Repensando a Medição do Efeito do Tratamento na Pesquisa
Uma conversa sobre a importância de suposições realistas nas estimativas de pesquisa médica.
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Índice
- A Necessidade de Suposições Realistas
- Suposições Erradas em Ensaios Clínicos
- O Problema com Suposições de Independência
- Considerações-Chave para Estimands
- Um Olhar Mais Atento para Aplicações no Mundo Real
- Desafios com Estimands Hipotéticos
- Estratégias de Tratamento Dinâmicas
- Conclusão: Avançando na Pesquisa
- Fonte original
Na pesquisa, especialmente em estudos médicos, a gente sempre quer saber o efeito de um tratamento. Pra fazer isso de um jeito legal, precisamos entender bem o que estamos medindo, que é o que chamamos de estimand. Um estimand é só uma forma de definir o efeito específico do tratamento que a gente quer avaliar, levando em conta vários fatores que podem influenciar o resultado.
Recentemente, rolou uma mudança pra usar estimands que não estão ligados a um modelo estatístico rígido. Isso significa que os pesquisadores podem focar mais na pergunta que realmente querem responder, em vez de ficarem limitados pelo modelo que estão usando. Essa mudança é boa, mas também traz desafios, principalmente nas suposições que fazemos sobre os dados.
A Necessidade de Suposições Realistas
Quando os pesquisadores escolhem qual estimand usar, muitas vezes eles se concentram no que parece teoricamente ideal. Mas isso pode gerar problemas se as suposições por trás do estimand não forem realistas. É essencial verificar se o estimand pode ser aprendido com os dados que temos, dadas as suposições que estamos fazendo. Às vezes, as suposições em que os pesquisadores confiam podem ser muito fortes ou até falhas.
Por exemplo, em Ensaios Clínicos, onde os pacientes nem sempre seguem o plano de tratamento como era pra ser, é crucial considerar esses problemas de não Adesão. Os pesquisadores costumam fazer suposições sobre por que os pacientes não aderiram aos Tratamentos, mas essas suposições podem ser bem distantes da realidade.
Suposições Erradas em Ensaios Clínicos
Uma suposição comum é que a adesão de um paciente ao tratamento é influenciada apenas pelo que está observado nos dados. Isso significa que os pesquisadores acham que podem prever a adesão apenas com as informações disponíveis. No entanto, essa suposição muitas vezes falha porque outros fatores que não foram medidos podem afetar a adesão. Por exemplo, traços de personalidade do paciente ou circunstâncias externas podem impactar a capacidade dele de seguir o plano de tratamento.
Quando os pesquisadores ignoram essas complicações, eles arriscam tirar conclusões que podem não refletir a realidade. Em ensaios clínicos, isso pode levar a erros nas estimativas do efeito do tratamento, fazendo com que pareça mais favorável ou desfavorável do que realmente é.
O Problema com Suposições de Independência
Outra suposição que os pesquisadores costumam fazer é baseada na independência. Isso significa acreditar que, dadas certas condições iniciais, os resultados para o mesmo indivíduo sob diferentes tratamentos são independentes entre si. Embora pareça lógico, essa suposição é muitas vezes forte demais e não tem fundamento na prática.
Quando os tratamentos não têm efeito, é de se esperar que os resultados sejam semelhantes em diferentes condições. Mas se um tratamento tiver efeito, então os resultados para o mesmo paciente podem ser bastante diferentes, dependendo da atribuição de tratamento. Confiar nessa suposição sem uma consideração cuidadosa pode levar a um viés significativo nas estimativas, impactando as conclusões do ensaio.
Considerações-Chave para Estimands
Ao escolher um estimand, os pesquisadores precisam equilibrar dois aspectos principais: a relevância da pergunta que estão fazendo e a praticidade de respondê-la com suposições realistas. É raramente possível encontrar um único estimand que aborde perfeitamente todos os aspectos de uma questão científica.
Pra garantir que as suposições feitas não estão muito distantes do que pode ser observado, os pesquisadores devem considerar a praticidade dessas suposições. Por exemplo, se certas suposições parecem otimistas demais ou desconectadas da realidade, pode ser um sinal de que o estimand escolhido não é adequado para o contexto.
Um Olhar Mais Atento para Aplicações no Mundo Real
Se os pesquisadores não conseguem identificar suposições plausíveis para um estimand escolhido, isso pode significar que o estimand não se traduz bem em cenários do mundo real. Isso é particularmente importante para decisões sobre tratamento, já que entender a eficácia de um tratamento é crucial para sua aplicação prática.
Em muitos casos, como na avaliação dos efeitos do tratamento, fatores como a adesão do paciente e possíveis efeitos colaterais precisam ser compreendidos. Se os pesquisadores só focarem em situações ideais onde os pacientes aderem perfeitamente a um regime de tratamento, podem perder de vista como esses tratamentos funcionam em condições reais.
Desafios com Estimands Hipotéticos
Estimands hipotéticos assumem que todos os pacientes vão seguir o protocolo de tratamento até o fim do estudo. Embora isso possa ser útil conceitualmente, se torna problemático quando os pacientes se retiram devido a efeitos colaterais ou outros eventos adversos. Nesses casos, fica difícil estabelecer se o tratamento ainda seria eficaz ou seguro, já que os dados não capturam as experiências dos pacientes não aderentes.
Essas complicações reforçam a necessidade de avaliar estimands que estejam mais relacionados aos dados disponíveis. Os pesquisadores também devem estar abertos a diferentes suposições causais que podem gerar conclusões mais válidas.
Estratégias de Tratamento Dinâmicas
Ao recomendar tratamentos, é essencial que pesquisadores e profissionais considerem estratégias de tratamento dinâmicas. Isso significa avaliar como as recomendações de tratamento podem se adaptar com base no progresso ou resposta do paciente. Por exemplo, se um tratamento não está trazendo resultados, pode ser necessário recomendar a troca por outro tratamento.
A indústria deve garantir que as diretrizes de tratamento incluam instruções sobre como gerenciar tais eventos intercorrentes, junto com os efeitos esperados do tratamento. Essa transparência é vital tanto para pesquisadores quanto para provedores de saúde, pois molda a qualidade do atendimento oferecido aos pacientes.
Conclusão: Avançando na Pesquisa
Em resumo, o estudo de estimands causais e efeitos de tratamento é complexo e exige uma consideração cuidadosa das suposições feitas. Os pesquisadores devem ter cautela em relação às suposições que escolhem para apoiar seus estimands, equilibrando ideais teóricos com realidades práticas.
A mudança para estimands livres de modelos apresenta uma oportunidade de alinhar melhor a pesquisa com as perguntas que realmente importam na prática clínica. Ao focar na relevância dos estimands e suas implicações práticas, os pesquisadores podem fornecer insights que orientem os tratamentos de forma eficaz. No final das contas, uma abordagem crítica em relação às suposições levará a resultados mais confiáveis em ensaios clínicos e aplicações do mundo real, beneficiando pacientes e provedores de saúde igualmente.
Título: Chasing Shadows: How Implausible Assumptions Skew Our Understanding of Causal Estimands
Resumo: The ICH E9 (R1) addendum on estimands, coupled with recent advancements in causal inference, has prompted a shift towards using model-free treatment effect estimands that are more closely aligned with the underlying scientific question. This represents a departure from traditional, model-dependent approaches where the statistical model often overshadows the inquiry itself. While this shift is a positive development, it has unintentionally led to the prioritization of an estimand's ability to perfectly answer the key scientific question over its practical learnability from data under plausible assumptions. We illustrate this by scrutinizing assumptions in the recent clinical trials literature on principal stratum estimands, demonstrating that some popular assumptions are not only implausible but often inevitably violated. We advocate for a more balanced approach to estimand formulation, one that carefully considers both the scientific relevance and the practical feasibility of estimation under realistic conditions.
Autores: Stijn Vansteelandt, Kelly Van Lancker
Última atualização: 2024-10-09 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2409.11162
Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2409.11162
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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