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# Matemática# Otimização e Controlo

Consumo Coletivo de Energia Renovável

Um olhar sobre a troca de energia local em áreas semi-rurais.

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Modelos deModelos deCompartilhamento deEnergia Localrenovável baseados na comunidade.Sistemas eficientes de energia
Índice

Nos últimos anos, tem rolado um interesse maior em autossuficiência coletiva de eletricidade, especialmente em áreas semi-rurais. Esse conceito permite que um grupo de pessoas compartilhe e use Energia Renovável, tipo a energia solar, que é produzida localmente. Essa abordagem não só torna a distribuição de energia mais eficiente, mas também ajuda no desenvolvimento sustentável. A autossuficiência coletiva envolve diferentes papéis, onde alguns participantes geram energia (produtores) enquanto outros consomem (consumidores). O desafio é descobrir como esses participantes podem trabalhar juntos de forma eficaz.

Antes de montarmos um sistema de autossuficiência coletiva, precisamos garantir que os produtores e consumidores de energia possam interagir de um jeito que beneficie todo mundo envolvido. Baseando-se em exemplos reais de um produtor de energia solar, apresentamos certos modelos que podem ajudar a desenhar esses sistemas e guiar como a energia flui entre os participantes.

Autossuficiência Energética e Redes Locais

À medida que nosso planeta enfrenta desafios com o aquecimento global e recursos diminuindo, gerenciar o uso de energia se tornou crucial. Uma parte grande dessa gestão é integrar fontes de energia renováveis no nosso suprimento energético geral. Embora o uso de energia renovável tenha aumentado, essas fontes podem ser imprevisíveis, o que dificulta o gerenciamento de como a energia é distribuída. Por exemplo, a energia solar e eólica dependem muito das condições climáticas, que podem variar bastante.

Diferente das fontes de energia tradicionais, as renováveis tendem a ser mais dispersas. Essa descentralização gera a necessidade de novas abordagens de distribuição de energia que foquem no consumo local. Fazer isso traz várias vantagens. Para começar, sistemas locais podem reduzir custos de transmissão ao minimizar a perda de energia durante o transporte de longas distâncias. A geração local que combina com a demanda local aumenta a eficiência. Também estabiliza a rede, tornando-a menos vulnerável a interrupções.

Dada a expectativa de aumento no uso de eletricidade nos próximos anos com coisas como carros elétricos e transporte público, desenvolver uma rede de energia estável e eficiente se torna ainda mais crítico. Redes locais podem levar em conta melhor os recursos de energia renovável específicos disponíveis em cada área.

Uma forma comum de realizar o uso localizado de energia é por meio da autossuficiência, onde a energia gerada em um local é consumida ali mesmo. Leis recentes expandiram a autossuficiência para permitir que grupos de produtores e consumidores compartilhem energia enquanto permanecem na mesma localidade. No entanto, restrições geográficas muitas vezes limitam a formação desses grupos de energia compartilhada. Para criar comunidades para a autossuficiência coletiva com sucesso, é necessário um sistema claro que considere fatores técnicos, econômicos e legais. Esse sistema também deve permitir discussões sobre lucratividade entre os membros da comunidade.

Design de Loops de Autossuficiência

Para ajudar na criação de loops de autossuficiência eficazes, vemos isso como um problema de programação linear inteira mista. Esse tipo de abordagem matemática pode modelar o design de redes de energia ao longo de um longo período e grandes áreas. Ao implementar técnicas avançadas, conseguimos resolver esses desafios complexos. O desempenho desses modelos é então testado em cenários do mundo real para avaliar como funcionam.

Trabalhos Relacionados na Otimização da Autossuficiência

Vários estudos analisaram a legislação sobre autossuficiência e seu impacto em Comunidades Energéticas. Um tema comum é o foco na otimização das comunidades energéticas, com a maioria das pesquisas concentrando-se principalmente na energia solar, já que ela domina os projetos de autossuficiência coletiva atuais.

Muitos estudos assumem que os participantes já estão escolhidos e se concentram em gerenciar suas interações. Algumas pesquisas abordaram como novos membros afetam os arranjos existentes de autossuficiência coletiva. No entanto, muitos estudos mantêm suas análises limitadas a configurações urbanas pequenas. Como resultado, a exploração de arranjos de autossuficiência em áreas semi-rurais ainda é bem limitada.

O objetivo de juntar vários produtores e consumidores de energia é aprimorar o uso local de energia, mas muitos artigos tendem a focar apenas em comunidades energéticas menores, perdendo a visão mais ampla do que é possível.

Modelos de Otimização para Autossuficiência

Propomos dois modelos principais, que têm como objetivo encontrar a melhor maneira de projetar e operar loops de autossuficiência. O primeiro modelo foca em loops únicos enquanto o segundo aborda múltiplos loops. Cada modelo incorpora a complexidade das regras além da disposição dos participantes na comunidade energética.

Para instalações maiores, esses modelos utilizam métodos avançados de decomposição. Esses métodos ajudam a gerenciar problemas complexos dividindo-os em partes mais gerenciáveis, permitindo soluções eficientes mesmo quando escalados para abranger várias comunidades em regiões maiores.

Tomada de Decisão em Comunidades de Autossuficiência

Montar uma comunidade de autossuficiência que funcione bem requer um sistema de tomada de decisão sólido que leve em consideração vários fatores. O sistema precisa lidar com aspectos como perfis de energia e a melhor forma de distribuir recursos, enquanto garante que as necessidades de todos os membros da comunidade sejam atendidas.

Dessa forma, o sistema pode criar um ambiente onde a energia é compartilhada de forma ideal, e os participantes podem colher os benefícios sem enfrentar obstáculos desnecessários. Além disso, uma análise cuidadosa dos modelos de autossuficiência existentes mostra que ainda há muito espaço para melhorias na forma como esses sistemas são desenhados.

Técnicas de Otimização Chave

Os modelos discutidos acima utilizam várias técnicas de otimização, incluindo programação linear inteira mista, modelos baseados em agentes e algoritmos heurísticos. Essas abordagens permitem uma cobertura ampla de cenários potenciais, melhorando assim a eficiência dos designs de autossuficiência.

Em vários estudos, houve um grande interesse em garantir que os indivíduos em uma comunidade de autossuficiência possam tomar decisões informadas com base em suas necessidades energéticas únicas. Ao construir em cima dessas abordagens, podemos contribuir para uma compreensão mais clara de como as redes de energia podem ser estruturadas.

Construindo Modelos Realistas

Para aplicar esses modelos de forma eficaz, é essencial definir cenários realistas que tirem proveito de dados do mundo real. As informações que usamos para nossos modelos vêm de fontes confiáveis e refletem padrões de consumo reais.

Levamos em consideração diferentes tipos de consumidores de energia, como lares e empresas, além de suas necessidades energéticas específicas. Essa abordagem detalhada nos permite refletir as dinâmicas reais do uso de energia, tornando nossos modelos de otimização mais aplicáveis.

Avaliação de Resultados

Usando os modelos descritos, podemos avaliar o quão bem diferentes loops de autossuficiência se desempenham. Essa avaliação envolve olhar fatores como a quantidade total de energia usada, o número de participantes em cada loop e quão efetivamente a energia flui entre eles.

Avaliar o benefício econômico do arranjo de autossuficiência coletiva também é um aspecto chave dessa análise. Entender essas dinâmicas pode ajudar a refinar modelos futuros e melhorar sua eficácia.

Escalabilidade e Aplicações Futuras

A capacidade de escalar dos modelos é um fator significativo ao abordar redes de energia maiores. Ao empregar métodos de decomposição, conseguimos lidar tanto com um grande número de participantes quanto com períodos de tempo prolongados sem perder eficiência. Essa flexibilidade é crucial à medida que as necessidades energéticas continuam a evoluir.

Com o aumento do interesse em soluções energéticas locais, também cresce a necessidade de modelos mais sofisticados. Trabalhos futuros se concentrarão em refinar esses modelos para melhorar ainda mais sua aplicabilidade em vários contextos, especialmente para comunidades energéticas maiores.

Conclusão

Em resumo, desenvolver loops de autossuficiência eficazes em áreas semi-rurais é uma tarefa complexa, mas essencial. Ao utilizar modelos e técnicas avançadas de otimização, podemos criar redes energéticas que sejam sustentáveis e eficientes. Esses modelos não apenas ajudam a projetar sistemas de energia, mas também oferecem insights vitais sobre distribuição de energia e dinâmicas de consumo.

A evolução contínua da legislação sobre autossuficiência e o aumento do interesse em energia renovável ressaltam a importância de fomentar a colaboração entre os membros da comunidade. À medida que avançamos, o contínuo refinamento desses modelos levará a resultados melhores, tornando soluções energéticas locais uma opção viável para muitos.

Fonte original

Título: Optimisation models for the design of multiple self-consumption loops in semi-rural areas

Resumo: Collective electricity self-consumption gains increasing interest in a context where localised consumption of energy is a lever of sustainable development. While easing energy distribution networks, collective self-consumption requires complementary prosumers' profiles. Before determining the proper energy exchanges happening between these prosumers, one must ensure their compatibility in the context of collective self-consumption. Motivated by real use cases from a solar power producer, this article proposes network flow-based linear models to solve both the design aspect of the problem and the attribution of distribution flows between the involved prosumers. Two main models are proposed, handling (i) single collective self-consumption loop creation and (ii) multiple loop creation. One of the objectives of this work is to provide models that can be applied at a strategic level which implies their extension to large time scale and large spatial scale. To do so, associated Benders and Dantzig-Wolfe decompositions are proposed to ensure model scalability along temporal and spatial dimensions. The proposed models are tested on realistic use cases to assess their performances.

Autores: Yohann Chasseray, Mathieu Besançon, Éva Petitdemange, Xavier Lorca

Última atualização: 2024-04-09 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2404.04428

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2404.04428

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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