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# Física# Astrofísica das Galáxias

O Impacto do Feedback de AGN na Evolução das Galáxias

Pesquisas destacam o papel do feedback de AGN no desenvolvimento de buracos negros e galáxias.

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Buracos Negros supermassivos (SMBHs) estão no centro da maioria das Galáxias grandes. Eles começam como sementes menores e crescem puxando Gás. À medida que acumulam esse gás, emitem muita energia, tornando-se extremamente brilhantes e visíveis de longe. Essas regiões brilhantes são chamadas de Núcleos Galácticos Ativos (AGN). A energia dos AGNs afeta as áreas ao redor nas galáxias, especialmente o meio interestelar (ISM), que é o gás e a poeira entre as estrelas.

Entender como os AGNs influenciam suas galáxias hospedeiras é importante. Eles podem regular a Formação de Estrelas, impedir que o gás caia no buraco negro e até moldar a própria galáxia. Observações mostram que há conexões entre o tamanho dos buracos negros e várias características de suas galáxias hospedeiras, como quanta massa elas têm e quão rápido suas estrelas se movem.

O Papel do Feedback de AGN

O feedback de AGN se refere à energia e momento que os AGNs fornecem ao ISM e, por consequência, às suas galáxias hospedeiras. Existem várias maneiras desse feedback ocorrer, como através de jatos ou ventos poderosos. Esses processos ou empurram o gás para longe do buraco negro ou o esquentam, o que pode alterar o comportamento da formação de estrelas na galáxia.

No passado, os cientistas usaram simulações para estudar como o feedback de AGN afeta a formação e evolução de galáxias. No entanto, muitas dessas simulações têm limitações devido à vasta gama de escalas que precisam considerar, desde regiões pequenas perto do buraco negro até áreas muito maiores da galáxia hospedeira.

Simulando e Estudando o Feedback de AGN

Este estudo usa simulações avançadas para investigar como o feedback de AGN influencia galáxias isoladas. Ao usar simulações de alta resolução, os pesquisadores podem entender melhor a transferência de energia entre AGNs e o ISM, particularmente próximo aos buracos negros.

As simulações utilizam um modelo específico chamado SMUGGLE, que representa com precisão o comportamento complexo do ISM. O objetivo é observar como diferentes tipos de galáxias, incluindo aquelas com diferentes quantidades de gás, respondem ao feedback de AGN ao longo de longos períodos.

Tipos de Galáxias no Estudo

Três tipos de galáxias são examinadas na simulação:

  1. Galáxias semelhantes à Via Láctea: Essas têm pouco gás e um disco fino de gás e estrelas. Elas representam galáxias mais maduras onde a formação de estrelas desacelerou.
  2. Galáxias semelhantes à Nuvem Magalhães Menor: Estas são galáxias menores e ricas em gás, com discos de gás mais espessos. Elas apresentam explosões mais frequentes de formação de estrelas.
  3. Galáxias Infravermelhas Luminosa: Essas galáxias têm quantidades significativas de gás formador de estrelas e também são espessas.

Ao estudar esses três tipos de galáxias, a pesquisa visa avaliar como o feedback de AGN pode diferir com base na estrutura e no conteúdo de gás da galáxia.

Descobertas sobre o Crescimento de Buracos Negros

As simulações revelam que o feedback de AGN desempenha um papel crucial na regulação do crescimento de buracos negros dentro das galáxias. Quando o feedback de AGN é baixo em relação à energia das estrelas, há pouco efeito na formação de estrelas ou na quantidade de gás expelido. No entanto, quando o feedback de AGN é mais forte, há uma diminuição notável nas taxas de formação de estrelas e um aumento nas saídas de gás.

Por exemplo, em galáxias onde o feedback de AGN é dominante, a formação de estrelas cai significativamente. Isso geralmente acontece em discos de gás mais compactos, como o da Via Láctea, onde a energia do AGN pode escapar facilmente pelas áreas mais finas do disco, sem afetar muito o gás.

Por outro lado, em galáxias com discos mais espessos, como a SMC, o feedback de AGN funciona de forma mais eficaz. Isso resulta em saídas mais fortes e um papel maior na redução da formação de estrelas.

Gás em Saída

Um dos aspectos críticos estudados nas simulações é o movimento do gás, ou saída, da região central da galáxia. Em galáxias com feedback de AGN, o gás em saída consiste principalmente em gás quente e difuso. As simulações mostram que esse gás em saída pode ter temperaturas e velocidades variadas, o que pode alterar fundamentalmente as características da galáxia.

Os efeitos do feedback de AGN variam significativamente entre os tipos de galáxias. Por exemplo, nas galáxias semelhantes à Via Láctea, o feedback de AGN leva a uma entrada líquida de gás, pois a energia escapa sem fazer muito trabalho no ISM. Em contraste, para galáxias semelhantes à SMC, onde o disco é muito mais espesso, o feedback de AGN pode expulsar muito gás, mostrando uma forte presença de saída.

Mudanças nas Taxas de Formação de Estrelas

As taxas de formação de estrelas são influenciadas pela forma como o feedback de AGN interage com o ISM. Nas simulações, foi observado que o feedback de AGN pode reduzir as taxas de formação de estrelas em todos os três tipos de galáxias, embora o efeito seja menos consistente nas galáxias tipo Sbc, que ainda mantêm um padrão de formação de estrelas explosivo.

Nas simulações, a SMC viu a maior redução na formação de novas estrelas, seguida pelas galáxias semelhantes à Via Láctea, enquanto as galáxias tipo Sbc apresentaram apenas pequenas alterações.

Importância da Morfologia da Galáxia

As simulações demonstram que a estrutura de uma galáxia, particularmente a espessura de seu disco de gás, afeta significativamente como o feedback de AGN funciona. Em discos finos, o feedback tende a se ventilar rapidamente, causando mínima interação com o gás. Em contrapartida, discos mais espessos permitem que o feedback de AGN faça mais trabalho antes de escapar, levando a mudanças mais significativas na formação de estrelas e no fluxo de gás.

Essa resposta variada sublinha a complexidade de como as galáxias evoluem e como os mecanismos de feedback interagem em diferentes estágios de seu ciclo de vida.

Resumo das Principais Descobertas

Esta pesquisa ilumina vários aspectos importantes:

  • O feedback de AGN tem um papel significativo e complexo na regulação do crescimento de buracos negros e na formação de estrelas nas galáxias.

  • A eficiência do feedback de AGN depende bastante da estrutura do disco de gás, com discos mais espessos permitindo um acoplamento e feedback mais eficazes.

  • Diferentes tipos de galáxias respondem de maneiras únicas à influência de AGN, resultando em efeitos variados na formação de estrelas e no comportamento de saída.

No geral, entender o feedback de AGN oferece insights valiosos sobre como galáxias e seus buracos negros centrais evoluem ao longo de longos períodos e como suas interações moldam a estrutura do universo como um todo.

Direções Futuras

O estudo abre várias avenidas para pesquisas futuras, especialmente em examinar galáxias em fusão. Galáxias em fusão podem levar a explosões intensas de formação de estrelas e maior atividade de AGN, o que pode ter efeitos profundos na evolução da galáxia.

A exploração contínua do feedback de AGN e suas complexidades oferece um campo rico de estudo, destacando a relação dinâmica entre buracos negros e suas galáxias hospedeiras. À medida que os pesquisadores refinam seus modelos e simulações, podem obter insights mais profundos sobre a dança cósmica de matéria e energia que molda nosso universo.

Em resumo, esta pesquisa ilustra a interação entre buracos negros e galáxias, aumentando nossa compreensão dos processos que governam sua evolução no cosmos.

Fonte original

Título: AGN feedback in isolated galaxies with a SMUGGLE multiphase ISM

Resumo: Feedback from active galactic nuclei (AGN) can strongly impact the host galaxies by driving high-velocity winds that impart substantial energy and momentum to the interstellar medium (ISM). In this work, we study the impact of these winds in isolated galaxies using high-resolution hydrodynamics simulations. Our simulations use the explicit ISM and stellar evolution model called Stars and MUltiphase Gas in GaLaxiEs (SMUGGLE). Additionally, using a super-Lagrangian refinement scheme, we resolve AGN feedback coupling to the ISM at $\sim$10-100 pc scales. We find that AGN feedback efficiently regulates the growth of SMBHs. However, its effect on star formation and outflows depends strongly on the relative strengths of AGN vs local stellar feedback and the geometrical structure of the gas disk. When the energy injected by AGN is subdominant to that of stellar feedback, there are no significant changes in the star formation rates or mass outflow rates of the host galaxy. Conversely, when the energy budget is dominated by the AGN, we see a significant decline in the star formation rates accompanied by an increase in outflows. Galaxies with thin gas disks like the Milky Way allow feedback to escape easily into the polar directions without doing much work on the ISM. In contrast, galaxies with thick and diffuse gas disks confine the initial expansion of the feedback bubble within the disk, resulting in more work done on the ISM. Phase space analysis indicates that outflows primarily comprise hot and diffuse gas, with a lack of cold and dense gas.

Autores: Aneesh Sivasankaran, Laura Blecha, Paul Torrey, Luke Zoltan Kelley, Aklant Bhowmick, Mark Vogelsberger, Lars Hernquist, Federico Marinacci, Laura V. Sales

Última atualização: 2024-02-23 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2402.15240

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2402.15240

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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