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Investigando Práticas Antigas de Laticínios através da Análise de Proteínas

Pesquisas mostram informações sobre o uso de laticínios antigos através das proteínas do leite.

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Pesquisadores têm investigado práticas alimentares antigas pra entender melhor como as sociedades humanas primitivas usavam produtos lácteos. Um lugar importante pra essa pesquisa é Çatalhöyük, um famoso sítio arqueológico onde foram encontrados os primeiros indícios de proteínas do leite. Essa pesquisa se concentra nas proteínas do leite, especificamente a β-lactoglobulina (BLG), que é uma proteína comum no leite. Analisando resíduos de cálculo dental e cerâmicas antigas, os cientistas buscam entender como as pessoas interagiam com os Laticínios.

A Importância da β-Lactoglobulina

A β-lactoglobulina é um tipo de proteína do soro que muitas vezes permanece preservada em achados arqueológicos. Uma característica notável dessa proteína é uma sequência específica de Peptídeos: T125PEVDXEALEK135. Esse peptídeo permite que os pesquisadores identifiquem quais animais, como vacas, ovelhas ou cabras, foram usados para a produção de leite. Cada animal tem uma versão diferente desse peptídeo, ajudando a localizar as origens do uso do leite nas sociedades antigas.

Por que a Sobrevivência do Peptídeo é Surpreendente

A sobrevivência do peptídeo T125PEVDXEALEK135 levanta duas questões principais. Primeiro, muitos humanos primitivos não conseguiam digerir lactose, então tinham que usar processos como coagulamento ou fermentação pra tornar o leite mais digestível. Segundo, esse peptídeo é formado por resíduos ácidos, que normalmente se decompõem facilmente com o tempo. Curiosamente, peptídeos semelhantes de outras proteínas costumam se decompor rapidamente, a menos que estejam ligados a uma superfície mineral. Isso sugere que a presença de minerais pode ajudar a preservar certas proteínas, incluindo T125PEVDXEALEK135.

Investigando a Resiliência do Peptídeo

Pra entender melhor como esse peptídeo sobrevive, os cientistas estudam seu comportamento na água. Eles analisam com que facilidade ele se decompõe em soluções. Trabalhos anteriores identificaram ligações peptídicas vulneráveis ao longo da cadeia T125PEVDDEALEK135. Porém, devido à complexidade das reações químicas, uma abordagem tradicional era muito complicada. Em vez disso, uma técnica conhecida como dinâmica molecular clássica foi usada pra observar como o peptídeo se comporta.

Comparando Diferentes Variantes do Peptídeo

O estudo também comparou diferentes versões do peptídeo: a variante bovina (T125PEVDDEALEK135), a ovina (T125PEVDNEALEK135) e a caprina (T125PEVDKEALEK135). Cada versão foi analisada sob as mesmas condições pra ver como as mudanças na sequência de aminoácidos afetam a dinâmica do peptídeo.

Métodos de Simulação

Nas simulações, as estruturas iniciais dos peptídeos ovinos e caprinos foram tiradas de dados de proteínas existentes. Todas as simulações foram feitas usando um software específico para dinâmica molecular. As configurações incluíam rodar uma simulação por um curto período a uma temperatura e pressão específicas, seguidas de simulações mais longas pra observar o comportamento do peptídeo.

Analisando a Flexibilidade

A flexibilidade do peptídeo foi um fator chave pra entender como essas proteínas se comportam. Calculando a média da flutuação quadrática média (RMSF) de cada aminoácido ao longo do tempo, os pesquisadores puderam avaliar quão rígida ou flexível cada variação do peptídeo é. Notou-se que a flexibilidade tende a ser maior nas extremidades das cadeias de peptídeos, o que pode afetar como o peptídeo se dobra e interage com a água.

Análise da Superfície de Energia Livre

As simulações de metadinâmica revelaram que os peptídeos ovinos e caprinos têm duas configurações distintas: estados dobrados e não dobrados. O peptídeo bovino, por outro lado, mostrou uma gama mais ampla de estados possíveis, permitindo que ele transitasse facilmente entre formas dobradas e não dobradas. Isso indica que os peptídeos ovinos são mais estáveis e preferem uma estrutura dobrada, enquanto os peptídeos caprinos mostram alguma flexibilidade em direção a um estado não dobrado.

Estruturas Dominantes

A análise revelou diferentes estruturas dominantes pra cada tipo de peptídeo. Pra variante ovina, três estruturas estáveis foram encontradas, enquanto quatro foram identificadas pra versão caprina. Essa diferença na Estabilidade se alinha com os resultados de metadinâmica que mostram que os peptídeos ovinos têm uma barreira de energia mais alta pra mudar de estado.

Dinâmica da Água e Potencial de Hidrólise

Pra entender como a água interage com as ligações peptídicas, os cientistas analisaram quanto tempo as moléculas de água permanecem em contato com o peptídeo. Esse tempo de contato é crucial pra hidrólise, o processo de quebrar ligações peptídicas com água. Pra uma hidrólise eficaz, o cenário ideal envolve tempos de contato intermediários onde as moléculas de água podem reagir sem serem muito instáveis ou muito fortemente ligadas.

Ligações Peptídicas Vulneráveis

O estudo também se concentrou em identificar locais específicos na cadeia peptídica que provavelmente passarão por hidrólise. Mesmo com arranjos geométricos adequados pras reações, a dinâmica da água necessária era crucial, especialmente em torno dos grupos carbonila dos peptídeos. No peptídeo ovino, nenhuma ligação peptídica foi identificada como capaz de reagir adequadamente, sinalizando uma estrutura robusta.

Diferenças Entre os Peptídeos

No peptídeo caprino, duas ligações peptídicas foram encontradas como mais vulneráveis à hidrólise do que na versão ovina. Enquanto o peptídeo ovino é resistente à degradação, sua estrutura favorece a estabilidade, e o peptídeo caprino mostra algum potencial pra hidrólise, embora limitado. As diferenças nos aminoácidos mutantes também desempenham um papel em sua estabilidade geral e interação com a água.

Conclusão

Resumindo, a pesquisa dá uma ideia de como a estrutura desses peptídeos afeta a probabilidade de sobrevivência em contextos arqueológicos. O peptídeo bovino parece ser o mais vulnerável à hidrólise, enquanto o peptídeo ovino mostra forte resistência. As variações nas sequências de peptídeos e como elas interagem com a água influenciam muito sua estabilidade. Entender essas dinâmicas pode ajudar a preservar nosso conhecimento sobre práticas alimentares antigas e o desenvolvimento do consumo de laticínios ao longo do tempo. Novos estudos sobre como esses peptídeos se comportam na presença de minerais poderiam expandir nosso conhecimento sobre sua resiliência e preservação em descobertas arqueológicas.

Fonte original

Título: The Survival of β-lactoglobulin Peptides in the Archaeological Record: Vulnerability vs. Sequence Variation

Resumo: It is a strange observation, given the cultural co-evolution of dairying, that milk proteins are more commonly reported than any other food proteins in the archaeological record. The whey protein {beta}-lactoglobulin and in particular its eleven amino acid long peptide T125PEVDXEALEK135 seems to be preferentially preserved in both ceramic vessels and teeth (dental calculus). An amino acid substitution in the middle of the chain is valuable to track livestock management because it permits differentiation between key animal species used in dairying. The persistence of this peptide is, however, unusual as its acidic nature makes it more vulnerable to hydrolysis. Moreover, selection for the ability to digest raw milk - more specifically, the continued production of the milk sugar enzyme lactase beyond the age of normal weaning - did not begin until the early Bronze Age. It is therefore unclear why it is a milk peptide, in particular a peptide associated with the lactose-rich whey fraction, that is one of the most commonly recovered dietary peptides. The unexpected preservation of T125PEVDXEALEK135 thus presents a good case study to uncover patterns of protein survival in the archaeological record. We have previously explored the dynamics of the bovine variation of the peptide (X=Asp130) and its likelihood to undergo hydrolysis in solution. In this study, we turn our attention to the ovine (X=Asn130) and the caprine (X=Lys130) variations of the {beta}-lactoglobulin peptide to determine how the mutation in the amino acid in position 6 affects peptide conformations and vulnerability in bulk water. To do this, we use Molecular Dynamics as implemented in GROMACS 2020, with the Amber14SB forcefield and the SPC/E water model. We first perform extensive conformational analysis of both peptides in solution to determine stable structures. Then, using analogous methodology to that developed in our earlier study of the bovine peptide, we identify geometric arrangements between water and peptide that may be more prone to hydrolysis.

Autores: Beatriz Fonseca, C. L. Freeman, M. J. Collins

Última atualização: 2024-09-14 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.09.13.612646

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.09.13.612646.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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