Novas Descobertas sobre Proteínas Associadas à Transcrição
Estudo revela a diversidade e o papel dos TAPs na evolução.
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Índice
- Complexidade Morfológica e Redes Reguladoras de Genes
- A Evolução das Plantas e Algas
- Analisando o Complemento de TAP em Archaeplastida
- Métodos de Coleta de Dados e Análise
- Adicionando Novas Famílias de TAP
- Definindo Limiares e Regras Específicas
- Suporte Filogenético para Subfamílias
- O Script TAPscan e Sua Funcionalidade
- Análise Estatística e Interpretação de Dados
- Resultados e Observações
- Entendendo a Diversidade de TAP em Algas Estreptófitas e Plantas Terrestres
- Conclusões e Direções Futuras
- Informações Suplementares
- Fonte original
- Ligações de referência
Proteínas associadas à transcrição, conhecidas como TAPs, são super importantes na regulação de genes. Elas são essenciais pra ligar ou desligar genes nos organismos vivos. Os TAPs se dividem em duas categorias principais: Fatores de Transcrição (TFs) e Reguladores Transcricionais (TRs).
Os fatores de transcrição se ligam a sequências específicas de DNA pra promover ou bloquear o processo de transcrição, que é o primeiro passo pra fazer proteínas a partir dos genes. Já os reguladores transcricionais atuam interagindo com outras proteínas. Eles podem ajudar no processo de transcrição ou influenciar como o DNA é organizado na célula, afetando a acessibilidade dos genes.
Tem também as proteínas chamadas TAPs putativos (PTs), que são suspeitas de ter um papel na regulação da transcrição, mas suas funções exatas ainda não são bem entendidas.
Uma ferramenta chamada TAPscan foi criada pra ajudar os cientistas a identificar diferentes famílias de TAPs no genoma de vários organismos. No começo, era focada em plantas, mas agora foi melhorada pra incluir muitos tipos de algas também.
Complexidade Morfológica e Redes Reguladoras de Genes
A complexidade da forma e estrutura de um organismo pode ser ligada à forma como suas redes reguladoras de genes (GRNs) funcionam. Nas algas verdes, sugere-se que complementos de TAPs mais complexos estão relacionados a organismos que têm uma maior variedade de tipos celulares.
No grupo conhecido como Chloroplastida, há uma conexão entre um conjunto mais complexo de TAPs e formas de vida mais complicadas, como aquelas com diferentes tipos de células. Esse grupo inclui várias algas e plantas terrestres.
Os ancestrais das plantas verdes e seus parentes eram acreditados como tendo vivido na água, provavelmente em água doce. Com o tempo, algumas algas passaram de viver na água pra se adaptar à terra. Essa mudança significativa, conhecida como transição da água para a terra, ocorreu há cerca de 500 milhões de anos, levando ao desenvolvimento de plantas terrestres.
Estudos filogenéticos mostraram que as plantas terrestres estão intimamente relacionadas a certas algas de água doce, indicando que a mudança para a terra provavelmente aconteceu através dos ancestrais comuns desses organismos.
A Evolução das Plantas e Algas
À medida que a vida evoluiu e se adaptou à terra, muitos desafios surgiram, incluindo lidar com a perda de água, mudanças de temperatura e exposição à luz intensa. Algas que viviam em água doce frequentemente se saíam melhor nessas novas condições do que suas equivalentes marinhas. Algumas dessas algas de água doce também se adaptaram pra viver em solo úmido e superfícies rochosas.
Certas características das algas estreptófitas, como a capacidade de tolerar seca e suas paredes celulares flexíveis, as tornaram mais resilientes a viver em um ambiente terrestre. Com base na capacidade de resistir à desidratação, algumas espécies de Zygnematophyceae são agrupadas com as plantas terrestres como plantas que podem lidar com condições secas.
Isso sugere que os ancestrais das plantas terrestres provavelmente tinham características que permitiram que se ajustassem a viver na terra, o que levou à grande variedade de plantas terrestres que vemos hoje.
Analisando o Complemento de TAP em Archaeplastida
Um estudo foi realizado pra analisar o complemento de TAP em Archaeplastida, que inclui uma gama de organismos, desde algas até plantas terrestres. Uma atualização significativa foi feita na ferramenta TAPscan pra ajudar a identificar 18 novas famílias de TAP, melhorando sua capacidade de estudar padrões evolutivos entre várias espécies.
Os pesquisadores usaram diferentes conjuntos de dados para análise, focando na diversidade das espécies e na evolução inicial dos TAPs nas algas estreptófitas. Esses conjuntos de dados combinaram informações de genomas sequenciados anteriormente e incluíram uma ampla gama de organismos para estudos comparativos.
Métodos de Coleta de Dados e Análise
Três conjuntos de dados principais foram usados para as análises. O primeiro conjunto era amplo, incluindo muitas espécies diferentes pra definir referências para identificar novas famílias de TAP. O segundo conjunto focou especificamente nas algas estreptófitas pra entender melhor a evolução dos TAPs. O terceiro incluiu espécies diversas pra aplicações práticas na interface do usuário.
Os cientistas examinaram dados genômicos de várias espécies dentro do Archaeplastida, bem como outros organismos fotossintéticos. Eles tinham como objetivo estabelecer novas famílias de TAP e refinar as classificações existentes com base em pesquisas atualizadas e análise de domínios.
Adicionando Novas Famílias de TAP
Pra melhorar a ferramenta, os pesquisadores olharam pra publicações recentes pra estabelecer novas famílias de TAP. Eles usaram padrões estabelecidos pra guiar suas classificações. Como parte do processo, analisaram certos domínios de proteínas e registraram suas descobertas pra melhorar a sensibilidade e a precisão na detecção de TAP.
Isso envolveu utilizar bancos de dados existentes e, quando necessário, criar perfis personalizados para famílias de TAP com base em alinhamentos de sequências. Pra desenvolver novos perfis, os pesquisadores reuniram as sequências necessárias de publicações e bancos de dados selecionados.
Definindo Limiares e Regras Específicas
Cada perfil de TAP inclui critérios específicos pra determinar sua importância. Os pesquisadores definiram parâmetros cuidadosamente pra garantir classificações confiáveis, descartando sequências que não atendiam aos limites estabelecidos. Esses limites e regras de classificação foram essenciais pra garantir a detecção consistente e precisa das famílias de TAP.
Os cientistas também atualizaram regras de classificação pra algumas famílias com base em descobertas recentes pra aumentar a precisão e garantir a identificação adequada das proteínas.
Suporte Filogenético para Subfamílias
Árvores filogenéticas foram geradas pra apoiar a divisão de certas famílias de TAP em subfamílias. Esse passo envolveu analisar as relações e distribuições das sequências dentro dessas famílias pra entender melhor seus caminhos evolutivos.
Confirmando a presença de sequências específicas dentro das árvores, os pesquisadores puderam classificar e separar com precisão as subfamílias recém-definidas.
O Script TAPscan e Sua Funcionalidade
A ferramenta TAPscan atualizada automatiza o processo de anotação e fornece saídas detalhadas sobre a classificação de TAPs. Após executar as análises necessárias, diferentes saídas resumem quantas sequências correspondem a cada família de TAP, ajudando os pesquisadores a entender a diversidade e a distribuição dessas proteínas.
A versão atualizada permitiu uma diferenciação avançada dentro das famílias, possibilitando uma compreensão mais clara de suas relações e funções.
Análise Estatística e Interpretação de Dados
Pra avaliar os dados coletados, vários testes estatísticos foram realizados pra identificar diferenças significativas na abundância de TAP entre diferentes grupos. Isso incluiu comparar números entre algas e plantas terrestres pra confirmar as tendências evolutivas observadas.
Através dessas análises, os pesquisadores conseguiram inferir ganhos e perdas específicos de linhagens das famílias de TAP, melhorando sua compreensão de como essas proteínas se adaptaram ao longo da história evolutiva.
Resultados e Observações
A ferramenta TAPscan, em sua versão atualizada, compreende 18 subfamílias adicionais. Os pesquisadores melhoraram a sensibilidade com sucesso, o que permitiu um rastreamento detalhado das famílias de TAP ao longo da história evolutiva. Essa expansão possibilitou uma anotação mais precisa das famílias de TAP e seus domínios associados.
A nova versão do TAPscan melhora significativamente a capacidade dos pesquisadores de analisar complementos de TAP, especialmente em plantas terrestres e seus parentes mais próximos nas algas. Os TAPs mostram mais complexidade e riqueza nas plantas terrestres comparadas às suas contrapartes algais.
As descobertas indicam um aumento gradual na complexidade das famílias de TAP à medida que os organismos evoluíam, destacando a relevância dessas proteínas na adaptação a novos ambientes e na formação de organismos mais complexos.
Entendendo a Diversidade de TAP em Algas Estreptófitas e Plantas Terrestres
O estudo descobriu que as algas estreptófitas, particularmente aquelas intimamente relacionadas às plantas terrestres, apresentam uma alta diversidade de TAPs. Uma análise de componentes principais ajudou a visualizar como diferentes espécies se agruparam com base em seus complementos de TAP, revelando padrões evolutivos e sugerindo expansões significativas em famílias específicas.
A análise confirmou que muitas famílias de TAP foram adquiridas em vários pontos da história, com ganhos significativos observados em algas estreptófitas e expansões subsequentes em plantas terrestres.
Conclusões e Direções Futuras
No geral, as descobertas apoiam a noção de que o aumento da complexidade morfológica nas formas de vida está intimamente ligado à evolução dos TAPs. A ferramenta TAPscan agora serve como um recurso valioso pra estudar essas proteínas em detalhes, ajudando os pesquisadores a entender as redes regulatórias que governam vários processos biológicos.
À medida que mais dados genômicos se tornam disponíveis, a pesquisa contínua promete revelar mais insights sobre a paisagem evolutiva dos TAPs, suas funções e sua importância na transição da vida aquática para a terrestre.
Informações Suplementares
O estudo incluiu diversos materiais suplementares detalhando conjuntos de dados, complementos de TAP de várias espécies, resultados de testes estatísticos e classificações. Mais recursos, incluindo repositórios para TAPscan e ferramentas relacionadas, foram disponibilizados, promovendo acessibilidade e uso dentro da comunidade de pesquisa.
Em resumo, a atualização abrangente do TAPscan e a compreensão das famílias de TAP contribuem significativamente para o campo da biologia vegetal e a exploração dos mecanismos evolutivos que fundamentam a vida na terra.
Título: Enhanced sensitivity of TAPscan v4 enables comprehensive analysis of streptophyte transcription factor evolution
Resumo: Transcription associated proteins (TAPs) fulfill multiple functions in regulatory and developmental processes and display lineage-specific evolution. TAPscan is a comprehensive and highly reliable tool for genome-wide TAP annotation via domain profiles. Here, we present TAPscan v4, including an updated web interface (https://tapscan.plantcode.cup.uni-freiburg.de/), which enables an in-depth representation of the distribution of 138 TAP families across 678 species from diverse groups of organisms, with a focus on Archaeplastida (plants in the wide sense). With this release, we also make the underlying "Genome Zoo" available, a curated protein data set with scripts and metadata. 18 new TAP (sub)families were added as part of the update. Nine of those were gained in the most recent common ancestor of the Streptophyta (comprising streptophyte algae and land plants), or within the streptophyte algae. More than one-third of all detected TAP family gains were identified during the evolution of streptophyte algae, before the emergence of land plants, and are thus likely to have been significant for plant terrestrialization. The TAP complement of the Zygnematophyceae was identified to be the most similar to that of land plants, consistent with the finding that this lineage is sister to land plants. Overall, our data retrace the evolution of streptophyte TAPs, allowing us to pinpoint the regulatory repertoire of the earliest land plants.
Autores: Stefan A Rensing, R. Petroll, D. Varshney, S. Hiltemann, H. Finke, M. Schreiber, J. de Vries
Última atualização: 2024-07-13 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.13.602682
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.13.602682.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.
Obrigado ao biorxiv pela utilização da sua interoperabilidade de acesso aberto.
Ligações de referência
- https://madland.science/
- https://github.com/Rensing-Lab/Genome-Zoo
- https://github.com/Rensing-Lab/TAPscan-v4-website
- https://github.com/lh3/seqtk
- https://github.com/rambaut/figtree
- https://github.com/Rensing-Lab/TAPscan-classify
- https://tapscan.plantcode.cup.uni-freiburg.de
- https://toolshed.g2.bx.psu.edu/
- https://usegalaxy.eu
- https://usegalaxy.eu/tool_runner?tool_id=toolshed.g2.bx.psu.edu%2Frepos%2Fbgruening%2Ftapscan%2Ftapscan_classify%2F4.74%2Bgalaxy0
- https://github.com/bgruening/galaxytools/tree/master/tools/tapscan
- https://tapscan.plantcode.cup.uni-freiburg.de/
- https://usegalaxy.eu/