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Melhorando a Higiene Alimentar para uma Saúde Infantil Melhor

Estudo mostra que é preciso melhorar as práticas de higiene alimentar pra proteger a saúde das crianças.

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Nos últimos anos, melhoraram bastante as taxas de sobrevivência infantil, especialmente no que diz respeito às mortes por diarreia. Mas, ainda assim, muitas crianças sofrem com doenças relacionadas à diarreia, causando problemas de saúde a longo prazo. As doenças diarreicas continuam sendo uma das principais causas de deficiência em crianças. Um grande motivo para isso são os germes transmitidos por alimentos, que costumam causar diarreia e outros problemas gastrointestinais, afetando o crescimento e desenvolvimento das crianças.

Desafios de Segurança Alimentar

Em muitos países de baixa e média renda, a segurança alimentar é um problema sério. Pesquisas mostram que os alimentos frequentemente carregam mais germes prejudiciais para os bebês do que a água potável. Estudos descobriram que a má higiene durante o preparo, armazenamento, serviço e alimentação aumenta o risco de Contaminação na comida das crianças. Comer alimentos contaminados pode causar um ciclo de diarreia e desnutrição, prejudicando a saúde dos pequenos.

Apesar de saberem quão sérios esses problemas são, pouco se tem focado em melhorar a higiene alimentar em programas que lidam com água, saneamento e saúde. Algumas pesquisas mostraram que usando um método chamado Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (HACCP), é possível identificar riscos durante o preparo dos alimentos, o que pode reduzir a contaminação.

Intervenções Recentes

Na Ásia do Sul e na África subsaariana, foram realizados vários estudos para melhorar as práticas de higiene alimentar entre cuidadores. Esses estudos usaram diversas técnicas para incentivar mudanças de comportamento. Um estudo no Nepal conseguiu desenvolver um programa que melhorou as práticas de higiene alimentar e reduziu a contaminação. Esse modelo foi então utilizado em áreas rurais da Gâmbia com sucesso semelhante.

Em Malawi, uma Intervenção voltada para melhorar a higiene alimentar fez parte de um projeto mais amplo, que também alcançou resultados promissores. No Quênia, outro estudo foi realizado, mas os resultados ainda não foram publicados.

Visão Geral do Estudo

Baseando-se nas descobertas de estudos anteriores, foi adicionado um novo módulo focado em higiene alimentar a um programa de nutrição em áreas rurais de Bangladesh. Este estudo tinha como objetivo melhorar as práticas de higiene alimentar entre Mães para reduzir a contaminação na comida que elas oferecem aos seus filhos pequenos.

Design e Participantes do Estudo

Essa pesquisa faz parte de um estudo maior focado em melhorar a nutrição e reduzir a desnutrição. O foco era em mulheres jovens casadas e seus filhos com menos de três anos de áreas específicas de Bangladesh. O programa tinha como meta promover jardinagem caseira, criação de aves e educação sobre nutrição e higiene.

Durante oito meses, foi entregue um módulo de mudança de comportamento em higiene alimentar para promover melhores práticas entre as mães. O estudo examinou seu efeito sobre a contaminação dos alimentos, o Conhecimento das mães sobre higiene alimentar e seus comportamentos relatados.

Randomização e Implementação

O estudo dividiu aleatoriamente as comunidades em grupos de intervenção e controle. Entrevistadores e funcionários de laboratório que coletaram dados não estavam envolvidos na intervenção, garantindo resultados imparciais.

O módulo de higiene alimentar em si foi baseado em práticas bem-sucedidas de intervenções anteriores. Ele enfatizou aspectos emocionais do comportamento higiênico, como sentimentos de orgulho e cuidado pela própria família. O módulo promoveu quatro comportamentos-chave para melhorar a higiene alimentar.

Tamanho da Amostra

O tamanho da amostra para a análise incluiu mães com filhos entre 6 a 23 meses. Mais de 680 mães foram convidadas a participar, garantindo um conjunto robusto de dados para avaliar o impacto da intervenção.

Métodos de Coleta de Dados

Os dados para este estudo foram coletados por meio de entrevistas e testes de amostras de alimentos. Dados de fundo sobre as características das casas e das mães foram coletados durante a pesquisa inicial. Amostras de alimentos foram retiradas das casas para verificar a contaminação.

Além disso, as mães foram questionadas sobre suas práticas de higiene alimentar, com foco em comportamentos-chave e conhecimento sobre higiene.

Coleta de Amostras de Alimentos

As amostras de alimentos foram coletadas quando as mães preparavam comida para os filhos. As amostras foram então testadas para contaminação, especificamente buscando um germes chamado E. coli, que indica contaminação fecal.

Resultados: Contaminação Alimentar

Cerca de 46% das amostras de alimentos testadas estavam contaminadas com E. coli. O nível médio de contaminação foi medido, e notou-se que alimentos frescos apresentaram níveis de contaminação menores em comparação com alimentos armazenados.

A intervenção pareceu reduzir as chances de contaminação nos alimentos, mas os resultados não foram estatisticamente fortes o suficiente para confirmar uma diferença significativa.

Fatores Ambientais

No que diz respeito à limpeza das cozinhas e às condições de armazenamento, não houve diferença significativa entre os grupos de intervenção e controle. No entanto, as famílias que participaram da intervenção eram mais propensas a ter uma estação de lavagem de mãos perto de suas cozinhas.

Conhecimento Adquirido Através da Intervenção

As mães que participaram da intervenção tendiam a ter um melhor conhecimento sobre higiene alimentar do que aquelas do grupo controle. Mais mães conseguiam identificar momentos importantes para lavar as mãos e entendiam a importância de várias práticas de higiene alimentar.

Mudanças de Comportamento Relatadas

As mães do grupo de intervenção relataram práticas de higiene alimentar melhoradas. Por exemplo, elas estavam mais propensas a lavar as mãos antes de preparar refeições e alimentar os filhos. Elas também relataram usar utensílios limpos e preparar alimentos frescos antes de alimentar as crianças.

Discussão: Impacto Geral da Intervenção

A intervenção mostrou que poderia melhorar conhecimento e práticas relatadas relacionadas à higiene alimentar. No entanto, não resultou em uma redução significativa na contaminação dos alimentos. As mães ainda enfrentavam dificuldades com a lavagem de mãos consistente e práticas seguras de armazenamento de alimentos.

Fatores como pressão social podem ter influenciado a precisão com que as mães relataram seus comportamentos. Observações indicaram que as práticas reais de lavagem das mãos eram muito menores do que as relatadas pelas mães.

Comparação com Outros Estudos

Quando comparada a outros estudos que reduziram com sucesso a contaminação alimentar, essa intervenção teve menos pontos de contato e uma menor intensidade de alcance. Em estudos onde houve interações mais frequentes, notou-se um maior impacto no comportamento de higiene alimentar.

Além disso, o momento da coleta das amostras de alimentos também teve um papel importante. Neste estudo, as amostras foram coletadas meses depois do término da intervenção, enquanto em estudos bem-sucedidos, as amostras foram coletadas mais cedo.

O Papel da Infraestrutura

Outro ponto crítico observado neste estudo foi a necessidade de uma melhor infraestrutura para comportamentos de higiene alimentar bem-sucedidos. Embora a intervenção promovesse mudança de comportamento, muitas casas ainda careciam de instalações sanitárias adequadas, o que provavelmente dificultava os esforços para manter uma boa higiene.

Conclusão

Resumindo, embora a intervenção tenha sido bem-sucedida em melhorar o conhecimento e incentivar melhores práticas de higiene alimentar entre as mães, ela não reduziu significativamente a contaminação dos alimentos. Esforços futuros devem considerar a melhoria do ambiente físico e fornecer uma melhor infraestrutura para apoiar as práticas de higiene, a fim de alcançar melhores resultados de saúde para as crianças.

Fonte original

Título: Effect of a behavior change intervention on complementary food contamination in rural Bangladesh: a cluster-randomized controlled trial

Resumo: Children in low-resource settings often consume microbially contaminated food, posing a risk to their health. We evaluated the impact of a food hygiene intervention on complementary food contamination in Bangladesh. A three-year homestead food production intervention was complemented by an eight-month behavior change module to improve household food hygiene practices and evaluated in a cluster-randomized controlled trial including a dedicated study measuring outcomes along the hygiene pathway to intestinal health. In this analysis, we used multilevel regression to assess the interventions impact on microbial food contamination, as well as on food hygiene knowledge (n=518) and reported practices (n=531) among mothers of children aged 6-23 months. Complementary food samples were collected from 342 households with children aged 6-18 months and tested for Escherichia coli. Overall, 46% of food samples were contaminated with Escherichia coli (42% intervention, 49% control), and there was no evidence that the intervention reduced food contamination (Odds Ratio: 0.7, 95% CI: 0.3-1.2, p=0.18). A higher proportion of intervention mothers could name all key food hygiene practices (22% intervention vs. 0% control), had access to a basic handwashing station near the kitchen (24% vs. 14%, p=0.03), reported washing hands before food preparation and child feeding (21% vs. 8%, p=0.001), washing and storing feeding utensils safely (61% vs. 49%, p=0.02), and preparing food fresh or reheating stored food (88% vs. 79%, p=0.03), compared to control mothers. The intervention thus improved knowledge and reported food hygiene practices among mothers, but this improvement did not result in a substantial reduction of complementary food contamination. Trial registration numberNCT02505711

Autores: Tarique Md. Nurul Huda, A. A. Mueller-Hauser, S. Sobhan, M. S. Hussein, J. Sultana, M. Rahman, M. A. Islam, O. P. Gautam, A. S. Wendt, J. L. Waid, S. Gabrysch

Última atualização: 2024-07-24 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.22.24310758

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.07.22.24310758.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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