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Ondas de Rádio da Galáxia do Redemoinho: Novas Descobertas

Esse estudo mostra os fatores que afetam as ondas de rádio da Galáxia do Redemoinho.

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Espectro de Rádio da M51Espectro de Rádio da M51Reveladoas emissões de rádio em M51.Estudo revela novos fatores que afetam
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M51, também conhecida como Galáxia do Redemoinho, é uma galáxia espiral que tá a cerca de 23 milhões de anos-luz da Terra. Este estudo foca nas ondas de rádio emitidas por M51 em várias frequências. As ondas de rádio ajudam a entender como as estrelas se formam, e fazem isso sem serem afetadas pela poeira, que pode bloquear outros sinais como a luz.

Por que Estudar Ondas de Rádio?

As ondas de rádio das galáxias são importantes porque dão uma visão sobre a formação de estrelas. Diferentes frequências de ondas de rádio podem nos contar muito sobre as condições em uma galáxia. Em frequências mais baixas, foi observado que as ondas de rádio podem se comportar de maneira diferente. Esse comportamento, chamado de achatamento espectral em baixa frequência, é algo que queremos entender melhor.

O Propósito do Estudo

Nosso objetivo é descobrir por que o Espectro de Rádio de M51 se achata em frequências mais baixas. Existem diferentes fatores que podem influenciar esse achatamento, incluindo Absorção livre-livre (um tipo de emissão térmica) e perdas de Raios Cósmicos (partículas de alta energia). Ao examinar a galáxia em detalhes, esperamos coletar mais informações sobre esses efeitos.

A Coleta de Dados

Pegamos mapas de intensidade de ondas de rádio de M51 entre 54 MHz e 8350 MHz em oito frequências diferentes. Pela primeira vez, incluímos observações a 240 MHz usando o Telescópio de Rádio de Grande Metrowave. Para entender as emissões térmicas, também usamos um mapa H, que permitiu ver as emissões corrigidas para a extinção da poeira.

Analisando esses mapas, conseguimos determinar a Medida de Emissão (ME) e outras características dos espectros de rádio. Também coletamos novos dados de um levantamento óptico chamado Metal-THINGS, que forneceu informações adicionais sobre a intensidade H.

O Que Encontramos?

Uma das principais descobertas é que o espectro de rádio não térmico em baixas frequências (entre 54 e 144 MHz) é bem plano e até parcialmente invertido, especialmente nos braços espirais da galáxia. Em contraste, o espectro em frequências mais altas mostra características não térmicas típicas. Também achamos que as medidas de emissão calculadas a partir das emissões de rádio não se correlacionavam com as observações de H.

Curiosamente, notamos que a curvatura espectral não térmica se correlaciona fraco com a densidade superficial do gás hidrogênio atômico. Isso sugere que as perdas por ionização de raios cósmicos são contribuintes significativos para o achatamento do espectro em baixa frequência.

Processos que Afetam o Espectro

Vários processos podem afetar as ondas de rádio que detectamos das galáxias. Em frequências de rádio abaixo de alguns gigahertz, a maior parte das emissões vem dos elétrons de raios cósmicos. Essas partículas são produzidas por explosões de supernovas e estão em regiões onde as estrelas estão se formando.

Em condições típicas, o espectro de rádio de galáxias próximas segue uma lei de potência, que descreve como a densidade de fluxo se relaciona com a frequência. No entanto, quando incluímos frequências mais baixas, os espectros observados começam a se curvar, mostrando uma mudança no índice espectral. Essa curvatura pode ser resultado de uma mistura de fatores como perdas de energia de raios cósmicos, absorção térmica e o estado do gás ionizado na galáxia.

Insights de Pesquisas Anteriores

Antes deste estudo, outros pesquisadores notaram que a curvatura dos espectros pode depender da inclinação da galáxia ou de outras condições locais dentro da galáxia. Alguns indicaram que meios ionizados frios poderiam absorver partes da radiação emitida em frequências mais baixas. Outros apontaram que a interação entre componentes térmicos e Não térmicos nas galáxias pode complicar a análise espectral.

Desafios nas Observações

Estudar emissões de rádio em baixas frequências não é fácil. Requer observações de alta qualidade para minimizar o ruído e maximizar a clareza dos dados. Avanços na tecnologia e processamento de dados melhoraram nossa capacidade de obter imagens mais claras em baixas frequências.

A maioria dos estudos até agora foca em galáxias próximas, permitindo analisar regiões de formação de estrelas em detalhes. Alguns trabalhos anteriores mostraram que a absorção térmica molda significativamente os espectros de rádio, especialmente na nossa galáxia, a Via Láctea.

Nossa Abordagem e Descobertas

Escolhemos M51 como nosso objeto de estudo devido à sua rica coleção de dados de rádio multi-frequência e sua orientação favorável para observações. M51 foi mapeada extensivamente em várias frequências, tornando-a uma ótima candidata para entender a interação de diferentes processos físicos que afetam suas emissões de rádio.

Com nossos novos dados a 240 MHz, conseguimos isolar regiões em formação estelar e não em formação, permitindo investigar como esses ambientes influenciam o espectro de rádio.

Nossa análise incluiu um exame minucioso das ondas de rádio emitidas em nove bandas de frequência. Essa abordagem mais ampla nos permitiu comparar espectros e tirar conclusões sobre as várias influências que afetam as emissões de rádio.

Examinando Diferentes Regiões de M51

É sabido que o espectro de rádio em uma galáxia pode diferir conforme a localização. Por exemplo, os braços espirais geralmente mostram um espectro mais plano em comparação com regiões inter-armadas, que têm espectros mais inclinados. A presença de formação estelar é um fator chave nessa relação. Ao mapear a densidade de gás atômico e molecular, conseguimos definir regiões em M51 correspondentes a braços espirais e regiões inter-armadas.

O Papel da Absorção Livre-Livre

Investigamos como a absorção livre-livre afeta o espectro contínuo de rádio. A absorção livre-livre ocorre quando as ondas de rádio passam por um meio ionizado, fazendo com que parte da radiação seja absorvida. Esse efeito é mais pronunciado em frequências mais baixas, o que significa que pode contribuir para o achatamento do nosso espectro observado.

Descobrimos que as contribuições térmicas das emissões de rádio variavam significativamente entre as frequências, afetando nossa capacidade de isolar as emissões não térmicas. Ao subtrair as contribuições térmicas dos nossos mapas, conseguimos entender melhor os sinais não térmicos restantes.

Explorando Perdas por Ionização de Raios Cósmicos

Além da absorção livre-livre, exploramos as perdas por ionização de raios cósmicos como outra possível causa do achatamento espectral. Os raios cósmicos perdem energia ao interagir com o gás hidrogênio neutro, o que pode impactar o espectro de rádio.

Nosso estudo revelou uma correlação fraca entre a curvatura espectral e a densidade superficial do gás hidrogênio atômico. Densidades de gás mais altas levaram a espectros mais planos, indicando que as perdas por ionização de raios cósmicos provavelmente desempenham um papel na emissão de rádio observada em frequências mais baixas.

Conclusões e Trabalhos Futuros

Resumindo, nossas descobertas sugerem que o achatamento em baixa frequência observado em M51 é provavelmente devido a uma combinação de absorção livre-livre e perdas por ionização de raios cósmicos. Esses processos trabalham juntos para suprimir a emissão de rádio em frequências baixas, complicando nossa interpretação dos dados de rádio como um traçador de formação estelar.

Ao entender esses efeitos, podemos usar melhor as observações de rádio contínuo em baixa frequência para estudar como as estrelas se formam em diferentes galáxias. Com os avanços contínuos em tecnologia e técnicas de observação, podemos esperar coletar mais dados que aprimorem ainda mais nossa compreensão desses processos complexos.

Essa pesquisa sobre M51 fornece insights valiosos sobre as emissões de rádio de galáxias espirais. Os métodos e descobertas podem ser aplicados a estudos futuros de outras galáxias próximas, ajudando na busca maior para decifrar a natureza da formação de estrelas em todo o universo.

Fonte original

Título: A spatially resolved radio spectral study of the galaxy M 51

Resumo: Radio continuum emission from galaxies at gigahertz frequencies can be used as an extinction-free tracer of star formation. However, at frequencies of a few hundred megahertz, there is evidence for low-frequency spectral flattening. We wish to better understand the origin of this low-frequency flattening and, to this end, perform a spatially resolved study of the nearby spiral galaxy M 51. We explore the different effects that can cause flattening of the spectrum towards lower frequencies, such as free-free absorption and cosmic-ray ionisation losses. We used radio continuum intensity maps between 54 and 8350 MHz at eight different frequencies, with observations at 240 MHz from the Giant Metrewave Radio Telescope presented for the first time. We corrected for contribution from thermal free-free emission using an H$\alpha$ map that has been extinction-corrected with 24 $\mu$m data. We fitted free-free absorption models to the radio spectra to determine the emission measure (EM) as well as polynomial functions to measure the non-thermal spectral curvature. The non-thermal low-frequency radio continuum spectrum between 54 and 144 MHz is very flat and even partially inverted, particularly in the spiral arms; contrary, the spectrum at higher frequencies shows the typical non-thermal radio continuum spectrum. However, we do not find any correlation between the EMs calculated from radio and from H$\alpha$ observations; instead, the non-thermal spectral curvature weakly correlates with the HI gas mass surface density. This suggests that cosmic-ray ionisation losses play an important role in the low-frequency spectral flattening. The observed spectral flattening towards low frequencies in M 51 is caused by a combination of ionisation losses and free-free absorption. The reasons for this flattening need to be understood in order to use sub-GHz frequencies as a star-formation tracer.

Autores: L. Gajović, B. Adebahr, A. Basu, V. Heesen, M. Brüggen, F. de Gasperin, M. A. Lara-Lopez, J. B. R. Oonk, H. W. Edler, D. J. Bomans, R. Paladino, L. E. Garduño, O. López-Cruz, M. Stein, J. Fritz, J. Piotrowska, A. Sinha

Última atualização: 2024-06-10 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2406.06689

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2406.06689

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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