Protegendo as Fontes do Grande Aquífero Artesiano da Austrália
Um olhar sobre a importância e as ameaças às nascentes GAB e sua biodiversidade.
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Índice
- Importância das Nascentes do GAB
- Ameaças às Nascentes do GAB
- Necessidade de Melhor Conservação
- Métodos de Pesquisa
- Coleta de Informações e Organização de Dados
- Descobertas sobre Biodiversidade
- Extinções Locais
- Medindo a Biodiversidade
- Principais Conclusões
- Esforços de Conservação
- Necessidades Futuras
- Fonte original
A Grande Bacia Artesiana (GAB) é uma fonte gigante de água subterrânea na Austrália. Ela cobre mais de um quinto do continente e é o maior recurso de água subterrânea do país. Essa bacia é super importante porque fornece água para várias nascentes e áreas úmidas, especialmente no Centro da Austrália. Essas nascentes às vezes empurram água para a superfície devido à pressão, criando ambientes úmidos únicos.
Importância das Nascentes do GAB
As nascentes do GAB são lar de milhares de orifícios de nascente individuais. Cada orifício é um ponto específico onde a água sai. Só na Austrália do Sul, tem mais de 5.000 nascentes. Queensland tem mais de 2.000 nascentes, e Nova Gales do Sul tem mais de 400. Essas nascentes ajudam muitas plantas e animais, alguns dos quais não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo.
As nascentes são consideradas "museus da Biodiversidade", o que significa que abrigam uma variedade de Espécies, tanto de plantas quanto de animais. Muitas espécies que vivem nessas nascentes são especiais para essa área e só podem ser encontradas em um número pequeno de nascentes. Algumas espécies são até limitadas a apenas um cluster específico de nascentes, conhecidas como endêmicas de ultra-curta distância.
Ameaças às Nascentes do GAB
Infelizmente, as nascentes e as espécies que dependem delas estão em perigo. Existem muitas ameaças a esses ecossistemas, principalmente por causa das atividades humanas. Indústrias e a agricultura pressionam as nascentes ao cavar furos para extrair água. Isso fez com que a pressão da água subterrânea e o fluxo nas nascentes caíssem significativamente.
Cerca de 800 nascentes pararam de fluir completamente devido a essas mudanças. Isso prejudicou peixes e outras espécies que dependem dos habitats das nascentes. Outras ameaças incluem pastoreio de gado, excesso de espécies invasoras, mudanças climáticas e atividades turísticas. Mesmo com esforços para restaurar esses ambientes, ainda falta compreensão sobre os fatores que afetam o fluxo da água das nascentes, e muitas delas continuam em declínio.
Conservação
Necessidade de MelhorPara proteger as espécies nativas que dependem das nascentes do GAB, os especialistas dizem que é urgente criar uma lista completa das plantas e animais encontrados nessas áreas. Ter informações precisas pode ajudar no desenvolvimento de planos de manejo eficazes e na resposta a mudanças ambientais. No entanto, ainda falta muita informação básica sobre essas comunidades que está faltando ou é difícil de acessar.
Em Queensland, o governo publicou alguns dados sobre a qualidade da água e biodiversidade nas nascentes do GAB, mas essa informação não está disponível na Austrália do Sul e em Nova Gales do Sul. É especialmente preocupante que muitos Invertebrados encontrados nessas nascentes não foram bem estudados, o que complica os esforços de conservação.
Compreender como o ambiente afeta a biodiversidade nessas nascentes também não está bem documentado. Isso dificulta a priorização de quais espécies e áreas precisam de atenção imediata para conservação. Centralizar informações sobre as diversas espécies nas nascentes seria uma ferramenta importante para futuros trabalhos de conservação.
Métodos de Pesquisa
Para coletar informações, foi feita uma revisão focando nas espécies associadas às nascentes do GAB na Austrália do Sul. Essa área foi escolhida porque tem um número alto de nascentes ativas e uma biodiversidade relativamente bem documentada. O objetivo era identificar os principais grupos de organismos, seus status de conservação e os pontos quentes de biodiversidade dentro das nascentes.
Coleta de Informações e Organização de Dados
A pesquisa envolveu coletar todas as informações disponíveis sobre a biodiversidade das nascentes do GAB. Como muito dos dados relevantes não são publicados ou estão em relatórios do governo, a busca foi extensa. Variados fontes foram usadas, incluindo bancos de dados do governo e publicações acadêmicas.
A revisão procurou por registros que indicassem se determinadas espécies estavam presentes ou ausentes nas áreas úmidas das nascentes. Isso incluiu anotar qualquer informação sobre distribuições de espécies, particularmente para aquelas que são únicas nas nascentes. A revisão focou em três grupos principais de nascentes na Austrália do Sul.
Nomes aborígines para os grupos de nascentes também foram incluídos para garantir que a importância cultural fosse reconhecida. Cada nascente foi considerada com sua própria história e mitologia associada.
As informações coletadas foram organizadas de maneira que capturassem não apenas a presença de espécies, mas também seu status atual de conservação. Para espécies que eram conhecidas, mas não oficialmente descritas, isso também foi anotado. Listagens de conservação foram verificadas para indicar quão ameaçada cada espécie estava conforme várias regulamentações.
Descobertas sobre Biodiversidade
A pesquisa compilou um total de 3.463 registros de diferentes organismos associados às nascentes do GAB, representando quase 500 espécies distintas ou potencialmente distintas. Os invertebrados foram o maior grupo no conjunto de dados, seguidos por plantas, vertebrados, algas, plantas não vasculares e fungos.
Dentre esses, mais de 60 espécies são conhecidas apenas das nascentes do GAB e, em sua maioria, são invertebrados. Curiosamente, enquanto há uma alta diversidade de invertebrados, muitos não são bem estudados. Mais de um terço dos invertebrados listados não tem nomes formais, o que significa que suas necessidades de conservação são mal compreendidas.
Alguns grupos de nascentes não tinham registros de espécies reportados, indicando que muitas áreas precisam de mais investigação para entender toda a gama de biodiversidade presente.
Extinções Locais
A revisão identificou várias espécies que podem ter se extinguido em áreas específicas das nascentes do GAB. Evidências mostram que extinções locais ocorreram em várias nascentes, muitas vezes devido a mudanças induzidas pelo ser humano. Essas prováveis extinções aconteceram em nascentes que pararam de fluir por causa da extração de água.
Relatórios sugerem que algumas espécies de peixes, por exemplo, não estão mais presentes em seus habitats anteriores, principalmente devido a mudanças na disponibilidade de água e competição com espécies invasoras.
Medindo a Biodiversidade
A pesquisa também examinou como o número de espécies registradas varia entre os diferentes grupos de nascentes. Em algumas áreas, mesmo que existam muitas espécies, isso não significa necessariamente que haja muitas espécies únicas ou raras. Alguns grupos de nascentes mostraram alta riqueza de espécies, mas careciam no número de endêmicas.
Estudando a distribuição das espécies entre esses grupos de nascentes, os pesquisadores descobriram que os grupos dentro do supergrupo Dalhousie eram distintos e hospedavam espécies únicas não encontradas em outro lugar. Outras áreas mostraram mais semelhanças em sua composição de espécies, indicando que nascentes vizinhas podem estar mais próximas em termos de biodiversidade.
Principais Conclusões
Essa pesquisa destaca vários pontos importantes sobre as nascentes do GAB. Primeiro, os invertebrados são uma parte majoritária da biodiversidade nessas áreas, mas também são os menos documentados, deixando-os vulneráveis a declínios.
Segundo, diferentes locais de nascentes têm comunidades únicas de organismos, o que desafia suposições anteriores sobre biodiversidade nessas áreas úmidas. Qualquer perda ou perturbação em um grupo de nascentes pode levar a perdas significativas na biodiversidade.
Finalmente, é claro que muitas nascentes não foram examinadas a fundo, e um grande número de espécies pode ainda estar não registrado, particularmente em áreas menos estudadas.
Esforços de Conservação
Dadas as ameaças atuais às nascentes do GAB, é crucial priorizar os esforços de conservação. Foram estabelecidos rankings com base no número de espécies únicas que cada nascente suporta e quão isoladas essas espécies estão. Certos grupos de nascentes foram destacados como prioridades de conservação devido ao seu elevado número de espécies únicas.
Programas de conservação estão atualmente em andamento para melhorar as condições dessas áreas úmidas. Sinais iniciais mostram que algumas práticas estão afetando positivamente as populações de espécies endêmicas. Por exemplo, a proteção das nascentes do pastoreio de gado ajudou a restaurar a biodiversidade em algumas áreas.
Com uma melhor compreensão da biodiversidade presente, esforços de conservação direcionados podem ser desenvolvidos e executados de forma mais eficaz.
Necessidades Futuras
A pesquisa enfatiza a necessidade de mais levantamentos sistemáticos nas nascentes do GAB para coletar dados adicionais sobre biodiversidade. Técnicas especializadas, como amostragem de DNA ambiental, poderiam ser benéficas para coletar informações de maneira não invasiva.
Os esforços de monitoramento devem ser regulares para construir uma compreensão mais profunda dos ecossistemas. Atualmente, apenas dados limitados estão disponíveis, e muitas espécies não foram documentadas adequadamente.
Esforços devem ser feitos para garantir que as informações coletadas sejam compartilhadas e mantidas em um banco de dados central, permitindo atualizações e acessibilidade fácil.
Ao abordar as lacunas no conhecimento e implementar melhores práticas de conservação, podemos ajudar a proteger a biodiversidade única encontrada nas nascentes do GAB para as futuras gerações.
Título: A comprehensive review of South Australia's Great Artesian Basin spring and discharge wetlands biota
Resumo: ContextThe Great Artesian Basin (GAB) feeds thousands of springs in Australias arid centre, supporting relictual species not found elsewhere on Earth. Springs are considerably threatened by ongoing water abstraction by industry. Robust management plans are needed to prevent further extirpations of GAB taxa, but fundamental biodiversity knowledge is lacking. AimsWe aimed to characterise major organismal groups in South Australian GAB springs and surrounding wetlands, their conservation and taxonomic status, and potential biodiversity hotspots and connectivity of spring ecosystems. MethodsFocusing on South Australia as a case study, we conducted a comprehensive review of GAB spring biota based on the published scientific and grey literature. Key resultsAlmost 500 taxa have been recorded from GAB springs, the majority being invertebrates. Community composition is highly heterogeneous among spring clusters and the true extent of spring biodiversity is far greater than currently known. ConclusionsGAB springs have intrinsic value as refugia for both endemics and cosmopolitan taxa. GAB invertebrates are poorly conserved and largely lacking in taxonomic knowledge. We highlight several potential biodiversity hotspots that have been overlooked in the literature. ImplicationsFundamental biodiversity information on the GAB is crucial for decision-making in conservation management, for industry, and for Traditional Custodians. Lay summaryThe Great Artesian Basin (GAB) is Australias largest freshwater resource. Springs fed by the GAB support many species not found elsewhere on Earth, but conservation is hindered by a lack of fundamental knowledge about the plants, animals, and fungi reliant on these habitats. Using South Australia as a case study, we provide a comprehensive review of GAB biodiversity in that state.
Autores: Perry G Beasley-Hall, B. A. Hedges, S. J. B. Cooper, A. D. Austin, M. T. Guzik
Última atualização: 2024-07-16 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.10.29.564639
Fonte PDF: https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2023.10.29.564639.full.pdf
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