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Turbulência e Formação de Estrelas em Galáxias

Estudo revela como a turbulência afeta a formação de estrelas em várias galáxias.

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Galáxias são grupos imensos de estrelas, poeira e gás que estão ligados pela gravidade. Elas têm diferentes formas e tamanhos, e dentro delas, novas estrelas estão sempre se formando. Entender como as estrelas nascem nessas galáxias é uma pergunta chave na astronomia. Um aspecto importante que influencia a formação de estrelas é a turbulência no meio interestelar-o espaço entre as estrelas. A turbulência pode ser pensada como movimentos caóticos do gás que podem mudar as condições sob as quais as estrelas nascem.

Esse artigo vai explorar como a turbulência no meio interestelar se relaciona com as taxas de formação de estrelas em diferentes tipos de galáxias. Estudos recentes se concentraram em 34 galáxias, usando dados de um levantamento detalhado para analisar as relações entre fatores como turbulência, formação de estrelas e Pressão no gás.

O que é Turbulência em Galáxias?

Turbulência se refere ao movimento aleatório e caótico de gás e poeira nas galáxias. No contexto da formação de estrelas, a turbulência pode criar regiões no meio interestelar onde o gás se aglomera sob a gravidade, eventualmente formando estrelas. Pense numa brisa suave contra uma tempestade: uma brisa suave pode levar folhas lentamente, enquanto uma tempestade as joga de maneira caótica. Da mesma forma, a turbulência no meio interestelar varia em força e pode afetar como o gás se comporta.

Nas galáxias, a turbulência é impulsionada por várias forças, incluindo estrelas jovens que exercem pressão, puxões gravitacionais e campos magnéticos. Como a turbulência funciona e interage com outros processos influencia como e quando novas estrelas vão se formar.

O que é Taxa de Formação de Estrelas?

Taxa de formação de estrelas (SFR) é uma medida de quantas novas estrelas são criadas em uma galáxia durante um certo período. Diferentes fatores, como densidade do gás e temperatura, influenciam essa taxa. Quanto mais gás disponível em uma galáxia, mais potencial existe para as estrelas se formarem.

A formação de estrelas não é instantânea. Ela exige as condições certas, e muitos processos precisam trabalhar juntos. Por exemplo, quando o gás se torna denso o suficiente, pode colapsar sob sua própria gravidade, levando ao nascimento de novas estrelas.

Ligando Turbulência e Formação de Estrelas

Pesquisadores estudaram a conexão entre a velocidade da turbulência no meio interestelar e a taxa de formação de estrelas local em 34 galáxias diferentes. Eles descobriram que áreas com velocidades de turbulência mais altas tendem a ter taxas de formação de estrelas mais altas. Essa relação sugere que a turbulência desempenha um papel crucial na formação de estrelas.

Mas não é só sobre a velocidade. A densidade local do gás e a massa das nuvens de gás também desempenham papéis importantes. Se as condições forem certas, o gás pode colapsar e formar estrelas. A quantidade de gás em uma região e como ele está arranjado influenciam significativamente a taxa em que novas estrelas se formam.

Gás Molecular e Velocidade Turbulenta

Na pesquisa, os cientistas olharam para o gás molecular, que é uma forma mais densa de gás que pode levar à formação de estrelas. Eles mediram a velocidade da turbulência desse gás molecular nas galáxias. Foi observado que, à medida que a taxa de formação de estrelas aumentava, a velocidade da turbulência também tendia a subir. Essa relação se alinha à ideia de que a turbulência ajuda a juntar o gás necessário para a formação de estrelas.

Curiosamente, os dados mostraram que, mesmo com variações em turbulência e taxas de formação de estrelas, certos padrões emergem. Por exemplo, uma maior densidade molecular muitas vezes estava ligada a uma turbulência aumentada. Essa relação sugere que, à medida que as regiões se tornam mais lotadas de gás, elas também se tornam mais turbulentas, criando condições favoráveis para o nascimento de estrelas.

O Papel da Pressão na Formação de Estrelas

Outro fator importante para entender a formação de estrelas é a pressão. Quando o gás está sob pressão, pode se tornar denso o suficiente para colapsar e formar estrelas. Essa pressão pode vir de várias fontes, incluindo forças gravitacionais de estrelas próximas ou interações com outras nuvens de gás.

Os pesquisadores examinaram como as pressões em diferentes regiões das galáxias se relacionam com as taxas de formação de estrelas. Eles descobriram que áreas com pressão mais alta muitas vezes correspondiam a taxas de formação de estrelas mais altas, indicando que a pressão é um fator significativo na formação de estrelas.

Diferentes Tipos de Galáxias

Nem todas as galáxias são iguais. Algumas têm braços espirais fortes, enquanto outras têm estruturas fracas ou floculentas. Essas variações podem influenciar quão eficazmente o gás pode colapsar e formar estrelas. No estudo, as galáxias foram categorizadas com base na força de seus braços, o que afeta como o gás é distribuído dentro delas.

Nas galáxias com braços espirais fortes, os dados mostraram uma relação mais pronunciada entre turbulência, pressão e formação de estrelas. A estrutura dessas galáxias ajuda a organizar o gás de uma maneira que promove a formação de estrelas. Por outro lado, as galáxias com braços fracos ou estruturas mais irregulares não mostraram correlações tão fortes, sugerindo que seu gás se comporta de maneira diferente.

A Interação do Feedback e a Formação de Estrelas

O feedback da formação de estrelas se refere aos efeitos que as estrelas formadas têm em seus arredores. Por exemplo, quando uma estrela se forma, ela pode liberar energia e criar ondas de pressão que afetam o gás próximo. Essa interação pode levar a mais turbulência e pode estimular a formação de mais estrelas ou interromper o processo.

Os pesquisadores avaliaram como o feedback influencia a relação entre turbulência e formação de estrelas. Descobriu-se que o feedback pode contribuir para a turbulência, mas que o principal impulsionador da formação de estrelas parecia ser a massa local de gás. Isso sugere uma interação complexa entre novas estrelas e seu ambiente.

Desafios em Entender a Formação de Estrelas

Apesar da clareza nas relações encontradas, muitos desafios permanecem para entender totalmente como a formação de estrelas funciona. Variações na densidade do gás, pressões e turbulência podem criar ambientes complexos dentro das galáxias.

Além disso, certos fatores, como a história da formação de estrelas em uma região, podem complicar essas relações. Por exemplo, se uma região experimentou recentemente uma onda de formação de estrelas, os efeitos do feedback dessas novas estrelas podem ainda estar afetando as condições locais, dificultando a distinção de relações diretas de causa e efeito.

Resumo das Descobertas

Através do estudo de 34 galáxias, os pesquisadores descobriram relações significativas entre turbulência, pressão e taxas de formação de estrelas. As principais descobertas incluem:

  • Velocidades de turbulência mais altas em áreas de gás molecular muitas vezes correspondem a taxas de formação de estrelas aumentadas.
  • A densidade local do gás e seu arranjo desempenham papéis críticos na determinação das taxas de formação de estrelas.
  • A pressão no meio interestelar é outro fator importante que influencia quando e como as estrelas se formam.
  • Diferentes tipos de galáxias exibem forças variadas nessas relações, com galáxias espirais fortes mostrando padrões mais claros em comparação com as mais fracas.
  • O feedback da formação de estrelas pode influenciar a turbulência, mas o principal fator que impulsiona a formação de estrelas parece ser a massa de gás disponível.

Conclusão

Entender como as galáxias criam estrelas é um processo complexo que envolve múltiplos fatores interativos. Turbulência, pressão e dinâmicas do gás devem ser considerados para entender as complexidades da formação de estrelas. Pesquisas em andamento continuam a gerar insights, aprofundando nossa compreensão desses processos cósmicos e da evolução do universo.

Fonte original

Título: Feedback and galaxy dynamics: A study of turbulence and star formation in 34 galaxies using the PHANGS survey

Resumo: The correlation between interstellar turbulent speed and local star formation rate surface density, Sigma_SFR, is studied using CO observations in the PHANGS survey. The local velocity dispersion of molecular gas, sigma, increases with Sigma_SFR, but the virial parameter, alpha_vir, is about constant, suggesting the molecular gas remains self-gravitating. The correlation arises because sigma depends on the molecular surface density, Sigma_mol, and object cloud mass, M_mol, with the usual molecular cloud correlations, while Sigma_SFR increases with both of these quantities because of a nearly constant star formation efficiency for CO. Pressure fluctuations with Delta Sigma_SFR are also examined. Azimuthal variations of molecular pressure, Delta P_mol, have a weaker correlation with Delta Sigma_SFR than expected from the power-law correlation between the total quantities, suggesting slightly enhanced SFR efficiency per molecule in spiral arms. Dynamical equilibrium pressure and star formation rate correlate well for the whole sample, as P_DE~Sigma_SFR^1.3, which is steeper than in other studies. The azimuthal fluctuations, Delta P_DE(Delta Sigma_SFR), follow the total correlation P_DE(Sigma_SFR) closely, hinting that some of this correlation may be a precursor to star formation, rather than a reaction. Galactic dynamical processes correlate linearly such that Sigma_SFR~(Sigma_gas R)^(1.0\pm0.3) for total gas surface density Sigma_gas and galactic dynamical rates, R, equal to kappa, A, or Omega, representing epicyclic frequency, shear rate A, and orbit rate Omega. These results suggest important roles for both feedback and galactic dynamics.

Autores: Bruce G. Elmegreen

Última atualização: 2024-03-19 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://arxiv.org/abs/2403.12927

Fonte PDF: https://arxiv.org/pdf/2403.12927

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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