Impacto das Proteínas Fluorescentes na Função Muscular
Estudo revela efeitos negativos do EYFP no desempenho e na estrutura muscular.
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Índice
- Nova Técnica para Ativação Muscular
- Preocupações com Proteínas Fluorescentes
- O Desenho do Estudo
- Descobertas sobre Estrutura e Função Muscular
- Explorando os Efeitos do EYFP
- Impacto na Funcionalidade Muscular
- Mudanças na Expressão Gênica
- Inflamação e Resposta Muscular
- Conclusão
- Fonte original
- Ligações de referência
A função dos Músculos é super importante para o movimento do corpo e a saúde em geral. Os pesquisadores precisam encontrar maneiras eficazes de avaliar como os músculos funcionam, tanto em animais vivos quanto em ambientes de laboratório. Um jeito comum de checar o desempenho muscular é usando Estimulação elétrica, que ativa os músculos através de sinais nervosos ou impulsos elétricos diretos. Esse método é confiável, mas tem algumas desvantagens. Por exemplo, colocar agulhas pode machucar os tecidos e nem sempre funciona bem para músculos que não estão mais conectados aos nervos. Isso acontece bastante em pessoas com lesões nos nervos ou em certas doenças musculares.
Em camundongos jovens, a situação é ainda mais complicada. Os músculos deles são menores e mais delicados, o que os torna mais propensos a danos com a repetição de inserções de agulhas. Por isso, os métodos tradicionais de estimulação podem prejudicar a estrutura muscular, reduzir o fluxo sanguíneo e causar inflamação, levando a resultados de pesquisa menos relevantes.
Nova Técnica para Ativação Muscular
Para resolver esses problemas, os cientistas estão apelando para a optogenética, uma técnica que usa luz para estimular músculos sem procedimentos invasivos. Esse método é bem conhecido na pesquisa do cérebro e oferece um tempo de resposta muito preciso. Usando proteínas sensíveis à luz, os pesquisadores conseguem provocar contrações musculares apenas iluminando-os. Uma proteína específica chamada Channelrhodopsin-2 (ChR2) permite essa atividade muscular induzida pela luz. Quando exposta à luz azul, essa proteína deixa partículas carregadas entrarem nas células musculares, causando contrações mesmo que o músculo não esteja conectado aos nervos.
Os pesquisadores usaram principalmente camundongos geneticamente modificados que expressam ChR2 para estudar esse fenômeno. Nesses camundongos, as proteínas ChR2 estão nas fibras musculares, mas não nos nervos. Essa especificidade é útil para reduzir efeitos colaterais indesejados durante os experimentos.
Preocupações com Proteínas Fluorescentes
Embora o uso de ChR2 seja empolgante, os pesquisadores notaram que as etiquetas fluorescentes geralmente anexadas a essa proteína, como EYFP (proteína fluorescente amarela aprimorada), podem ter efeitos negativos. Essas etiquetas fluorescentes, embora úteis para rastrear proteínas, podem prejudicar as células musculares. Estudos anteriores mostraram que essas etiquetas poderiam interferir na função muscular normal e na estrutura.
Diante desses desafios, os pesquisadores queriam descobrir como a presença de EYFP afeta o desempenho muscular. Eles criaram experimentos para comparar músculos com ambas as proteínas ChR2 e EYFP com aqueles que tinham apenas ChR2, removendo a proteína fluorescente através de um método chamado CRISPR/Cas9.
O Desenho do Estudo
Os pesquisadores criaram diferentes grupos de camundongos: uns com a proteína fusão ChR2-EYFP e outros com apenas ChR2. Eles usaram vários testes para estudar como esses grupos reagiam à estimulação muscular. Mediram a contratilidade muscular usando estimulação elétrica e optogenética, além de avaliar a estrutura muscular como um todo.
Além disso, eles observaram as mudanças na Expressão Gênica após a estimulação desses músculos, tentando entender os mecanismos subjacentes que afetam o desempenho muscular.
Descobertas sobre Estrutura e Função Muscular
Ao comparar os dois tipos de camundongos, os cientistas descobriram que os músculos com a proteína fusão ChR2-EYFP apresentavam problemas visíveis. Os músculos desses camundongos eram menores que os das linhagens normais e geravam menos força. Especificamente, a massa muscular era menor e a capacidade de contrair (geração de força) também estava diminuída.
Ao examinar de perto, eles perceberam que as fibras musculares dos camundongos ChR2-EYFP eram menores. Isso sugere que a presença da proteína fluorescente não apenas mudava a forma como os músculos funcionavam, mas também como eles cresciam.
Explorando os Efeitos do EYFP
O estudo revelou que a presença de EYFP levava a um agrupamento incomum de proteínas nas fibras musculares, o que poderia atrapalhar sua operação normal. Esses aglomerados estavam ligados a vacúolos, ou pequenos sacos dentro das células musculares, tornando sua estrutura anormal. Isso não foi observado em músculos apenas com ChR2, indicando que o EYFP pode estar causando danos.
Para entender melhor essas mudanças, os pesquisadores examinaram as células musculares sob um microscópio. Eles notaram que as fibras musculares nos camundongos ChR2-EYFP tinham uma aparência diferente em comparação com aquelas dos outros grupos.
Impacto na Funcionalidade Muscular
Os pesquisadores então testaram como os músculos conseguiam contrair sob estimulação. Os músculos dos camundongos ChR2-EYFP consistentemente produziam menos força em comparação com camundongos do tipo selvagem e os que tinham apenas ChR2 durante a estimulação elétrica e luminosa.
Curiosamente, ao examinar como esses músculos conseguiam contrair, descobriram que os músculos apenas com ChR2 se saíam muito melhor do que os com EYFP. Isso indica que a etiqueta fluorescente limita a capacidade do músculo de responder efetivamente à estimulação.
Mudanças na Expressão Gênica
Para aprofundar o problema, os cientistas analisaram a expressão gênica nos músculos. Eles queriam ver como os padrões de expressão variavam entre as diferentes linhagens de camundongos antes e depois da estimulação. Descobriram que os músculos dos camundongos ChR2-EYFP tinham perfis de expressão gênica distintos, com muitos genes-chave relacionados à função muscular sendo downregulated.
Essa redução afetou principalmente as fibras musculares de contração rápida, que são cruciais para explosões rápidas de força. Em contraste, as fibras musculares mais lentas não mostraram o mesmo nível de comprometimento. Isso sugere que os efeitos do EYFP são particularmente prejudiciais à função das fibras musculares de contração rápida.
Inflamação e Resposta Muscular
Além disso, genes relacionados à inflamação foram encontrados em níveis mais altos nos músculos ChR2-EYFP. Isso sugere que a presença da etiqueta fluorescente pode incentivar uma resposta inflamatória, possivelmente ligada à disfunção muscular observada.
Nos músculos estimulados com luz, o grupo só com ChR2 mostrou uma resposta transcricional muito mais forte em comparação com os músculos ChR2-EYFP. Essa diferença enfatiza como a etiqueta fluorescente pode diminuir a capacidade dos músculos de se recuperar e se adaptar à estimulação.
Conclusão
O estudo fornece informações cruciais sobre como o uso de etiquetas fluorescentes como o EYFP pode afetar negativamente a função e a estrutura muscular. As descobertas destacam a importância de considerar com atenção o uso de proteínas fluorescentes em modelos genéticos, especialmente ao estudar a função muscular.
Comparando os impactos do ChR2 com o ChR2-EYFP na fisiologia muscular, os pesquisadores podem trabalhar para desenvolver modelos optogenéticos mais eficazes. Esses avanços têm o potencial de melhorar a compreensão da biologia muscular e podem informar tratamentos para doenças musculares.
Mais pesquisas são necessárias para entender completamente as implicações dessas descobertas. Analisar como a remoção de proteínas fluorescentes impacta o desempenho muscular pode ajudar a aprimorar terapias musculares e aplicações optogenéticas no futuro.
No geral, o estudo ilumina interações complexas na biologia muscular e ressalta a necessidade de abordagens inovadoras para estudar a função muscular.
Título: Overexpression of enhanced yellow fluorescent protein fused with Channelrhodopsin-2 causes contractile dysfunction in skeletal muscle
Resumo: Skeletal muscle activation using optogenetics has emerged as a promising technique for inducing noninvasive muscle contraction and assessing muscle function both in vivo and in vitro. Transgenic mice overexpressing the optogenetic fusion protein, Channelphodopsin2-EYFP (ChR2-EYFP) in skeletal muscle are widely used; however, overexpression of fluorescent proteins can negatively impact the functionality of activable tissues. In this study, we characterized the contractile properties of ChR2-EYFP skeletal muscle and introduced the ChR2-only mouse model that expresses light-responsive ChR2 without the fluorescent EYFP in their skeletal muscles. We found a significant reduction in the contractile ability of ChR2-EYFP muscles compared to ChR2-only and WT mice, observed under both electrical and optogenetic stimulation paradigms. Bulk RNAseq identified downregulation of genes associated with transmembrane transport and metabolism in ChR2-EYFP muscle, while the ChR2-only muscle did not demonstrate any notable deviations from WT muscle. The RNAseq results were further corroborated by a reduced protein-level expression of ion-channel-related HCN2 in ChR2-EYFP muscles and gluconeogenesis-modulating FBP2 in both ChR2-EYFP and ChR2-only muscles. Overall, this study reveals an intrinsic skeletal dysfunction in the widely used ChR2-EYFP mice model and underscores the importance of considering alternative optogenetic models, such as the ChR2-only, for future research in skeletal muscle optogenetics.
Autores: Megan Leigh Killian, S. N. E. Lamia, C. S. Davis, P. C. D. Macpherson, B. Willingham, Y. Zhang, C. Liu, L. Iannucci, E. Ganji, D. Harden, I. Bhattacharya, A. C. Abraham, S. V. Brooks, B. Glancy
Última atualização: 2024-07-18 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.06.06.597782
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.06.06.597782.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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