Entendendo a Apatia Comportamental e a Atividade Física
Uma olhada em como a apatia afeta a motivação para atividade física.
Matthieu P. Boisgontier, A. Farajzadeh, F. Jabouille, N. Benoit, O. Bezeau, T. Bourgie, B. Gerro, J. Ouimet
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Índice
- Por que a Apatia é Importante?
- A Conexão Entre Apatia e Atividade Física
- Fatores que Influenciam a Atividade Física
- O Papel da Intenção na Atividade Física
- O Papel das Atitudes
- Explorando a Relação Entre Apatia, Intenção e Atitudes
- Metodologia da Pesquisa
- Resultados e Observações
- Implicações dos Resultados
- Limitações e Desafios
- Conclusão
- Fonte original
Apatia comportamental é quando a pessoa tem dificuldade em encontrar motivação para agir. Isso pode afetar várias partes da vida dela, deixando difícil planejar e realizar atividades. A apatia pode surgir em problemas de Saúde como demência, doença de Parkinson e após um AVC. Isso pode levar a uma diminuição na Atividade Física, impactando a saúde e o bem-estar geral.
Por que a Apatia é Importante?
Apatia não é só sobre estar preguiçoso; pode ter consequências sérias. Pesquisas mostram que pessoas com apatia podem enfrentar vários desafios de saúde, incluindo:
- Maior fragilidade
- Queda na funcionalidade diária
- Qualidade de vida reduzida
- Taxas de mortalidade mais altas
- Aumento dos custos de saúde
Além disso, ser menos ativo pode prejudicar ainda mais a saúde de quem está com apatia. A falta de atividade física está ligada a vários problemas de saúde, como declínio cognitivo, doenças cardíacas, diabetes e obesidade.
A Conexão Entre Apatia e Atividade Física
Fazer atividade física é essencial para manter uma boa saúde. No entanto, pessoas com apatia costumam encontrar dificuldade em se exercitar. A apatia pode reduzir a motivação, dificultando o planejamento ou a realização de atividades físicas.
Entender o que impulsiona a atividade física em pessoas com apatia pode ajudar a desenvolver programas de reabilitação melhores. Esse entendimento pode levar a intervenções que incentivem a atividade física e melhorem a saúde geral de quem sofre com a apatia.
Fatores que Influenciam a Atividade Física
Vários fatores podem influenciar a intenção de uma pessoa em ser fisicamente ativa, especialmente em quem está com apatia.
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Intenção: É o compromisso que a pessoa faz para participar de um comportamento específico, como se exercitar. Se alguém pretende ser ativo, é mais provável que siga em frente. Mas só ter a intenção não é suficiente; muitas pessoas com boas Intenções ainda não se exercitam regularmente.
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Atitudes: Os sentimentos de uma pessoa em relação à atividade física também podem influenciar seu comportamento. Atitudes positivas em relação ao exercício podem aumentar a probabilidade de se envolver em atividade física. Existem dois tipos de atitudes:
- Atitudes Explícitas: Esses são pensamentos e opiniões conscientes sobre atividade física que as pessoas podem compartilhar facilmente.
- Atitudes Automáticas: Esses são sentimentos ou reações inconscientes em relação à atividade física que podem influenciar o comportamento sem que a pessoa tenha plena consciência.
O Papel da Intenção na Atividade Física
A intenção tem um papel crucial em saber se uma pessoa vai se envolver em atividade física. Quando indivíduos com apatia têm uma forte intenção de ser ativos, é mais provável que encontrem energia e motivação para seguir em frente.
Pesquisas indicam que mesmo que alguém queira se exercitar, pode não agir sempre conforme essa intenção. Muitas pessoas não conseguem se envolver em atividade física apesar da intenção, porque barreiras como falta de motivação ou energia aparecem.
O Papel das Atitudes
As atitudes em relação à atividade física podem afetar significativamente a participação ativa. Sentimentos positivos sobre exercício podem aumentar a disposição da pessoa para ser ativa, enquanto sentimentos negativos podem levar à evitação.
Atitudes explícitas podem ser medidas e geralmente são avaliadas através de perguntas diretas sobre como a pessoa se sente em relação à atividade física. Por outro lado, atitudes automáticas podem ser mais sutis, refletindo as experiências passadas do indivíduo com exercícios.
Explorando a Relação Entre Apatia, Intenção e Atitudes
Compreender como a apatia influencia a atividade física através da intenção e da atitude pode ajudar a melhorar intervenções de saúde. Pesquisas sugerem que níveis mais altos de apatia podem levar a intenções mais baixas de ser fisicamente ativo.
Além disso, a forma como a pessoa se sente em relação à atividade física pode mediar essa relação. Por exemplo, se alguém com apatia desenvolve uma atitude mais positiva em relação à atividade física, a intenção de se engajar nela pode aumentar, levando a níveis mais altos de atividade.
Metodologia da Pesquisa
Para o estudo que explora essas relações, os participantes foram recrutados de várias fontes, incluindo redes sociais e faculdades de saúde. Eles foram solicitados a preencher questionários relacionados à sua apatia, níveis de atividade física e atitudes em relação ao exercício.
Os participantes passaram por testes para avaliar tanto suas respostas intencionais quanto automáticas em relação à atividade física. Vários fatores de controle, como idade e condições de saúde, foram considerados para garantir resultados abrangentes.
Resultados e Observações
O estudo encontrou uma ligação clara entre apatia e atividade física.
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Intenção como Mediadora: Os resultados mostraram que a intenção tem um papel mediador importante na relação entre apatia e níveis de atividade física. Quando pessoas com apatia mais alta foram questionadas sobre suas intenções, foi descoberto que muitas relataram níveis mais baixos de intenção de se envolver em atividade física.
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Atitudes Explícitas: Apatia mais alta também estava associada a atitudes explícitas mais negativas em relação à atividade física, o que diminuiu ainda mais sua intenção de ser ativo.
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Atitudes Automáticas: Reações automáticas em relação a estímulos de atividade física também foram influenciadas pelos níveis de apatia. Participantes com menores níveis de apatia demonstraram uma maior tendência a se aproximar de estímulos de atividade física enquanto evitavam os sedentários.
Implicações dos Resultados
Compreender a conexão entre apatia, intenção e atitudes pode ajudar a criar programas melhores que promovam a atividade física entre aqueles afetados pela apatia.
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Intenção Aumentada: Para incentivar mais atividade física, as intervenções devem focar em aumentar a intenção de ser ativo da pessoa. Isso pode envolver estabelecer metas alcançáveis e fomentar um compromisso com a atividade física.
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Melhorando Atitudes: Programas que fomentam atitudes positivas em relação à atividade física também podem ser benéficos. Isso pode incluir tornar o exercício divertido ou encontrar atividades agradáveis que ressoem com indivíduos que experimentam apatia.
Limitações e Desafios
Embora os resultados do estudo ofereçam insights valiosos, existem limitações a considerar. A natureza online do estudo pode ter introduzido distrações que podem afetar as respostas dos participantes. Além disso, confiar em níveis de atividade física auto-relatados pode não fornecer uma imagem precisa da atividade real de alguém.
Conclusão
Apatia comportamental afeta muitas pessoas e pode reduzir significativamente seus níveis de atividade física. Essa condição está ligada a intenções mais baixas e atitudes negativas em relação ao exercício. Focando em aumentar intenções e melhorar atitudes em relação à atividade física, é possível promover um maior engajamento em atividades físicas entre aqueles que lutam com a apatia.
Criar intervenções personalizadas que abordem esses fatores pode levar a melhores resultados na melhoria da saúde física e da qualidade de vida geral dos indivíduos que experimentam apatia.
Fonte original
Título: Apathy, intentions, explicit attitudes, and approach-avoidance tendencies in physical activity behavior
Resumo: BackgroundGreater behavioral apathy has been shown to be associated with lower engagement in physical activity. However, the mechanisms underlying this association remain overlooked and poorly understood. Intentions, explicit attitudes, and approach-avoidance tendencies toward physical activity may play a central role in the relationship, given their strong links to motivation and physical activity. MethodsAn online study was conducted in 365 participants aged 54{+/-}18 years. All measures were assessed using questionnaires, except approach-avoidance tendencies, which were derived from reaction times in an approach-avoidance task. Component mediation analyses based on multiple linear regressions were conducted to examine whether the intention to be physically active mediated the relationship between behavioral apathy levels and usual physical activity levels, and whether explicit attitudes and approach-avoidance tendencies mediated the relationship between behavioral apathy and the intention. ResultsResults showed that weaker intentions to be physically active mediated the association between higher behavioral apathy and lower usual weekly levels of moderate-to-vigorous physical activity. In addition, explicit attitudes mediated the effect of behavioral apathy on intentions to be physically active. Results on approach-avoidance tendencies showed a significant three-way interaction between apathy, stimulus (physical activity vs. sedentary behavior), and action direction (approach vs. avoidance) on corrected reaction time (b = 19.6; 95CI = 2.0 to 37.3; p = .029), with higher apathy being associated with a greater tendency to avoid physical activity stimuli and to approach sedentary stimuli. However, we found no evidence suggesting that these tendencies mediated the effect of apathy on intentions or habitual physical activity. Based on our data, a mean item score greater than 34.5% of the scale range (e.g., >3.07 on a 1-7 scale) is indicative of behavioral apathy. ConclusionThis study provides new insights into the role of intentions, explicit attitudes, and approach-avoidance tendencies toward physical activity in the relationship between behavioral apathy levels and the engagement in physical activity.
Autores: Matthieu P. Boisgontier, A. Farajzadeh, F. Jabouille, N. Benoit, O. Bezeau, T. Bourgie, B. Gerro, J. Ouimet
Última atualização: 2024-12-02 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.16.24310493
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.16.24310493.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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