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Como os Movimentos do Corpo Influenciam Respostas Emocionais

Estudo revela a ligação entre movimentos do corpo e reações emocionais através do tamanho da pupila.

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Perceber e entender emoções a partir de pistas sociais é fundamental pra como a gente interage com os outros. Uma das principais maneiras de expressar sentimentos sem palavras é através das expressões faciais. Essas expressões mostram nossos estados emocionais e intenções. Além dos rostos, a forma como movemos nossos corpos também manda sinais emocionais importantes. Mesmo de longe, esses sinais podem passar muita informação sobre como alguém pode estar se sentindo.

Nossos olhos são ótimos pra captar esses sinais. Muitas vezes, a gente consegue perceber como alguém se sente só de observar os Movimentos do Corpo, mesmo que esses movimentos apareçam como pontinhos de luz que representam as articulações. Pesquisas mostraram que a galera reconhece movimentos felizes mais rápido e com mais precisão do que os tristes ou raivosos, o que indica que a gente presta mais atenção na felicidade do que nas outras emoções.

Embora muita da pesquisa tenha focado em como a gente identifica emoções a partir dos movimentos do corpo, tem uma forma automática que processamos essas informações emocionais sem pensar ativamente sobre isso. Esse processo rola sem a gente perceber e é crucial pra reconhecer as diferenças de como as pessoas expressam emoções, especialmente pra quem pode ter dificuldade nas interações sociais, como algumas pessoas com autismo. Alguns estudos descobriram que pessoas com autismo podem mostrar uma atividade cerebral diferente ao processar emoções a partir de imagens, em comparação com aqueles que não têm autismo, ressaltando a necessidade de estudar como eles percebem emoções.

Uma maneira promissora de estudar emoções automaticamente é observando como nossas pupilas reagem. Quando vemos algo que chama nossa atenção ou nos afeta emocionalmente, nossas pupilas podem mudar de tamanho. Essa mudança acontece sem a gente ter que pensar sobre isso, tornando-se um bom indicador da nossa reação emocional. À medida que nossos corpos respondem ao que vemos, o tamanho da pupila pode refletir tanto nossos sentimentos quanto o nível de atenção que estamos dando à informação.

Estudos recentes começaram a usar o tamanho da pupila pra entender como percebemos emoções a partir de pistas sociais como rostos e vozes. Por exemplo, as pessoas tendem a ter pupilas maiores ao olhar rostos felizes e raivosos em comparação com os tristes ou neutros. Exibições de luz pontual, que mostram movimentos através de luzes simples representando partes do corpo, também têm potencial pra transmitir emoções. Porém, não está claro se o tamanho da pupila reage a essas representações minimalistas de movimento.

Pra preencher essa lacuna de conhecimento, o estudo atual usou gravação da pupila combinada com uma tarefa de visualização simples pra ver como processamos emoções em movimentos corporais de forma automática e instintiva. O estudo começou medindo as respostas das pupilas quando as pessoas viam caminhantes em luz pontual expressando diferentes emoções (feliz, triste e neutro). Além dos movimentos emocionais intactos, versões embaralhadas dos movimentos também foram testadas, que perderam a forma geral, mas mantiveram alguns dos movimentos individuais.

Foi mostrado que as pessoas ainda conseguem identificar informações básicas, como se algo está vivo ou se movendo numa certa direção, mesmo quando a figura completa não está visível. Esse estudo examinou ainda se esses movimentos básicos poderiam comunicar emoções e afetar a resposta das pupilas.

Além disso, como reconhecer emoções pode ser mais difícil pra indivíduos com autismo, o estudo incluiu um questionário pra avaliar o nível de traços autistas na população geral. O objetivo era ver se aqueles com mais traços autistas mostravam respostas emocionais diferentes.

Resultados dos Experimentos

Experimento 1a-b: Movimentos Corporais Emocionais

O primeiro experimento analisou como as respostas das pupilas mudaram quando as pessoas assistiram a movimentos corporais felizes, tristes ou neutros. Os participantes simplesmente assistiram às animações enquanto suas respostas pupilares foram registradas. Uma análise detalhada mostrou um padrão claro de tempo onde os movimentos felizes fizeram as pupilas se dilatarem significativamente mais em comparação aos movimentos neutros. Os movimentos tristes, por outro lado, levaram a respostas pupilares menores em comparação aos neutros.

O tamanho da pupila foi medido durante todo o período de visualização pra entender o efeito geral da emoção sobre o tamanho da pupila. Os resultados mostraram que movimentos felizes causaram um aumento notável no tamanho da pupila em comparação aos movimentos neutros. Movimentos tristes resultaram em um tamanho de pupila menor do que os movimentos neutros, confirmando que as pessoas reagem instintivamente de maneira diferente a essas emoções. Além disso, houve uma observação significativa: pessoas com pontuações mais altas no questionário de traços autistas foram menos responsivas às pistas emocionais dos movimentos corporais.

Em um experimento de acompanhamento, os testes foram repetidos pra garantir que os resultados eram confiáveis. Os mesmos padrões foram observados - movimentos felizes causaram uma dilatação pupilar maior do que o neutro, enquanto movimentos tristes levaram a pupilas menores.

Experimento 2: Movimentos Corporais Invertidos

O segundo experimento teve o objetivo de garantir que os resultados não fossem influenciados por diferenças visuais simples. Os participantes visualizaram versões invertidas dos movimentos corporais anteriores, que mantiveram as características exatas, mas foram viradas de cabeça pra baixo. Os achados mostraram que não houve mudanças significativas nas respostas pupilares para diferentes emoções na condição invertida. Esse resultado sugeriu que as respostas emocionais observadas no primeiro experimento não eram apenas um produto de diferentes características visuais, mas estavam realmente ligadas às emoções transmitidas pelos movimentos corporais.

Experimento 3: Movimento Não Biológico

O terceiro experimento testou outro grupo de movimentos que eram semelhantes aos anteriores, mas sem o aspecto biológico. Esses movimentos foram feitos sem as variações de velocidade típicas dos movimentos corporais emocionais, dificultando a conexão entre emoção e resposta. Os resultados confirmaram que sem as pistas de movimento, não houve diferenças significativas nas respostas pupilares entre as condições emocionais, enfatizando novamente a importância das características de movimento na percepção da emoção.

Experimento 4: Movimentos Corporais Emocionais Embaralhados

No experimento final, os pesquisadores usaram versões embaralhadas dos movimentos corporais, que preservaram as características de movimento local, mas perderam a forma e o padrão geral. Os participantes conseguiram reconhecer emoções nesses movimentos embaralhados mais de 50% das vezes, indicando que o movimento local ainda poderia transmitir informações emocionais.

O estudo mediu novamente as respostas pupilares, descobrindo que tanto os movimentos embaralhados felizes quanto os tristes produziram tamanhos de pupila maiores em comparação aos movimentos neutros. Isso ocorreu dentro de um curto período de tempo, sugerindo que mesmo sem uma visão completa do movimento, as pessoas ainda respondiam rapidamente ao conteúdo emocional. No entanto, nenhuma diferença significativa foi observada entre os tamanhos de pupila nos movimentos embaralhados felizes e tristes.

Resumo dos Achados

O estudo demonstrou com sucesso que os movimentos corporais podem evocar diferentes respostas emocionais que se refletem no tamanho da pupila. Movimentos corporais felizes causaram respostas pupilares maiores em comparação aos movimentos neutros, enquanto movimentos tristes resultaram em respostas pupilares menores. Curiosamente, quando as características do movimento foram embaralhadas, a resposta emocional foi menos detalhada, mas ainda assim significativa.

A pesquisa enfatiza o papel crítico das características do movimento local em como processamos emoções. Ao combinar técnicas como monitoramento do tamanho da pupila com tarefas de visualização, este estudo oferece uma forma mais precisa de explorar o processamento emocional em populações típicas e atípicas. Notavelmente, as conexões encontradas entre respostas emocionais e traços autistas sugerem uma potencial via para a detecção precoce de distúrbios cognitivos sociais, já que as reações pupilares podem servir como um marcador sensível para as habilidades de processamento emocional.

Fonte original

Título: Multi-level processing of emotions in life motion signals revealed through pupil responses

Resumo: Perceiving emotions from the movements of other biological entities is critical for human survival and interpersonal interactions. Here, we report that emotional information conveyed by point-light biological motion (BM) triggered automatic physiological responses as reflected in pupil size. Specifically, happy BM evoked larger pupil size than neutral and sad BM, while sad BM induced a smaller pupil response than neutral BM. Moreover, this happy over sad pupil dilation effect is negatively correlated with individual autistic traits. Notably, emotional BM with only local motion features retained could also exert modulations on pupils. Compared with intact BM, both happy and sad local BM evoked stronger pupil responses than neutral local BM starting from an earlier timepoint, with no difference between the happy and sad conditions. These results revealed a fine-grained pupil-related emotional modulation induced by intact BM and a coarse but rapid modulation by local BM, demonstrating multi-level processing of emotions in life motion signals. Taken together, our findings shed new light on BM emotion processing, and highlight the potential of utilizing the emotion-modulated pupil response to facilitate the diagnosis of social cognitive disorders.

Autores: Li Wang, T. Yuan, Y. Jiang

Última atualização: 2024-07-21 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.07.18.549471

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.07.18.549471.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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