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# Física # Dinâmica dos Fluidos

Dinâmica de Bolhas na Propulsão de Foguetes: Uma Nova Fronteira

Investigando fluidos criogênicos e venturis cavitados pra melhorar o fluxo de combustível de foguete.

Premchand V Chandra, Anuja Vijayan, Pradeep Kumar P

― 7 min ler


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Índice

Fluidos criogênicos, como o nitrogênio líquido, são usados em várias indústrias, incluindo propulsão de foguetes. Esses líquidos super-resfriados podem virar gás dependendo de mudanças de temperatura e pressão. Quando isso rola, o líquido começa a formar bolhas, criando um fluxo único conhecido como fluxo de cavitação. Esse estudo investiga como as bolhas se comportam nessas condições.

O que é um Venturi Cavitante?

Um venturi cavitante é um tipo de dispositivo feito pra controlar o fluxo de um fluido. Ele tem três partes: uma parte estreita que leva à garganta (o ponto mais estreito) e depois uma seção que se alarga. À medida que o fluido passa pela garganta, a pressão cai. Se essa pressão descer abaixo da pressão de vapor do líquido, as bolhas começam a se formar. Isso pode levar à cavitação, onde o líquido vira gasoso e as bolhas interagem de forma dinâmica.

Explorando o Comportamento das Bolhas

Quando bolhas aparecem em um líquido, elas não ficam paradas. Elas crescem, colapsam e até se chocam umas com as outras. Esse processo resulta em padrões de fluxo interessantes, tornando a dinâmica dos fluxos cavitantes bem complexa. Uma série de fenômenos, como fissão (bolhas se dividindo) e fusão (bolhas se juntando), pode rolar nesse ambiente.

Estudos Numéricos vs. Testes na Vida Real

A maioria dos estudos anteriores focava em fluidos como água, que se comporta de maneira diferente dos fluidos criogênicos. Esses estudos muitas vezes ignoravam a Transferência de Calor, que é super importante nos fluxos criogênicos. Como esses fluidos têm pontos de ebulição baixos, até mudanças pequenas de temperatura podem fazer uma grande diferença no comportamento deles. Esse estudo combina modelagem computacional com experiências da vida real pra explorar essas bolhas em fluidos criogênicos.

O Papel da Transferência de Calor

Nos fluxos criogênicos, a transferência de calor se torna um elemento crítico. À medida que as bolhas se formam, o calor se desloca do líquido ao redor para as bolhas. O estudo teve como objetivo criar um modelo que leve em conta essa transferência de calor, o que pode levar a uma melhor compreensão e previsão da dinâmica das bolhas.

O Regime de Fluxo de Duas Fases

No dispositivo venturi, o fluxo de líquido e vapor cria um regime de fluxo de duas fases. Essa mistura apresenta desafios e cenários únicos sobre como as bolhas interagem e influenciam o comportamento do fluxo. Para prever com precisão esses comportamentos, tanto a modelagem numérica quanto os experimentos físicos são necessários.

A Necessidade de uma Nova Abordagem

Modelos tradicionais para a dinâmica das bolhas foram feitos para fluxos isotermais, que não consideram a transferência de calor que acontece em ambientes criogênicos. Ao modificar os modelos existentes para incluir efeitos térmicos, é possível fazer previsões melhores sobre o comportamento das bolhas, especialmente em relação ao crescimento e colapso delas.

Construindo o Modelo Numérico

Para criar o novo modelo, várias equações que descrevem o fluxo foram desenvolvidas. Os pesquisadores usaram uma combinação de conhecimento teórico e ferramentas computacionais para simular o que acontece com as bolhas em um venturi cavitante com nitrogênio líquido.

Rodando as Simulações

Usando programação avançada, a equipe criou representações da dinâmica das bolhas. Isso incluiu simulações para visualizar como as bolhas crescem, diminuem e interagem ao longo do tempo. Os resultados forneceram insights sobre fatores críticos como tamanho das bolhas, pressão e características do fluxo.

Insights dos Testes Experimentais

Para validar o modelo numérico, os pesquisadores realizaram testes usando câmeras de alta velocidade para capturar a ação dentro do venturi. Esses testes tinham como objetivo medir a extensão da área de cavitação, que é um aspecto crucial de como o dispositivo opera sob várias condições.

A Importância do Comprimento de Cavitação

O comprimento de cavitação é a distância na qual as bolhas de vapor dominam o fluxo. Entender e medir esse comprimento é vital para garantir que o dispositivo venturi funcione corretamente. Ao prever com precisão esse comprimento através de modelagem e experimentação, os projetistas podem melhorar o desempenho dos sistemas de entrega de propelente criogênico.

Como a Cavitação Afeta a Propulsão?

Nos motores de foguetes, regular o fluxo de combustível é essencial. Venturis cavitantes podem manter uma taxa de fluxo constante, apesar de variações nas condições de pressão a montante. Essa confiabilidade é crucial para o sucesso dos sistemas de propulsão. Dispositivos de controle de fluxo passivos, como o venturi cavitante, podem simplificar o design ao eliminar a necessidade de controles mecânicos complexos.

Dinâmica do Fluxo de Duas Fases

A interação entre as fases líquida e gasosa no fluxo de duas fases é fascinante. À medida que as bolhas se formam na garganta do venturi, elas alteram como o líquido flui a jusante. Essa interação pode levar à turbulência e a um comportamento de mistura único que precisa ser estudado a fundo.

Desafios com Materiais Tradicionais

Os primeiros experimentos enfrentaram desafios devido à escolha dos materiais. Um venturi de acrílico não conseguiu aguentar as baixas temperaturas dos fluidos criogênicos, levando a rachaduras e padrões de fluxo irregulares. Isso destacou a importância de escolher os materiais certos para condições de temperatura específicas.

O Sucesso do Venturi de Alumínio

Trocar para um venturi de alumínio se mostrou eficaz. Esse material suportou as condições frias, permitindo observações mais claras da dinâmica das bolhas. Os experimentos realizados com o modelo de teste em alumínio geraram dados mais confiáveis sobre o comportamento de cavitação.

Técnicas de Visualização de Fluxo

Para estudar o fluxo de forma eficaz, os pesquisadores usaram câmeras de alta velocidade para capturar a dinâmica em ação. Isso permitiu a visualização em tempo real da formação, crescimento e colapso das bolhas, fornecendo insights cruciais sobre a física envolvida.

Analisando os Resultados Experimentais

Após realizar os experimentos, os resultados foram comparados com as previsões dos modelos numéricos. Essa comparação ajudou a refinar os modelos e deu feedback sobre sua precisão. Entender quão de perto os resultados modelados se alinham com as observações experimentais é vital para o desenvolvimento futuro desses sistemas.

Conclusão: Avançando os Sistemas de Propulsão de Foguetes

Em conclusão, o estudo da dinâmica das bolhas em venturis cavitantes, especialmente com fluidos criogênicos, traz grandes promessas para o avanço dos sistemas de propulsão de foguetes. Ao integrar modelagem numérica com técnicas experimentais, os pesquisadores podem transformar dinâmicas de fluxo complexas em aplicações práticas. Analisando cuidadosamente como as bolhas se comportam sob várias condições, podemos aumentar a eficiência e a confiabilidade de sistemas criogênicos, abrindo caminho para inovações futuras na exploração espacial.

Um Olhar Leve sobre a Cavitação

Imagine bolhas em uma bebida, mas em vez de te refrescarem, elas estão ocupadas colapsando e se fundindo em uma dança científica que mantém os motores de foguetes funcionando. No fim das contas, estudar o comportamento das bolhas pode levar a um futuro em que o transporte público não é só um incômodo—é uma aventura emocionante rumo ao espaço! A física por trás dessa aventura pode parecer complicada, mas a empolgação da exploração vale muito a pena!

Fonte original

Título: Bubble dynamics in a cavitating venturi

Resumo: Cryogenic fluids have extensive applications as fuel for launch vehicles in space applications and research. The physics of cryogenic flows are highly complex due to the sensitive nature of phase transformation from liquid to bubbly liquid and vapor, eventually resulting in cavitating flows at the ambient temperature owing to the very low boiling point of cryogenic fluids, which asserts us to classify such flows under multi-phase flow physics regime. This work elucidates the modeling of bubbly flow for cryogenic fluids such as liquid nitrogen in a converging-diverging venturi-like flow device known as cavitating venturi, a passive flow control metering device. The numerical works in literature are usually limited to modeling iso-thermal bubbly flows such as water devoid of involving energy equations because there is no occurrence of interface heat transfer as latent heat of vaporization of water is higher, unlike cryogenic fluids which are sensitive to phase change at ambient conditions. So, to realize an appropriate model for modeling cryogenic bubbly flows such as liquid nitrogen flow, the effect of heat transfer at the interface and convective heat transfer from the surrounding liquid to the traversing bubble needs to be included. Numerical modeling using an in-house code involving a finite-difference method The numerical results showed the importance of including the heat transport equation due to convection and at the interface of bubble-fluid as a significant source term for the bubble dynamics. The work is supported by computational simulation using a commercial CFD package for 2-dimensional simulations to predict a characterizing parameter, namely cavitation length. A limited flow visualization experiment using a high-speed camera is performed to study the cavitating zone length.

Autores: Premchand V Chandra, Anuja Vijayan, Pradeep Kumar P

Última atualização: 2024-12-26 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2412.05471

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2412.05471

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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