Contracondicionamento: Um Novo Ponto de Virada na Terapia de Trauma
Explorando o impacto do contracondicionamento em transtornos relacionados a trauma e seus possíveis benefícios.
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Índice
- O Desafio da Recaída
- Uma Nova Abordagem: Criando Associações Positivas
- Pesquisando Respostas ao Medo
- Avaliando os Efeitos a Longo Prazo
- O Papel do Cérebro
- Investigando Memória e Respostas ao Medo
- Design Experimental para a Pesquisa
- Analisando Respostas Emocionais
- As Descobertas sobre Contra-condicionamento
- O Papel do Reforço Positivo
- Direções Futuras na Pesquisa
- Conclusão
- Fonte original
- Ligações de referência
Transtornos relacionados a trauma podem impactar bastante a vida e o bem-estar de alguém. Tratamentos como a terapia de exposição ajudam as pessoas a enfrentarem seus medos num ambiente seguro, reduzindo a ansiedade ligada a memórias traumáticas. Mas, muita gente acaba tendo uma volta dos sintomas depois de uma melhora inicial, chamado de recaída. Esse desafio contínuo na eficácia da terapia mostra a necessidade de estratégias melhores pra manter os resultados positivos.
O Desafio da Recaída
Na terapia de exposição, os pacientes aprendem a associar memórias que eram ameaçadoras com sentimentos de segurança. A ideia é que, ao enfrentar essas memórias repetidamente sem o perigo associado, a ansiedade diminua eventualmente. Porém, pesquisas mostram que a memória de segurança formada durante a terapia pode não ser forte o suficiente pra impedir a recaída. Isso aponta a necessidade de encontrar formas de fortalecer esse aprendizado de segurança.
Uma Nova Abordagem: Criando Associações Positivas
Uma tática promissora pra reforçar o aprendizado de segurança é formar associações positivas com eventos que antes eram angustiantes. Embora haja evidências sugerindo que criar esses vínculos positivos pode ajudar a prevenir recaídas, os mecanismos por trás desse processo não são totalmente compreendidos.
Respostas ao Medo
PesquisandoPra estudar como as pessoas reagem ao medo, os cientistas costumam usar um método chamado condicionamento pavloviano. Nesse método, um estímulo neutro, como uma imagem, é pareado com um estímulo desagradável, como um choque elétrico. Com o tempo, o estímulo neutro por si só pode provocar uma resposta de medo. Pra diminuir essas respostas de medo aprendidas, os pesquisadores usam a Extinção, onde o estímulo neutro é mostrado repetidamente sem o estímulo desagradável.
Algumas teorias sugerem que ativar os sistemas de recompensa no cérebro pode ser mais eficaz na redução das respostas de medo do que os métodos tradicionais de extinção. Estudos recentes mostraram que quando um estímulo neutro é pareado com um resultado positivo após o condicionamento do medo, isso pode levar a um alívio mais rápido das respostas de medo e a sentimentos melhores em relação ao estímulo.
Avaliando os Efeitos a Longo Prazo
Pra examinar como essas respostas de medo mudam com o tempo, os pesquisadores podem testar a recuperação espontânea, reinstauração e renovação. Esses testes determinam se as respostas de medo aprendidas anteriormente voltam após uma pausa, após um lembrete do estímulo desagradável, ou em uma situação diferente. Entender se as associações positivas feitas durante o contra-condicionamento persistem com o tempo é essencial.
Enquanto os primeiros estudos com animais indicaram que o contra-condicionamento ainda pode ter recaídas, pesquisas mais recentes sugeriram que ele poderia efetivamente reduzir o retorno das respostas de medo. Descobertas de estudos com humanos apoiam essa ideia, mostrando que o contra-condicionamento pode diminuir a re-emergência de associações aprendidas, como alergias alimentares.
O Papel do Cérebro
Certas áreas do cérebro são essenciais na regulação das respostas de medo. Uma área, o córtex pré-frontal ventromedial (vmPFC), ajuda a controlar essas respostas inibindo a atividade da amígdala, uma região associada ao medo. Quando técnicas tradicionais de extinção são usadas, o vmPFC se torna ativo, levando à redução do medo. No entanto, durante o contra-condicionamento, estudos sugerem que o vmPFC pode estar menos ativo, o que pode contribuir pra uma redução de medo mais eficaz.
Quando os pesquisadores analisam a atividade cerebral durante o contra-condicionamento, eles encontram diferenças em comparação com a extinção tradicional. Por exemplo, o estriado ventral, uma região envolvida em recompensas, pode se tornar mais ativo durante o contra-condicionamento, ressaltando o potencial de combinar a redução do medo com resultados positivos.
Investigando Memória e Respostas ao Medo
Pra explorar melhor como o contra-condicionamento funciona em comparação com a extinção, os pesquisadores podem usar o condicionamento por categorias. Esse método agrupa itens semelhantes pra criar respostas condicionadas de medo com base em características compartilhadas. Ao examinar a memória desses grupos, os cientistas podem obter insights sobre como o contra-condicionamento pode melhorar a retenção da memória.
Em estudos que comparam contra-condicionamento e extinção, os pesquisadores descobriram que as pessoas tendem a lembrar melhor dos itens associados ao contra-condicionamento do que daqueles ligados à extinção tradicional. Essa memória melhor pode ajudar os indivíduos a competirem com memórias de medo, proporcionando alívio mais duradouro da ansiedade relacionada a traumas.
Design Experimental para a Pesquisa
Pra investigar os efeitos do contra-condicionamento versus a extinção, os pesquisadores realizam estudos em um ambiente controlado. Os participantes são divididos em dois grupos: um que passa pelo contra-condicionamento e outro que passa pela extinção. Ambos os grupos inicialmente aprendem a associar imagens com um choque desagradável ou uma recompensa.
Durante o estudo, os participantes são testados sobre sua capacidade de lembrar as associações aprendidas através de vários procedimentos, incluindo testes de recuperação espontânea e reinstauração. O objetivo é determinar se o contra-condicionamento leva a uma melhor retenção de memória e eficácia a longo prazo na redução das respostas de medo em comparação com os métodos tradicionais.
Respostas Emocionais
AnalisandoAo longo dos experimentos, os pesquisadores avaliam as respostas emocionais através da dilatação da pupila e da condutância da pele. Essas medidas ajudam a mensurar a excitação em resposta aos estímulos. Entender como essas respostas diferem entre contra-condicionamento e extinção pode fornecer insights valiosos sobre a eficácia de cada método.
Os resultados dos estudos destacam reações emocionais distintas entre as duas abordagens. Participantes do grupo de contra-condicionamento apresentam respostas emocionais mais fortes a estímulos positivos em comparação com aqueles do grupo de extinção, sugerindo que o contra-condicionamento pode ajudar a promover um estado emocional mais positivo.
As Descobertas sobre Contra-condicionamento
Os estudos indicam que o contra-condicionamento leva a uma redução mais duradoura das respostas de medo do que a extinção padrão. Ao ativar processos de recompensa no cérebro, o contra-condicionamento parece melhorar a memória e apoiar melhores resultados emocionais. Além disso, o contra-condicionamento reduz a probabilidade de recuperação espontânea nas respostas de medo aprendidas, demonstrando seu potencial como uma abordagem mais eficaz para tratar transtornos relacionados a trauma.
O Papel do Reforço Positivo
O aspecto de reforço positivo do contra-condicionamento é crucial. Os participantes respondem mais fortemente a estímulos positivos durante as sessões de contra-condicionamento, indicando uma mudança no foco emocional. Essa mudança pode ajudar a distrair do medo e da ansiedade, levando a resultados de tratamento mais favoráveis.
Direções Futuras na Pesquisa
As descobertas desses estudos apresentam possibilidades empolgantes para futuras pesquisas. Há uma necessidade de explorar mais os mecanismos por trás do contra-condicionamento e sua eficácia. Entender como o contra-condicionamento pode melhorar a memória e diminuir as respostas de medo pode informar o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para indivíduos que lutam com distúrbios relacionados a trauma.
Considerar o papel da recompensa no contra-condicionamento pode levar a estratégias terapêuticas inovadoras. Terapias que incorporem reforço positivo e envolvam circuitos de recompensa no cérebro podem oferecer uma alternativa aos tratamentos tradicionais baseados em exposição.
Conclusão
Em resumo, lidar com transtornos relacionados a trauma requer abordagens inovadoras como o contra-condicionamento que oferecem resultados mais duradouros do que os métodos de extinção padrão. Ao promover associações positivas e ativar sistemas de recompensa no cérebro, o contra-condicionamento pode levar a uma redução significativa nas respostas de medo e melhorar o bem-estar geral. Mais pesquisas nessa área têm grande potencial pra melhorar as opções de tratamento pra quem é afetado por traumas.
Título: Unravelling the neurocognitive mechanisms underlying counterconditioning in humans
Resumo: Counterconditioning (CC) aims to enhance extinction of threat memories by establishing new associations of opposite valence. While its underlying neurocognitive mechanisms remain largely unexplored, previous studies suggest qualitatively different mechanisms from regular extinction. In this functional MRI study, participants underwent categorical threat conditioning (CS+/CS-: images of animals/tools), followed by either CC (CS+ images reinforced with monetary rewards, n=24) or regular extinction (n=24). The following day, we assessed spontaneous recovery of threat responses and episodic memory for CS+ and CS- category exemplars. While the ventromedial prefrontal cortex (vmPFC) was activated during regular extinction, participants undergoing CC showed persistent CS+- specific deactivation of the vmPFC and hippocampus, and CS+-specific activation of the nucleus accumbens (NAcc). The following day, physiological threat responses returned in the regular extinction group, but not in the CC group. Counterconditioning furthermore strengthened episodic memory for CS+ exemplars presented during CC, and retroactively also for CS+ exemplars presented during the threat conditioning phase. Our findings confirm that CC leads to more persistent extinction of threat memories, as well as altered consolidation of the threat conditioning episode. Crucially, we show a qualitatively different activation pattern during CC versus regular extinction, with a shift away from the vmPFC and towards the NAcc.
Autores: Lisa Wirz, M. C. Houtekamer, J. de Vos, J. E. Dunsmoor, J. Homberg, M. J. A. G. Henckens, E. Hermans
Última atualização: 2024-07-30 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.29.605706
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.07.29.605706.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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