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# Ciências da saúde # Neurologia

Desvendando o Mistério dos Transtornos Neurológicos Funcionais

Novas pesquisas mostram conexões entre genética, estresse e função cerebral na FND.

Samantha Weber, Natascha Stoffel, Lucía Trinidad Rey Álvarez, Juan Ansede-Bermejo, Raquel Cruz, Álvaro Del Real Bolt, Janine Bühler, Ángel Carracedo, Selma Aybek

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FND: Genética e Estresse FND: Genética e Estresse Desvendados Transtornos Neurológicos Funcionais. Pesquisa revela ligações genéticas em
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Transtornos Neurológicos Funcionais, ou FND, podem ser meio complicados. Imagina que seu cérebro não tá funcionando como deveria, e por isso você tá passando por uma variedade de sintomas estranhos. Isso pode incluir coisas como movimentos incomuns, sensações esquisitas ou até mesmo convulsões. É como se seu cérebro estivesse fazendo birra, mas ninguém sabe bem o porquê.

O que tá rolando no cérebro?

Os cientistas tão tentando descobrir o que acontece no cérebro de alguém com FND. Eles acham que pode não ser só uma coisa causando o problema. Na verdade, vários fatores podem estar envolvidos. Por exemplo, o Estresse pode ser um grande contribuinte, além da genética – aquelas características que a gente herda dos nossos pais. É tipo uma receita onde diferentes ingredientes se misturam pra criar um prato único. Às vezes o prato fica maravilhoso, e outras vezes… bem, vamos dizer que talvez precise de um pouco mais de sal.

O papel da genética

Estudos recentes sugerem que pode haver certos marcadores Genéticos que aumentam o risco de desenvolver FND. Por exemplo, os cientistas encontraram uma mudança específica em um gene chamado OXTR, que tá ligado à forma como nosso corpo reage ao estresse. Se você tem essa versão específica do gene, pode significar que você é mais sensível ao estresse e tem uma chance maior de desenvolver FND.

Então, se você já se perguntou por que algumas pessoas parecem lidar melhor com o estresse do que outras, pode ser só questão de genética. É como um jogo de genética onde alguns jogadores têm uma leve vantagem.

O Estudo: Quem tá envolvido?

Pra descobrir tudo isso, os pesquisadores estudaram um grupo de pessoas. Eles analisaram 86 indivíduos diagnosticados com FND e compararam com 76 pessoas saudáveis. É tipo tentar descobrir o que torna os ‘super-heróis’ diferentes dos ‘mortais’. Eles usaram métodos sofisticados pra coletar e analisar informações genéticas de todo mundo, enquanto seguiam todas as diretrizes éticas.

O que eles encontraram?

Os pesquisadores tinham uma hipótese, que é só uma palavra chique pra palpite educado. Eles achavam que certos genes poderiam estar ligados a mudanças específicas no cérebro. Depois de analisar os dados, descobriram que uma versão específica do gene OXTR era mais comum em pessoas com FND. É como descobrir que um tipo específico de super-herói é mais propenso a perder seus poderes sob estresse.

Eles também olharam pra estruturas do cérebro, especialmente áreas como a ínsula e a amígdala – que são responsáveis por processar emoções e respostas ao estresse. Perceberam que pessoas que têm essa variante genética específica tinham volumes menores nessas áreas do cérebro em comparação com indivíduos saudáveis. Pense assim: se seu cérebro fosse um músculo, isso significaria que algumas pessoas podem ter grupos musculares menores nas áreas que lidam com estresse e emoções. Músculos menores podem significar problemas pra lidar com estresse e respostas emocionais, o que poderia levar aos sintomas de FND.

Estresse: O convidado indesejado

O estresse, como se vê, é uma peça chave no desenvolvimento do FND. É como aquele parente que aparece sem avisar e não vai embora. A resposta ao estresse é controlada pelo sistema de ocitocina, e ter certas variações genéticas pode afetar como esse sistema funciona. Pessoas que têm certas versões do gene OXTR podem ter uma resposta alterada ao estresse, o que pode torná-las mais vulneráveis a desenvolver FND.

O fator gênero

Outra coisa interessante que surgiu durante o estudo: o gênero conta. FND geralmente afeta mais mulheres do que homens. Os pesquisadores descobriram que os efeitos da variante do gene OXTR parecem ser diferentes dependendo se você é homem ou mulher. Por exemplo, mulheres com essa variante genética específica mostraram volumes menores na amígdala, o que poderia influenciar suas respostas emocionais. Imagine uma super-heroína que, por causa da genética, tem um desafio específico ao lidar com estresse.

Implicações para tratamento

E o que tudo isso significa? Bem, entender a conexão entre genética, Estrutura do Cérebro e respostas ao estresse pode levar a opções de tratamento melhores pra quem sofre de FND. Se os médicos souberem quais marcadores genéticos procurar, podem oferecer um cuidado mais personalizado. É como personalizar a roupa de um super-herói pra se ajustar melhor aos seus poderes e vulnerabilidades.

Desafios pela frente

Porém, tem desafios. O tamanho da amostra nesse estudo foi relativamente pequeno, o que significa que mais pesquisas são necessárias. Os cientistas vão precisar coletar dados de grupos maiores de pessoas pra chegar a conclusões mais definitivas. É como tentar descobrir se um novo restaurante é realmente tão bom quanto diz; você precisa de mais do que algumas refeições pra julgar.

O quadro maior

As descobertas do estudo destacam a importância de olhar tanto para fatores genéticos quanto para influências ambientais, como estresse e trauma. É essencial lembrar que FND não é simplesmente uma questão de “ou você tem, ou não tem”. Na verdade, muitos fatores se juntam pra criar um quadro complexo. Saber disso pode ajudar os pesquisadores a montar planos de tratamento mais eficazes que levem em conta não só o cérebro e sua estrutura, mas as experiências e o histórico genético de cada indivíduo também.

Conclusão

Transtornos Neurológicos Funcionais representam uma interseção fascinante entre biologia do cérebro e experiência humana. Embora ainda haja muito a aprender, as descobertas empolgantes em genética e estrutura cerebral oferecem esperança pra entender e tratar melhor essas condições complexas. Quanto mais aprendemos, melhor podemos apoiar aqueles que são afetados por esses sintomas misteriosos. Vamos torcer pra que, com mais pesquisas, possamos ajudar mais pessoas a recuperar seus superpoderes e restaurar o equilíbrio em suas vidas.

Fonte original

Título: Increased Prevalence of Oxytocin Receptor Gene Variant in Functional Neurological Disorder: A Preliminary Case-Control Study

Resumo: BackgroundCurrent models on functional neurological disorders (FND) propose a multifactorial origin. Recent studies identified potential biological vulnerability factors - such as a reduced limbic volume or an altered stress response. These findings highlight the need to investigate a potential genetic contribution to the biological vulnerability to FND. MethodEighty-five mixed FND patients and seventy-six healthy controls (HC) were genotyped for ten single nucleotide polymorphisms within seven genes associated with the stress system. For the genetic variant that was found to be associated with FND, further associations to structural brain alterations were investigated using a region-of-interest approach. Regions were previously selected based on their biological involvement and as a vulnerability for FND. ResultsA significant association between the diagnosis of FND and the rs53576 of the oxytocin receptor (OXTR) gene was found. A significant association between decreased right insular volumes and rs53576 (OXTR) was identified in FND patients. In female patients, the rs53576 (OXTR) was associated with a reduced bilateral amygdalar volume. ConclusionThese preliminary results suggest a genetic contribution to the biological vulnerability for FND involving the oxytocinergic system, and (sex-specific) structural changes in insula and amygdala.

Autores: Samantha Weber, Natascha Stoffel, Lucía Trinidad Rey Álvarez, Juan Ansede-Bermejo, Raquel Cruz, Álvaro Del Real Bolt, Janine Bühler, Ángel Carracedo, Selma Aybek

Última atualização: 2024-11-30 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.11.26.24317955

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.11.26.24317955.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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