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Lutas na Saúde Mental Durante a Pandemia de Covid-19

Examinando as conexões entre a Covid-19 e o aumento do comportamento suicida no Brasil.

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A pandemia de Covid-19 continuou impactando as sociedades até 2024, levando a mortes e problemas de Saúde Mental em muita gente. Embora as taxas de infecção tenham diminuído em alguns países, a pandemia ainda é um assunto crítico na saúde global, inclusive no Brasil. É super importante estudar como a pandemia afetou a saúde mental das pessoas desde 2020, especialmente no que diz respeito ao Comportamento Suicida.

Importância da Prevenção do Suicídio

A necessidade de ações para prevenir o suicídio foi reconhecida mundialmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou a importância desse tema e pediu para os governos priorizarem a prevenção do suicídio lá em 2014. Mas, até agora, só um número pequeno de países, incluindo o Brasil, estabeleceu estratégias nacionais eficazes para lidar com o suicídio. A Política Nacional de Prevenção da Autoagressão e do Suicídio do Brasil foi implementada em 2019, oferecendo um esquema para uma resposta nacional. Com a chegada da pandemia, a necessidade dessas estratégias ficou ainda mais urgente.

Compreendendo o Comportamento Suicida

Comportamento suicida abrange uma gama de ações e pensamentos, desde considerar o suicídio até planejar e tentar. Ideação suicida é o termo para quando alguém tem pensamentos sobre acabar com a própria vida, enquanto uma tentativa de suicídio significa agir de forma que poderia levar à morte com a intenção de morrer. Cerca de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo, fazendo disso um grande problema de saúde pública. Os dados sobre o impacto da pandemia nos comportamentos suicidas são limitados e muitas vezes contraditórios, indicando que ainda precisamos investigar mais. Fatores como estresse e medo podem contribuir para problemas de saúde mental, e a pandemia trouxe novos estressores que afetam o bem-estar psicológico das pessoas.

O Papel do Medo Durante a Pandemia

O medo foi uma das reações mais comuns à pandemia. É uma emoção natural que pode fazer as pessoas seguirem as orientações de segurança. Porém, medo excessivo pode trazer consequências negativas. Estudos mostraram que o Medo do Covid-19 pode incentivar as pessoas a aderirem a medidas preventivas e, ao mesmo tempo, contribuir para um aumento no sofrimento mental. Em alguns países, altos níveis de medo estavam associados a uma maior probabilidade de comportamentos suicidas e sintomas de Ansiedade e Depressão.

Impactos da Pandemia na Saúde Mental

A pandemia levou a um aumento nos problemas de saúde mental ao redor do mundo. Ansiedade e depressão são fatores chaves ligados ao comportamento suicida, e a demanda por apoio em saúde mental cresceu. Durante o auge da pandemia em 2020, um grande número de brasileiros relatou sintomas de ansiedade e depressão. Os efeitos na saúde mental provocados pela pandemia mostraram-se crescentes e persistentes.

A Importância de Estudar o Comportamento Suicida

Investigar o impacto da pandemia nos comportamentos suicidas é crucial para identificar estratégias de prevenção eficazes. A saúde mental é um aspecto importante do bem-estar geral, e entender como as pessoas lidaram com os desafios da pandemia pode informar políticas futuras. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre medo do Covid-19, ansiedade, depressão e comportamentos suicidas entre adultos brasileiros nos anos de 2020, 2021 e 2022.

Visão Geral do Estudo

O estudo incluiu um total de 7.735 adultos que participaram de pesquisas realizadas nos anos de 2020, 2021 e 2022. A maioria dos participantes eram jovens adultos, com uma maior parte sendo do sexo feminino e com níveis de escolaridade mais altos. As pesquisas foram feitas online, alcançando pessoas em todo o Brasil.

Medição das Variáveis

Para avaliar o medo do Covid-19, foi usada a Escala de Medo do Covid-19, que avalia os níveis de medo numa escala de leve a severo. A ansiedade foi medida usando a Escala de Transtorno de Ansiedade Generalizada, enquanto a depressão foi avaliada com o Questionário de Saúde do Paciente. Essas ferramentas ajudaram a categorizar os status de saúde mental dos participantes.

Resultados sobre Medo, Ansiedade e Depressão

Ao longo dos três anos estudados, o nível médio de medo relacionado ao Covid-19 foi moderado, com os níveis mais altos registrados em 2021. Os níveis de ansiedade e depressão também aumentaram durante esse período, com um número significativo de indivíduos apresentando sintomas severos. Notavelmente, a presença de pensamentos ou ações suicidas foi registrada em uma parte considerável da amostra.

Tendências no Comportamento Suicida

Ideação suicida, planejamento e tentativas mostraram uma tendência de alta de 2020 a 2022. A proporção de indivíduos relatando planos ou tentativas quase dobrou durante esse período. Inicialmente, a pandemia parecia ter um efeito normalizador no sofrimento, mas à medida que avançava, os comportamentos suicidas aumentaram.

Impacto do Ano no Comportamento Suicida

O estudo descobriu que o ano de 2022 influenciou significativamente as taxas de comportamento suicida em comparação com os anos anteriores. O aumento da exposição a desafios de saúde mental nesse período pode ser atribuído aos efeitos contínuos da pandemia.

O Papel do Medo no Comportamento Suicida

Os dados indicaram que altos níveis de medo do Covid-19 estavam conectados com um aumento nos pensamentos suicidas. No entanto, quando a ansiedade foi considerada, a relação mudou. A ansiedade parecia ter um impacto mais substancial nos pensamentos e comportamentos suicidas do que o medo.

Ansiedade como um Fator Crítico

Os níveis de ansiedade foram encontrados para ter uma correlação forte com ideação e tentativas suicidas. Indivíduos que enfrentavam ansiedade severa tinham um risco muito maior de considerar o suicídio ou planejar uma tentativa. Isso sugere que a ansiedade precisa de atenção urgente nos esforços de apoio à saúde mental durante e após a pandemia.

Depressão como um Grande Preditivo

A depressão contou para uma parte significativa do aumento nos comportamentos suicidas. Níveis mais altos de depressão estavam fortemente ligados tanto à ideação suicida quanto às tentativas. Entender como a depressão influencia o comportamento suicida é vital para desenvolver estratégias de saúde mental eficazes.

Conclusão

Com a pandemia de Covid-19 continuando a afetar as comunidades, os desafios de saúde mental relacionados ao medo, ansiedade e depressão têm se tornado cada vez mais evidentes. Investigar como esses fatores se inter-relacionam com o comportamento suicida é essencial para criar estratégias de prevenção específicas. Com as repercussões contínuas da pandemia, é crucial priorizar o apoio à saúde mental para aqueles em risco, especialmente indivíduos que enfrentam ansiedade e depressão severas. Reconhecer os sinais de vulnerabilidade e fornecer intervenções específicas pode ajudar a reduzir a ocorrência de comportamentos suicidas no futuro.

Fonte original

Título: Suicidal behavior during the Covid-19 pandemic: Results from cross-sectional surveys of Brazilian adults from 2020 to 2022

Resumo: This study aimed to analyze the predictive capacity of fear of Covid-19, anxiety and depressive symptoms, and the variable pandemic year on suicidal behaviors in the years 2020, 2021, and 2022. The total sample consisted of 7,735 adults from all regions of the country and over 1.300 Brazilian cities, with an average age of 34 years. The research instruments used were the Fear of Covid-19 Scale (FCV-19S), the Generalized Anxiety Disorder Scale (GAD-7), the Patient Health Questionnaire Scale (PHQ-9), and a question assessing the absence, presence of suicidal ideation, and suicide planning or attempts. Data analysis was conducted using multinomial logistic regression. The main findings showed that fear of Covid-19 (severe [OR = 0.696]), anxiety (mild [OR = 2.183], moderate [OR = 2.436], and severe [OR = 2.757]), and depression (mild [OR = 2.831], moderate [OR = 4.769], and severe [OR = 10.660]) were statistically significant in relation to suicidal ideation. As for suicide planning and attempts, predictors included year (2022 [OR = 1.297]), fear of Covid-19 (moderate [OR = 0.614] and severe [OR = 0.445]), anxiety (mild [OR = 2.253], moderate [OR = 2.988], and severe [OR = 3.577]), and depression (mild [OR = 3.021], moderate [OR = 8.189], and severe [OR = 40.363]). In conclusion, the effects of the pandemic need to continue to be monitored, as mental health surveillance data are crucial in guiding effective policies aimed at suicidal behavior.

Autores: André Faro, D. Palhano, L. Silva, D. Falk

Última atualização: 2024-03-08 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.03.06.24303895

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.03.06.24303895.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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