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# Ciências da saúde# Neurologia

O papel da dieta e do estilo de vida no risco de Parkinson

Pesquisas ligam escolhas alimentares à doença de Parkinson e níveis de ferro no cérebro.

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A Doença de Parkinson (DP) é um problema comum que afeta o movimento. Geralmente aparece com sintomas como movimento lento, tremores que rolam quando a pessoa tá descansando e músculos rígidos. Essa condição pode deixar o dia a dia mais difícil e diminuir a qualidade de vida da pessoa. A doença costuma ser percebida em pessoas mais velhas, especialmente aquelas com mais de 80 anos. Estudos mostram que o número de pessoas com DP tá aumentando em todo o mundo.

Os especialistas acreditam que a DP é causada por uma mistura de genes e fatores ambientais, que podem se acumular com o tempo. Algumas escolhas de vida estão ligadas a chances maiores ou menores de desenvolver DP. Por exemplo, fumar e beber café podem diminuir o risco, enquanto a exposição a pesticidas ou lesões na cabeça podem aumentar. Pesquisas também analisam vários alimentos e nutrientes para ver como eles afetam o risco de DP. Alguns estudos focam em vitaminas como a vitamina E e minerais como Ferro.

Ter uma boa alimentação parece diminuir as chances de desenvolver DP. Evitar a desnutrição pode levar a uma melhor saúde pra quem tem a doença, incluindo taxas de mortalidade mais baixas. Dietas como a mediterrânea, que inclui bastante frutas, verduras e grãos integrais, parecem ajudar a melhorar a saúde de quem tem DP.

O Papel da Dieta na Saúde Intestinal e na Doença de Parkinson

O que a gente come pode afetar nossas Bactérias intestinais, que têm um papel importante na nossa saúde geral. Pesquisas mostram que as bactérias intestinais de pessoas com DP são diferentes das de quem não tem a doença. Algumas teorias sugerem que a DP pode começar no intestino antes de ir pro cérebro. Essa ideia é apoiada por ligações entre problemas intestinais e sinais específicos de DP no sistema nervoso.

O Impacto do Ferro na Doença de Parkinson

Pessoas com DP costumam ter muito ferro em certas partes do cérebro, como a substância negra, que é importante pro movimento. No entanto, os estudos sobre se comer ferro afeta o risco de DP tiveram resultados mistos. No geral, comer ferro não parece mudar o risco de desenvolver DP, mas grupos específicos, como homens em países ocidentais, podem ser afetados de maneira diferente.

A anemia, que pode vir da falta de ferro na dieta, também mostrou resultados inconsistentes. Alguns estudos dizem que ser anêmico pode aumentar o risco de DP, enquanto outros não encontram conexão. Algumas pesquisas apoiam a ideia de que muito ferro nas células do cérebro pode contribuir pra doença, mostrando uma relação complexa entre os níveis de ferro e o risco de DP.

Enquanto estudos anteriores analisaram as dietas de pessoas com DP, eles não se concentraram em como essas dietas podem levar a mudanças específicas nos níveis de ferro no cérebro. Entender isso pode ajudar a desenvolver tratamentos melhores e encontrar novas opções de terapia. Este estudo quer conectar as diferenças nos níveis de ferro no cérebro com escolhas de vida e dieta.

O Hemocromatose Brain PolyVoxel Score

Uma condição genética chamada hemocromatose leva a muito ferro no corpo. Este estudo usa uma medida específica chamada Hemochromatosis Brain PolyVoxel Score (PVS) pra olhar os níveis de ferro no cérebro. O PVS usa exames de imagem do cérebro pra medir o ferro em regiões que têm a ver com movimento. Pesquisas mostram que essa medida pode prever o risco de DP e que níveis mais baixos de ferro podem estar ligados a um risco maior de desenvolver a doença.

Dados e Métodos de Pesquisa

Este estudo usa dados de um grupo grande de pessoas pra analisar suas dietas e saúde. Fatores como genética, demografia e escolhas de vida foram levados em conta pra garantir resultados precisos. Dados sobre ingestão nutricional e preferências alimentares foram coletados usando questionários. O estudo também examinou diagnósticos de saúde específicos, incluindo DP.

Analisando a Ingestão Nutricional e o Risco de DP

Pra ver como a dieta pode afetar o ferro no cérebro e o risco de DP, os pesquisadores analisaram os padrões alimentares das pessoas. Eles descobriram que consumir certos nutrientes, como amido, carboidratos e algumas proteínas, estava ligado a níveis mais baixos de ferro no cérebro. Por outro lado, um aumento na ingestão de açúcares estava relacionado a um risco maior de DP.

O estudo também verificou quanto as pessoas bebem e descobriu que consumir bebidas energéticas e álcool estava conectado a um risco menor de DP. Alimentos ricos em açúcar, incluindo refrigerantes e doces, pareciam aumentar o risco de desenvolver a doença.

Preferências Alimentares e Seu Impacto no Ferro do Cérebro e no Risco de DP

Pesquisas sobre preferências alimentares e de exercício mostraram resultados interessantes. Gostar de álcool, especialmente vinho, estava ligado a níveis mais altos de ferro no cérebro e menor risco de DP. Porém, uma preferência por doces e junk food estava associada a níveis mais baixos de ferro e maior risco da doença.

O estudo também analisou de perto os níveis de atividade. Preferências por exercícios físicos foram conectadas a um risco menor de DP e níveis reduzidos de ferro no cérebro. É importante considerar que pessoas com DP podem ter mais dificuldade em se manter ativas, tornando difícil determinar se o exercício ou a doença se influenciam mutuamente.

Outros Fatores Influentes no Risco de DP

O estudo descobriu que gostar de frutas e verduras estava ligado a um risco menor de DP. A alta ingestão de frutas e verduras se alinha com o que vemos na dieta mediterrânea, sugerindo que esses alimentos podem oferecer benefícios protetores contra a doença.

Fatores que afetam o PVS, mas não estão diretamente ligados ao risco de DP, também foram identificados. Por exemplo, gostar de carne vermelha estava associado a níveis mais altos de ferro no cérebro. Enquanto isso, preferências por grãos pareciam diminuir os níveis de ferro, o que pode parecer estranho já que muitos grãos são enriquecidos com ferro.

Resumo dos Achados

Os achados destacam que alimentação e estilo de vida podem influenciar os níveis de ferro no cérebro e o risco de doença de Parkinson. Uma dieta bem equilibrada, com menos açúcar e maior preferência por álcool, parece ajudar a reduzir o risco de DP, enquanto uma alta ingestão de açúcar tá ligada a um aumento no risco.

No geral, esses resultados sugerem que é essencial que as pessoas prestem atenção à sua dieta e escolhas de vida pra potencialmente diminuir suas chances de desenvolver a doença de Parkinson. Mais pesquisas serão cruciais pra entender as relações complexas entre esses fatores e a DP.

Fonte original

Título: Dietary and Lifestyle Factors of Brain Iron Accumulation and Parkinson's Disease Risk

Resumo: PurposeIron is an essential nutrient which can only be absorbed through an individuals diet. Excess iron accumulates in organs throughout the body including the brain. Iron dysregulation in the brain is commonly associated with neurodegenerative diseases like Alzheimers disease and Parkinsons Disease (PD). Our previous research has shown that a pattern of iron accumulation in motor regions of the brain related to a genetic iron-storage disorder called hemochromatosis is associated with an increased risk of PD. To understand how diet and lifestyle factors relate to this brain endophenotype and risk of PD we analyzed the relationship between these measures, estimates of nutrient intake, and diet and lifestyle preference using data from UK Biobank. MethodsUsing distinct imaging and non-imaging samples (20,477 to 28,388 and 132,023 to 150,603 participants, respectively), we performed linear and logistic regression analyses using estimated dietary nutrient intake and food preferences to predict a) brain iron accumulation score (derived from T2-Weighted Magnetic Resonance Imaging) and b) PD risk. In addition, we performed a factor analysis of diet and lifestyle preferences to investigate if latent lifestyle factors explained significant associations. Finally, we performed an instrumental variable regression of our results related to iron accumulation and PD risk to identify if there were common dietary and lifestyle factors that were jointly associated with differences in brain iron accumulation and PD risk. ResultsWe found multiple highly significant associations with measures of brain iron accumulation and preferences for alcohol (factor 7: t=4.02, pFDR=0.0003), exercise (factor 11: t=-4.31, pFDR=0.0001), and high-sugar foods (factor 2: t=-3.73, pFDR=0.0007). Preference for alcohol (factor 7: t=-5.83, pFDR

Autores: Jonathan Ahern, M. E. Boyle, W. K. Thompson, C. C. Fan, R. Loughnan

Última atualização: 2024-03-15 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.03.13.24304253

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.03.13.24304253.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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