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# Biologia # Neurociência

Como o HIIT Pode Ajudar a Combater a Dependência de Cocaína

Exercício mostra ter um bom potencial pra combater a vontade de usar cocaína e reduzir comportamentos de busca por drogas.

Nikki Hammond, Nabeel Rahman, Sam Zhan, Mark S Gold, Kenneth Blum, Teresa Quattrin, Yun Young Yim, Eric J Nestler, Panayotis K. Thanos

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HIIT vs. Vontade de HIIT vs. Vontade de Cocaína contra a dependência. Exercício pode ser a chave pra lutar
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A Cocaína é uma droga estimulante poderosa que tem uma longa história de uso indevido. Ela é conhecida por ser uma das drogas ilegais mais abusadas no mundo, só perde para a maconha. Em 2019, foi descoberto que milhões de pessoas com 12 anos ou mais foram diagnosticadas com transtornos por uso de substâncias, com o uso de cocaína sendo uma parte significativa do problema.

Quando uma pessoa usa cocaína, rola uma onda de prazer ao aumentar os níveis de dopamina, um químico no cérebro que está ligado a sentimentos de prazer e recompensa. Embora isso possa parecer uma festinha instantânea, o uso repetido pode causar mudanças sérias no cérebro, especialmente em áreas como o córtex pré-frontal. Infelizmente, essas mudanças muitas vezes resultam em um desejo maior de continuar usando a droga, gerando dependência.

O Papel do Exercício no Combate à Dependência

Pesquisas mostraram que a atividade física pode ajudar a reduzir problemas associados ao uso de substâncias. Exercícios, como corrida ou treinos mais intensos, podem diminuir a vontade de usar cocaína. Estudos com animais mostraram que o exercício pode reduzir o desejo de buscar drogas. Isso sugere que levantar do sofá e se movimentar pode realmente ajudar a combater o uso de drogas.

Curiosamente, nem todo tipo de exercício é igual. Algumas formas, como o treino intervalado de alta intensidade (HIIT), oferecem benefícios significativos em comparação ao exercício moderado. O HIIT envolve explosões curtas de atividade intensa seguidas de descanso e mostrou melhorar vários marcadores de saúde muito melhor do que treinos padrão. Isso pode manter as pessoas interessadas e motivadas a se exercitar.

Entendendo o HIIT e Seus Benefícios

HIIT não é só um nome chique; é um estilo de treino que ganhou popularidade pela sua eficiência. Ao contrário do exercício contínuo regular, o HIIT pode proporcionar melhorias mais rápidas nos níveis de fitness e na saúde metabólica. Pessoas que fazem HIIT costumam ver resultados melhores em resistência cardiovascular e redução de gordura corporal comparadas àquelas que mantêm treinos mais tradicionais e longos.

O HIIT envolve alternar entre explosões altas de atividade e períodos de recuperação. Por exemplo, você pode correr rápido por dois minutos e depois desacelerar ou caminhar por um minuto. Esse tipo de exercício não só queima calorias, mas também mantém as pessoas mais interessadas em se manter ativas.

A Pesquisa sobre HIIT e Preferência por Cocaína

Estudos recentes sugeriram que o HIIT pode até ajudar a reduzir a preferência por cocaína em ratas, um modelo comum usado para explorar a dependência. Em um experimento, ratas adolescentes passaram por um regime de exercícios HIIT, depois do qual a resposta delas à cocaína foi medida. Ao contrário das ratas menos ativas que mostraram preferência pela cocaína, o grupo do HIIT tende a evitar a droga, sinalizando um potencial benefício terapêutico.

A pesquisa incluiu observar mudanças em proteínas específicas no cérebro, como ΔFosB, que está associada à dependência. A ideia era ver se as ratas expostas ao HIIT teriam níveis diferentes dessas proteínas em comparação com as ratas que não se exercitaram. Os resultados mostraram que o HIIT não só ajudou as ratas a evitar a cocaína, mas também aumentou significativamente os níveis de ΔFosB, indicando como o exercício pode mudar a maneira como o cérebro reage às drogas.

Qual é a do ΔFosB?

ΔFosB é um jogador crucial para entender a dependência no cérebro. Os níveis dessa proteína podem mudar dependendo da exposição a drogas como a cocaína. Quando a cocaína é consumida, o ΔFosB se acumula no cérebro, o que pode afetar o comportamento relacionado à busca por drogas. Os pesquisadores esperam que, ao entender melhor como diferentes atividades impactam os níveis de ΔFosB, possam encontrar tratamentos mais eficazes para o uso de substâncias.

De estudos sobre o comportamento animal, sabemos que níveis mais altos dessa proteína podem diminuir o efeito prazeroso da cocaína, bloqueando efetivamente o impulso de usá-la. Assim, fazer HIIT pode ajudar a manter o ΔFosB em níveis que desencorajam a vontade, potencialmente combatendo a dependência.

O Experimento: Como Funciona

Para entender totalmente o potencial do HIIT em reduzir a preferência por cocaína, os pesquisadores conduziram experimentos rigorosos. Ratos machos foram alojados confortavelmente em um ambiente controlado, com acesso livre a comida e água, e passaram por várias fases de exercício e teste de drogas.

Os ratos foram divididos em dois grupos: os que se exercitaram e os que não se exercitaram. O grupo que se exercitou fez HIIT em uma esteira, enquanto o grupo sedentário ficou parado. Após um período de treinamento, os pesquisadores testaram ambos os grupos quanto à preferência pela cocaína medindo o tempo gasto em uma câmara associada à cocaína em comparação com um ambiente neutro.

Curiosamente, os ratos sedentários preferiram a câmara da cocaína, sugerindo que eles estavam com vontade da droga. Em contraste, os ratos que se exercitaram mostraram uma clara aversão à cocaína, passando menos tempo na câmara associada à droga.

Os Resultados: Exercício vs. Vida Sedentária

Os resultados foram significativos e surpreendentes. Em vez de desenvolver uma preferência pela cocaína, os ratos que passaram pelo HIIT conseguiram resistir completamente ao charme da droga. Essa diferença implica que o exercício pode servir como um poderoso deterrente contra o uso de drogas.

Além disso, os pesquisadores não encontraram mudanças significativas nos níveis de estresse entre os dois grupos quando mediram os níveis hormonais nos ratos. Isso indica que os efeitos protetores do HIIT contra a cocaína podem não vir apenas de estar menos estressado.

Implicações para Pesquisas Futuras

As descobertas desses estudos levantam questões importantes sobre como o exercício impacta a dependência. Se o HIIT pode reduzir a preferência pela cocaína, ele também pode ajudar a prevenir outras formas de uso indevido de substâncias? Estudos futuros seriam beneficiados ao examinar o papel do exercício na dependência e se diferentes formas de exercício resultam em diferentes resultados comportamentais.

Além disso, a influência de fatores como sexo sobre a eficácia do exercício em reduzir comportamentos de busca por drogas ainda é pouco explorada. Pesquisas anteriores sugeriram que as fêmeas podem responder de forma diferente ao exercício no contexto da dependência. Assim, entender essas diferenças poderia levar a abordagens mais personalizadas no tratamento da dependência.

Por que isso é Importante?

Combater o uso de drogas é uma questão urgente que afeta milhões de pessoas no mundo. Ao encontrar maneiras naturais de reduzir as vontades, como através do exercício, podemos começar a lidar com a dependência de forma mais eficaz. A ideia de que algo tão simples como levantar e se mover pode ajudar a combater o impulso de usar drogas é ao mesmo tempo empoderadora e esperançosa.

O HIIT pode abrir caminho para novos tratamentos não invasivos para aqueles que lutam com a dependência. Não só promove a saúde física, mas também tem o potencial de mudar vidas, afastando indivíduos do ciclo de dependência de drogas.

Em resumo, ao olharmos para a pesquisa futura e mais estudos envolvendo populações diversas, uma coisa continua clara: um pouquinho de exercício pode ser a chave para bloquear as vontades daquela não tão pequena pó branco. Então, seja uma corrida rápida ou um treino de alta intensidade, fazer do fitness uma prioridade pode ser um divisor de águas na luta contra o uso de drogas.

Conclusão

Incorporar treino intervalado de alta intensidade na vida de indivíduos em risco de uso de substâncias pode ser uma avenida promissora para intervenção. À medida que continuamos a entender as conexões entre exercício, química do cérebro e dependência, há uma grande esperança por opções de tratamento mais eficazes que priorizem tanto o bem-estar físico quanto mental.

Então, amarre os tênis, porque correr da cocaína (e em direção à saúde) pode ser a melhor abordagem!

Fonte original

Título: Chronic High Intensity Interval Training (HIIT) exercise in adolescent rat's result in cocaine place aversion and ΔFosB induction

Resumo: High-Intensity Interval Training (HIIT) is a form of exercise that has been greatly popularized over the past few years for its many health benefits. Similar to other forms of exercise, HIIT may be beneficial in the prevention of substance use behaviors; however, the extent to which HIIT can impact the reinforcing effects of drugs of abuse during adolescence has not been fully evaluated. Here, we assess the effects of HIIT during adolescence on subsequent cocaine conditioned place preference (CPP) in male Lewis rats. The HIIT exercise exposed rats ran on a treadmill for 30 minutes daily (ten three-minute cycles) for six weeks with progressive speed-increased up to 0.8 mph (21.5m/min), while the sedentary rats remained in their home cage. Following the six weeks of exercise, rats were tested for cocaine (25 mg/kg) CPP. Following completion of the behavior test {Delta}FosB levels were measured in the brain. Results showed that the HIIT rats showed significantly attenuated place preference (-19%) in their time spent in the cocaine-paired chamber compared to the sedentary environment rats. In addition, HIIT rats had significantly higher (65%) striatum {Delta}FosB levels compared to the sedentary rats. Our findings show that HIIT exercise during adolescence could be protective against cocaine abuse which may be mediated by an increase in {Delta}FosB. This finding has important clinical implications with respect to exercise mediated protection against substance misuse and abuse. Future studies will examine this effect in females as well as the potential underlying mechanisms.

Autores: Nikki Hammond, Nabeel Rahman, Sam Zhan, Mark S Gold, Kenneth Blum, Teresa Quattrin, Yun Young Yim, Eric J Nestler, Panayotis K. Thanos

Última atualização: 2024-12-16 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.12.10.627707

Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2024.12.10.627707.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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