Tunicates: As Maravilhas Ocultas do Oceano
Descubra a vida intrigante e os vírus dos tunicados, criaturas marinhas que a natureza esqueceu.
Mary E. Petrone, Joe Grove, Rhys H. Parry, Kate Van Brussel, Jonathon C.O. Mifsud, Zuhairah Dindar, Shi-qiang Mei, Mang Shi, Olivia M. H. Turnbull, Ezequiel M. Marzinelli, Edward C. Holmes
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Índice
- O Ciclo de Vida dos Tunicados
- Diferentes Tipos de Tunicados
- A Importância Evolutiva dos Tunicados
- O Mundo Misterioso dos Vírus de Tunicados
- Descobertas Recentes e Suas Implicações
- A Ligação Entre Vírus e Evolução Animal
- A Árvore Genealógica Viral
- Um Olhar Mais Próximo nos Viromas de Tunicados
- Como Isso Afeta Nossa Compreensão dos Vírus?
- Coletando Amostras de Tunicados e Próximos Passos
- A Importância da Pesquisa Contínua
- A Conclusão
- Fonte original
- Ligações de referência
Tunicados, também conhecidos como "squirt do mar", são criaturas fascinantes que vivem nos oceanos ao redor do mundo. Eles pertencem a um grupo chamado Chordata, que é um nome grandão pra uma família que inclui não só tunicados, mas também peixes, aves e mamíferos. Mas tunicados não são os mais populares nas festas, já que são invertebrados marinhos que passam a maior parte da vida filtrando água pra comer.
Esses bichos vêm em formas e tamanhos diferentes, e são classificados em três grupos principais: Ascidiacea, Thaliacea e Appendicularia. Cada grupo tem seu próprio jeito de viver e aparência, mas todos compartilham algumas características bem legais.
O Ciclo de Vida dos Tunicados
Os tunicados são como as lagartas do oceano. Eles começam a vida como larvas pequenas e nadadoras que parecem girinos. Essa fase larval tem um plano corporal simples que inclui uma notocorda, uma estrutura que dá suporte. Depois de um tempo sendo livres, a larva encontra um lugar bacana pra se fixar—talvez uma pedra ou um naufrágio—onde se instala e passa por mudanças chocantes. Pense nisso como uma versão marinha de "Extreme Makeover: Home Edition."
Uma vez que se fixam, eles se transformam dramaticamente e viram adultos. Os tunicados adultos podem não parecer grande coisa; geralmente têm uma cobertura grossa, parecida com um túnica, feita de celulose. Essa túnica é o que dá o nome chique, Tunicata. Embora possam parecer simples, esses adultos têm um monte de órgãos responsáveis pela digestão, reprodução e circulação.
Diferentes Tipos de Tunicados
Embora todos os tunicados compartilhem algumas semelhanças, seus estilos de vida podem ser bem diferentes. Ascídias, por exemplo, costumam ser vistas em grupos em rochas e píeres, parecendo bolotas estranhas. Já os talídeos preferem flutuar na água aberta como medusas. Eles são frequentemente confundidos com balões pequenos subindo e descendo nas correntes oceânicas. Por fim, os Appendicularia são os verdadeiros mestres da criatividade. Eles constroem casinhas elaboradas feitas de muco pra pegar comida, que é mais ou menos como uma criança usando um forte de cobertor pra conseguir uns lanchinhos.
A Importância Evolutiva dos Tunicados
Os cientistas amam tunicados por mais razões do que só suas aparências esquisitas. Essas criaturas são cruciais pra entender a Evolução porque suas larvas têm estruturas que estão presentes em outros cordados, incluindo humanos. A descoberta da notocorda dos tunicados no século 19 ajudou os cientistas a perceber que esses carinhas são bem relacionados aos vertebrados.
Essa conexão gerou debates entre cientistas sobre quão próximos os tunicados estão dos vertebrados. Alguns pesquisadores argumentam que os lanceolados, outro tipo de cordado, estão mais relacionados aos vertebrados, enquanto outros acreditam que os tunicados levam a melhor. Independentemente de quem ganhe o debate evolutivo, é claro que os tunicados têm um papel chave na história da vida na Terra.
O Mundo Misterioso dos Vírus de Tunicados
Apesar de sua importância na árvore evolutiva, não se sabe muito sobre os vírus que infectam tunicados. Estudos recentes têm explorado o mundo microbiano, mostrando que os tunicados têm seu próprio viroma único. Isso significa que eles têm um conjunto de vírus que pode ser exclusivo deles.
Alguns surtos chamaram a atenção. Por exemplo, uma doença chamada síndrome da túnica mole afeta ascídias comestíveis, levando os cientistas a descobrir um novo tipo de vírus. Enquanto a suposição inicial era que um vírus era o culpado, acabou que um protista era o verdadeiro vilão. Que revezamento de culpados!
Descobertas Recentes e Suas Implicações
Os pesquisadores têm trabalhado duro analisando dados genéticos de tunicados pra esclarecer seus vírus. Eles coletaram uma quantidade impressionante de dados—3.499 amostras, pra ser exato—na tentativa de identificar todos os diferentes vírus que habitam essas criaturas estranhas. Os resultados? Um tesouro de diversidade viral que sugere que os tunicados são mais do que só móveis subaquáticos.
Entre os vírus encontrados, há um grupo relacionado à gripe. Isso mesmo, você leu certo! O vírus da gripe apareceu entre nossos amigos tunicados, e isso tem deixado os cientistas coçando a cabeça. Como é que um vírus que normalmente causa resfriados em humanos conseguiu chegar aos tunicados? O mistério continua!
A Ligação Entre Vírus e Evolução Animal
A revelação de que vírus semelhantes à gripe estão circulando entre os tunicados levanta questões interessantes sobre a evolução dos vírus de RNA. À medida que os pesquisadores se aprofundam na composição genética desses vírus, eles se perguntam se algumas dessas linhagens virais existiram antes da evolução dos vertebrados. Imagine se os vírus que conhecemos hoje realmente tinham ancestrais vagando por aí na época dos primeiros cordados!
Há também a noção intrigante de como o desenvolvimento do sistema imunológico nos vertebrados pode ter influenciado a diversidade viral. Se os vírus evoluíram junto com seus hospedeiros, entender como isso aconteceu pode abrir uma janela sobre como as doenças se desenvolveram nos vertebrados, desde o começo.
A Árvore Genealógica Viral
Conforme os pesquisadores continuaram analisando os dados, eles descobriram mais famílias virais. Algumas dessas famílias são conhecidas por causar doenças em peixes. Os pesquisadores encontraram sequências desses vírus nas bibliotecas de tunicados, sugerindo uma possível história compartilhada. É como descobrir que você e um primo distante adoram abacaxi na pizza—estranho, né?
Enquanto investigavam os detalhes genéticos, certos vírus se destacaram. Alguns compartilharam sequências com o vírus da gripe e outros vírus conhecidos, sugerindo uma relação de longa data que remonta a milhões de anos. É como uma reunião de família para os vírus!
Um Olhar Mais Próximo nos Viromas de Tunicados
Os dados coletados revelaram que os tunicados são lar das gerações de vírus. Alguns vírus tinham estruturas identificáveis, enquanto outros ainda estavam escondidos, esperando que os cientistas descobrissem mais sobre eles.
Pesquisadores encontraram alguns vírus que pareciam ter origens entre invertebrados aquáticos, apontando para uma ancestralidade comum com vírus que infectam vertebrados. Isso sugere que, conforme os vertebrados evoluíram, eles podem ter absorvido vírus que estavam presentes em seus ancestrais invertebrados.
Como Isso Afeta Nossa Compreensão dos Vírus?
Uma das grandes perguntas que os cientistas querem responder é se os vírus associados aos tunicados compartilham uma relação mais próxima com aqueles que infectam vertebrados ou outros invertebrados. Isso poderia mudar nossa forma de pensar sobre a evolução dos vírus e das doenças.
Se ficar provado que esses vírus estão mais próximos dos que infectam vertebrados, isso pode significar que eles estavam por aí muito antes da evolução dos vertebrados. Esse conhecimento pode mudar nossa abordagem em pesquisas sobre doenças e nossa compreensão do comportamento viral ao longo do tempo.
Coletando Amostras de Tunicados e Próximos Passos
Pra entender melhor os viromas nos tunicados, os pesquisadores coletaram amostras de dois momentos diferentes no Porto de Sydney. O objetivo? Expandir a árvore genealógica viral e aprender mais sobre esse relacionamento interessante entre tunicados e seus vírus.
Mas ainda há muito mais a descobrir. Alguns vírus identificados nesses estudos não se encaixam perfeitamente em categorias conhecidas, sugerindo que pode haver novas famílias esperando para serem descobertas. Pense nisso como um mapa do tesouro levando a um ouro viral inexplorado!
A Importância da Pesquisa Contínua
Enquanto os cientistas continuam analisando suas descobertas, uma coisa é clara: os tunicados são mais do que apenas criaturas marinhas esquisitas. Eles são registros vivos e respirantes da história evolutiva. Estudando seus vírus, os pesquisadores podem aprender muito sobre o passado e como isso interage com o presente.
Dada a potencialidade que os vírus de tunicados têm para remodelar nossa compreensão da evolução dos vírus de RNA em animais, a pesquisa contínua é prioridade. Com mais amostras e dados, os cientistas podem desbloquear novos mistérios. O playground viral do oceano está só esperando pra ser explorado!
A Conclusão
Resumindo, tunicados podem não ser a vida da festa do oceano, mas certamente são protagonistas na história da evolução. Suas características únicas, combinadas com a vasta diversidade de vírus que hospedam, fazem deles dignos da nossa atenção. A jornada de descoberta em torno dos tunicados e seus vírus está apenas começando, e quem sabe que outras surpresas nos aguardam nas profundezas do mar? Só lembre-se, da próxima vez que você ver um "squirt do mar", pode haver mais do que aparenta—como um mundo inteiro de vírus escondido atrás de sua aparência discreta!
Fonte original
Título: Tunicate metatranscriptomes reveal ancient virus-host co-divergence and inter-order recombination in the evolutionary history of disease-causing viruses
Resumo: Tunicates are a key transitional taxon in animal evolution as the closest extant invertebrate relatives of the vertebrates. Their viruses may also reflect this transitional state. Yet, it is not known whether tunicate viruses are more closely related to vertebrate- or invertebrate-infecting viral lineages. We analysed primary and publicly available RNA libraries to extend the known diversity of tunicate-associated viruses and determine their relationship to viruses of other animals. We present evidence that influenza viruses, alphaviruses, and some mononegaviruses emerged prior to the evolution of vertebrates. We also show that the recombination of glycoproteins between different orders of RNA viruses, including between positive- and negative-sense viruses, may have shaped the evolution of multiple lineages. Our study reveals that some disease-causing RNA virus lineages were present in early chordates and highlights that the evolution of structural genes may be incongruent with that of the highly conserved RNA-dependent RNA polymerase.
Autores: Mary E. Petrone, Joe Grove, Rhys H. Parry, Kate Van Brussel, Jonathon C.O. Mifsud, Zuhairah Dindar, Shi-qiang Mei, Mang Shi, Olivia M. H. Turnbull, Ezequiel M. Marzinelli, Edward C. Holmes
Última atualização: 2024-12-16 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.12.15.628590
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.12.15.628590.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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