with the control group at 0.5-year (adjust odds ratios [aOR] 0.28, 95%CI 0.23-0.33; p
Autores: Zhiyi Chen, W. Li, X. Liu, Q. Zhang, X. Tian, J. Ren, X. Han, C. Shen, Y. Li, L. Xia, J. Zhang, Y. Wu, J. Gong, H. Lan, Z. Feng
Última atualização: 2024-02-27 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.02.25.24303358
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.02.25.24303358.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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