Mudanças na Biodiversidade Após a Extinção K/Pg
Um olhar sobre como a extinção moldou a vida na Terra depois que os dinossauros desapareceram.
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Índice
- Impacto na Vida
- Estudando a Diversidade ao Longo do Tempo
- O Que Acontece Durante Extinções
- A Extinção K/Pg e Suas Consequências
- Falta de Pesquisa sobre Relações Espécie-área
- Análise de Registros Fósseis
- Variabilidade na Amostragem de Fósseis
- Efeitos da Extinção K/Pg nas Dinâmicas da Biodiversidade
- Grupos Diferentes de Animais
- Mudanças na Diversidade Antes da Extinção
- Entendendo o Processo de Recuperação
- Importância dos Achados
- Conclusão
- Fonte original
- Ligações de referência
A extinção em massa do Cretáceo-Paleógeno foi um momento crucial que mudou a vida na Terra há cerca de 66 milhões de anos. Durante esse período, um monte de espécies sumiram, incluindo todos os dinossauros que não eram aves. Esse evento de extinção é geralmente ligado a duas causas principais: um impacto de asteroide gigantesco na atual península de Yucatán e uma atividade vulcânica intensa na Índia.
Impacto na Vida
Depois da extinção K/Pg, rolou uma parada bem interessante. Apesar da perda imensa de espécies, novas formas de vida começaram a aparecer. Os mamíferos, em particular, tiveram um aumento rápido na diversidade. Esse período deu aos mamíferos a chance de assumir várias funções ecológicas que os dinossauros ocupavam antes. Os cientistas estão curiosos para saber como essa mudança na Biodiversidade rolou. Eles querem descobrir se o aumento foi por causa de espécies que evoluíram novas ou mudanças em como as espécies que já existiam se espalharam.
Estudando a Diversidade ao Longo do Tempo
Os pesquisadores analisaram como diferentes grupos de animais terrestres mudaram antes e depois da extinção K/Pg. Eles estudaram padrões em várias escalas, desde locais individuais até continentes inteiros. Um padrão bem conhecido é que a diversidade das espécies geralmente aumenta com o tamanho da área analisada. Essa relação é chamada de relação espécie-área (SAR). Ela ajuda os cientistas a entender como a biodiversidade está distribuída em diferentes espaços.
O Que Acontece Durante Extinções
As extinções em massa podem afetar drasticamente a distribuição das espécies. Elas podem mudar estruturas de comunidade e bagunçar padrões existentes de como as espécies estão espalhadas. Por exemplo, espécies com áreas de distribuição menores podem desaparecer, levando a uma distribuição mais uniforme das espécies restantes. Depois de um evento de extinção, novos tipos de animais podem se tornar muito comuns, afetando ainda mais a diversidade.
A Extinção K/Pg e Suas Consequências
A extinção K/Pg teve um impacto profundo na biodiversidade. O impacto do asteroide provavelmente causou mudanças ambientais em larga escala. No entanto, fatores de longo prazo, como mudanças climáticas e erupções vulcânicas, também desempenharam um papel na alteração dos ecossistemas. Esses eventos prepararam o terreno para a recuperação da vida.
Falta de Pesquisa sobre Relações Espécie-área
Embora muitos estudos tenham examinado como as extinções em massa afetam as distribuições das espécies, houve pouca pesquisa direta sobre como as relações espécie-área mudam durante esses eventos. Entender essas relações é essencial para juntar as peças sobre como a biodiversidade variou ao longo do tempo.
Análise de Registros Fósseis
Para investigar essas mudanças, os cientistas usaram dados fósseis da América do Norte, examinando como as relações espécie-área para animais terrestres mudaram ao longo de cerca de 36 milhões de anos ao redor da fronteira K/Pg. Esse período inclui a preparação para a extinção, o imediato depois e o período de recuperação que se seguiu.
Variabilidade na Amostragem de Fósseis
Os pesquisadores descobriram que a forma como os fósseis são coletados mudou, o que pode afetar as interpretações sobre como as relações espécie-área mudam. Eles observaram que mudanças na quantidade de dados fósseis de diferentes áreas podem influenciar as conclusões sobre as tendências gerais da biodiversidade. Isso destaca a importância de fazer medições cuidadosas em diferentes escalas espaciais.
Efeitos da Extinção K/Pg nas Dinâmicas da Biodiversidade
O estudo revelou mudanças significativas nas relações espécie-área ao redor da fronteira K/Pg. Por exemplo, a diversidade de animais terrestres estava menos distribuída logo após a extinção em comparação com antes. Em particular, os mamíferos tiveram um grande aumento na diversidade logo após o evento, indicando uma grande mudança em como essas espécies estavam distribuídas.
Grupos Diferentes de Animais
Diferentes grupos de animais reagiram de maneiras variadas à extinção. Enquanto os mamíferos tiveram um grande retorno na diversidade, outros grupos não mostraram o mesmo aumento rápido. Alguns grupos menos diversos, como tartarugas e crocodilianos, permaneceram relativamente inalterados.
Mudanças na Diversidade Antes da Extinção
Antes da extinção K/Pg, teve uma queda visível na diversidade entre grupos como dinossauros. Isso sugere que já havia sinais de problema antes do evento de extinção em massa. O estudo mostra que conforme diferentes grupos enfrentavam desafios distintos, a diversidade deles reagiu de formas diferentes.
Entendendo o Processo de Recuperação
Após a extinção, as relações espécie-área mostraram um padrão complexo de recuperação. Inicialmente, a inclinação da relação indicava um nível maior de diversidade. Essa divergência nas inclinações e interceptos com o tempo mostrou que enquanto áreas menores tinham aumentos na diversidade, escalas maiores também começaram a suportar uma variedade maior de espécies.
Importância dos Achados
Esses achados contribuem para a discussão contínua sobre como eventos de extinção em massa podem remodelar a diversidade da vida. A extinção K/Pg não eliminou apenas muitas espécies; ela também preparou o terreno para novos grupos, especialmente os mamíferos, se tornarem mais diversos e ocuparem nichos ecológicos.
Conclusão
Estudar como a biodiversidade muda antes, durante e depois de eventos de extinção em massa é crucial para entender a história da vida na Terra. A extinção K/Pg é um exemplo significativo de como a vida pode se recuperar e evoluir drasticamente após uma grande interrupção. À medida que os pesquisadores continuam examinando registros fósseis, eles descobrem mais camadas de complexidade sobre como a vida responde a eventos catastróficos e como essas respostas moldam o futuro da biodiversidade.
Título: Tetrapod species-area relationships across the Cretaceous-Paleogene mass extinction
Resumo: Mass extinctions are rare but catastrophic events that profoundly disrupt biodiversity. Widelyaccepted consequences of mass extinctions, such as biodiversity loss and the appearance of temporary disaster taxa, imply that nested species-area relationships (SARs, or how biodiversity scales with area) should change dramatically across these events: specifically, both the slope (reflecting the rate of accumulation of new species with increasing area) and intercept (reflecting the density of species at local scales) of the power-law relationship should decrease. However, these hypotheses have not been tested, and the contribution of variation in the SAR to diversity dynamics in deep time has been neglected. We use fossil data to quantify nested SARs in North American terrestrial tetrapods through the Cretaceous-Paleogene (K/Pg) mass extinction (Campanian-Ypresian). SARs vary substantially through time and among groups. In the pre-extinction interval (Maastrichtian), unusually shallow SAR slopes (indicating low beta diversity or provinciality) drive low total regional diversity in dinosaurs, mammals and other tetrapods. In the immediate post-extinction interval (Danian), the explosive diversification of mammals drove high regional diversity via a large increase in SAR slope (indicating higher beta diversity or provinciality), and only a limited increase in SAR intercept (suggesting limited diversity change at small scales). This contradicts the expectation that post-extinction biotas should be regionally homogenized by the spread of disaster taxa and impoverished by diversity loss. This early post-extinction increase in SAR slope was followed in the Thanetian-Selandian ([~]4.4. myr later) by increases in the intercept, indicating that diversity dynamics at local and regional scales did not change in synchrony. These results demonstrate the importance of SARs for understanding deep-time diversity dynamics, particularly the spatial dynamics of recovery from mass extinctions.
Autores: Roger Adam Close, B. R. Reijenga
Última atualização: 2024-09-19 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.09.13.612886
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.09.13.612886.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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