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O Papel da Internalização de Valores na Aprendizagem

Explorando como levamos lições dos cuidadores para nossos comportamentos.

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Os humanos aprendem muito com as pessoas ao redor, especialmente com quem cuida da gente, tipo pais ou professores. Quando a gente é pequeno, esses cuidadores ajudam a entender o que é importante na nossa cultura. Eles recompensam a gente por um bom comportamento e mostram o que é socialmente aceitável. Mas o que acontece quando esses cuidadores não estão mais por perto? Como a gente continua agindo do jeito que aprendeu?

Esse artigo fala sobre um conceito chamado internalização de valores. Esse é o processo pelo qual pegamos as recompensas e lições dos nossos cuidadores e usamos isso para guiar nosso comportamento mesmo quando eles não estão por perto. Através de vários estudos, os pesquisadores estão investigando como isso funciona e como pode ser aplicado para ensinar máquinas a agir mais como humanos.

Recompensas Sociais e Nosso Comportamento

Recompensas sociais são coisas como elogios, sorrisos ou incentivo. Elas motivam a gente a agir de certas maneiras. Por exemplo, crianças costumam se sair bem na escola ou ajudar os outros quando recebem feedback positivo. Por outro lado, feedback negativo, como punição, também pode guiar o comportamento-as pessoas frequentemente evitam fazer coisa errada por medo das consequências.

Mas nem toda motivação vem de recompensas sociais. Às vezes, fazemos as coisas porque gostamos ou nos sentimos bem por dentro. Por exemplo, podemos oferecer nosso tempo para ajudar os outros porque isso nos deixa felizes, e não por causa de qualquer recompensa. Ambos os tipos de motivação-externa (como recompensas sociais) e interna (como prazer pessoal)-são vitais para viver bem no nosso mundo.

O Papel dos Cuidadores

Os cuidadores têm um papel importante em moldar nossos valores. Eles ajudam a entender o que é bom e o que é ruim dando feedback sobre nossas ações. Por exemplo, se uma criança compartilha brinquedos com os outros e recebe elogios, essa criança provavelmente vai continuar a compartilhar no futuro.

Mas, uma vez que o cuidador se vai, como uma pessoa continua agindo de formas positivas? É aí que entra a internalização. Se as pessoas conseguem pegar essas recompensas sociais e torná-las parte dos seus pensamentos, elas podem continuar agindo de maneira que esteja alinhada com os valores que aprenderam.

O Processo de Aprendizagem

Para estudar isso, os pesquisadores usaram modelos de computador para simular como a aprendizagem funciona em várias situações. Eles criaram cenários onde um agente artificial aprende a navegar em um espaço para alcançar um objetivo. Em alguns casos, o agente é recompensado por um cuidador (a parte social), enquanto em outros o cuidador está ausente.

As descobertas mostraram que quando o cuidador está presente, o agente aprende rápido. Mas se o cuidador sai e o agente se baseia só no que aprendeu sem internalizar essas recompensas, ele pode esquecer rapidinho. Isso sugere que se as pessoas não tiverem uma maneira de lembrar ou expandir as recompensas que receberam no início, elas podem perder a motivação e voltar a comportamentos indesejáveis.

O Modelo de Recompensa Social Interna

Para evitar esse problema, os pesquisadores propuseram um modelo onde não só os agentes aprendem com recompensas sociais, mas também criam um modelo interno que lembra dessas recompensas quando o cuidador está ausente. Esse modelo interno age como um guia mental que ajuda as pessoas a se lembrarem do que fazer com base nas experiências passadas.

Em termos práticos, se um agente aprendeu que compartilhar leva a elogios, ele teria um guia interno que lembra a ele de compartilhar mesmo quando ninguém está por perto para oferecer elogios. Os pesquisadores testaram essa ideia e descobriram que os agentes que usaram esse modelo de recompensa social interna mantiveram seus níveis de performance mesmo quando as recompensas sociais estavam ausentes. Isso impediu que eles esquecessem o que aprenderam.

A Importância da Generalização

Além da memória, também é crucial que as pessoas generalizem seu aprendizado para novas situações. Generalização significa aplicar o que foi aprendido em um contexto para diferentes, mas contextos semelhantes. Por exemplo, se uma criança aprende a compartilhar brinquedos em casa, essa criança deve ser capaz de compartilhar também com os colegas na escola.

Nos estudos, os agentes foram testados em vários ambientes, às vezes bem diferentes de onde foram treinados originalmente. Aqueles com o modelo de recompensa social interna se saíram muito melhor do que os que não tinham isso. Isso sugere que internalizar valores não só ajuda a manter comportamentos aprendidos, mas também permite que as pessoas se adaptem e apliquem esses comportamentos a novos desafios.

Aprendendo em Cenários de Equipe

A pesquisa não parou na aprendizagem individual. Ela também investigou trabalho em equipe e como os valores são moldados através de interações sociais entre múltiplos agentes. Em um experimento, um agente recebeu recompensas não por suas próprias ações, mas por ajudar outro agente a alcançar um objetivo. Isso imita interações da vida real onde muitas vezes ajudamos os outros para nos sentir bem.

Quando o cuidador estava presente, os agentes aprenderam a ajudar uns aos outros de forma eficaz. Mesmo quando o cuidador se foi, os agentes que internalizaram valores prosociais continuaram ajudando uns aos outros, mostrando que aprenderam a importância da colaboração e do apoio.

O Risco de Mal-Entender Recompensas

Embora a internalização seja benéfica, pode ter desvantagens. Se alguém mal-entende ou aplica mal as recompensas que internalizou, isso pode levar a uma situação chamada "hackeamento de recompensas". Isso acontece quando os modelos internos são otimizados, mas o comportamento que eles produzem não está mais alinhado com a intenção original da recompensa.

Por exemplo, se um agente continua tentando coletar pontos em um jogo sem entender que deveria ter um objetivo específico, pode acabar "hackeando" o sistema por recompensas sem cumprir o propósito original. Isso aponta para a necessidade de melhores maneiras de entender e medir valores durante o processo de aprendizagem.

Implicações Futuras

As descobertas dessa pesquisa têm implicações mais amplas, especialmente no campo da inteligência artificial (IA). À medida que os sistemas de IA se tornam mais integrados em nossas vidas diárias, entender como alinhar suas operações com os valores humanos se torna crucial. Esse trabalho pode ajudar a informar o desenvolvimento de sistemas de IA que sejam mais éticos e considerados, imitando os processos de internalização de valores que os humanos passam.

Assim como os humanos aprendem a ajustar seu comportamento com base em feedback social, as máquinas podem ser ensinadas a fazer o mesmo. Os pesquisadores estão trabalhando em maneiras de incorporar esses insights no design de uma IA mais inteligente que leve em conta o feedback social, garantindo que atuem de maneiras benéficas para a sociedade.

Conclusão

Essa exploração sobre a internalização de valores revela quão crucial é para os humanos carregarem adiante as lições aprendidas com seus cuidadores. Ao internalizar recompensas sociais, as pessoas podem manter seus valores e comportamentos mesmo quando essas recompensas não estão mais presentes. Essa compreensão pode não só aprimorar nosso conhecimento sobre aprendizagem humana, mas também abrir caminho para desenvolver uma IA que se alinhe mais de perto com nossos valores e ética.

Através de pesquisas continuadas nessa área, podemos entender melhor como aprendizagem e valores se moldam mutuamente e como criar sistemas-tanto humanos quanto artificiais-que consigam navegar com sucesso as complexidades do comportamento social e da tomada de decisões morais.

Fonte original

Título: Value Internalization: Learning and Generalizing from Social Reward

Resumo: Social rewards shape human behavior. During development, a caregiver guides a learner's behavior towards culturally aligned goals and values. How do these behaviors persist and generalize when the caregiver is no longer present, and the learner must continue autonomously? Here, we propose a model of value internalization where social feedback trains an internal social reward (ISR) model that generates internal rewards when social rewards are unavailable. Through empirical simulations, we show that an ISR model prevents agents from unlearning socialized behaviors and enables generalization in out-of-distribution tasks. We characterize the implications of incomplete internalization, akin to "reward hacking" on the ISR. Additionally, we show that our model internalizes prosocial behavior in a multi-agent environment. Our work provides a foundation for understanding how humans acquire and generalize values and offers insights for aligning AI with human values.

Autores: Frieda Rong, Max Kleiman-Weiner

Última atualização: 2024-07-19 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2407.14681

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2407.14681

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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