Tripanossomíase Africana: Uma Preocupação Crescente na Nigéria
A tripanossomíase africana ainda é uma séria ameaça à saúde na Nigéria, afetando tanto pessoas quanto animais.
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Índice
A Tripanossomíase Africana (TA), conhecida como doença do sono em humanos e Nagana em animais, é uma doença séria que afeta milhões de pessoas na África subsaariana, especialmente na Nigéria. A doença é causada por um parasita bem pequeno que é transmitido pela picada de moscas tsé-tsé infectadas. Ela pode prejudicar não só os humanos, mas também vários tipos de animais, como bois, ovelhas, porcos e cães.
O que causa a Tripanossomíase Africana?
A doença é causada por Parasitas do gênero Trypanosoma. Existem diferentes tipos desses parasitas, e eles podem infectar tanto humanos quanto animais. Nos humanos, os tipos Trypanosoma brucei gambiense (Tbg) e Trypanosoma brucei rhodesiense (Tbr) são os mais comuns. O Tbg é responsável pela maioria dos casos em humanos, principalmente na África Ocidental e Central, enquanto o Tbr é encontrado na África Oriental e Meridional. Esses parasitas causam diferentes formas da doença, com o Tbg levando a uma condição crônica e lenta e o Tbr causando uma forma aguda que pode ficar séria rapidinho.
A disseminação da doença
A Mosca tsé-tsé é a principal responsável por espalhar esses parasitas, e essa mosca só pode ser encontrada na África subsaariana. Embora a mosca tsé-tsé seja o vetor principal, também existem preocupações sobre a possibilidade de transmissão da doença de mãe para filho ou por meio de contato sexual, embora isso ainda não seja totalmente compreendido.
A interação entre humanos, moscas tsé-tsé e os parasitas cria uma situação complicada para controlar a doença em partes da África. A presença de animais domésticos também piora a situação, já que eles podem carregar os parasitas e transmiti-los para os humanos.
Situação atual na Nigéria
Na Nigéria, a situação é crítica. Estima-se que 60 milhões de pessoas estejam em risco de contrair a TA. Embora o número de casos relatados tenha diminuído, muitos casos podem passar despercebidos devido ao monitoramento fraco e à falta de recursos na saúde. Dados recentes mostraram que ainda há casos registrados, indicando que a doença continua sendo uma preocupação para a saúde pública na Nigéria. A presença de hospedeiros animais, como bois e porcos, que podem transmitir a doença, torna a eliminação do problema ainda mais complicada.
Sintomas
Sinais eOs sintomas da Tripanossomíase Africana variam dependendo do tipo de parasita. Inicialmente, os sinais comuns incluem febre, dores de cabeça e dores nas articulações. À medida que a doença avança, pode afetar o sistema nervoso central, levando a confusão, distúrbios do sono e até coma. Se não for tratada, pode ser fatal.
Diagnóstico
Testes eDiagnosticar a Tripanossomíase Africana não é tão simples. Vários métodos podem ser utilizados, incluindo a análise de amostras de sangue sob um microscópio, testes sorológicos e testes moleculares como PCR, que podem identificar os parasitas. No entanto, alguns métodos são mais confiáveis do que outros. Por exemplo, a análise microscópica pode perder casos quando os níveis de parasitas estão baixos, levando a uma subnotificação da doença.
Na Nigéria, o teste microscópico é bastante usado por ser mais barato, embora nem sempre forneça resultados precisos. Métodos mais avançados, como PCR, podem dar resultados melhores, mas podem não ser tão acessíveis em muitas regiões.
Prevalência em humanos e animais
Descobertas recentes mostram que a Tripanossomíase Africana ainda é bastante prevalente na Nigéria. Para infecções humanas, um estudo revelou que 3,6% da população amostrada testou positivo para a doença. Em animais, a situação é ainda pior, com uma taxa de prevalência assustadora de 27,3% entre os animais testados. Isso sugere que os animais têm um papel crucial na persistência da doença.
Os bois são os mais afetados, mas outros animais, como porcos e cães, também carregam os parasitas. Alguns estudos até acharam o tipo de parasita que infecta humanos em porcos e cães, sugerindo um risco de transmissão entre os animais e os humanos.
Importância das medidas de controle
Prevenir a Tripanossomíase Africana requer uma abordagem abrangente. As estratégias atuais incluem melhorar os recursos de saúde, educar as comunidades sobre a doença e aprimorar os sistemas de vigilância para detectar casos mais cedo. Eliminar a doença em humanos está ligado ao controle em animais, então entender o papel dos animais no ciclo de transmissão é vital.
Embora alguns países na África tenham conseguido reduzir a doença significativamente, a Nigéria ainda enfrenta desafios. Há necessidade de mais pesquisas para entender como a doença se espalha entre animais e humanos e para desenvolver medidas de controle eficazes.
Conclusão
A Tripanossomíase Africana é um problema sério de saúde na Nigéria, afetando tanto pessoas quanto animais. Com milhões em risco e taxas de prevalência significativas, esforços direcionados são necessários para lidar com essa doença. Melhorando as técnicas de diagnóstico, aumentando a conscientização e aprimorando os sistemas de saúde, a Nigéria pode dar passos importantes para controlar e possivelmente eliminar essa doença tropical negligenciada.
Pesquisas contínuas são essenciais para preencher as lacunas de conhecimento sobre a transmissão da doença e formular estratégias eficazes para proteger a saúde pública e as populações animais vulneráveis. A luta contra a Tripanossomíase Africana está em andamento, e enfrentar seus desafios beneficiará não só os afetados atualmente, mas também as futuras gerações em risco de contrair a doença.
Título: PREVALENCE OF HUMAN AND ANIMAL AFRICAN TRYPANOSOMIASIS IN NIGERIA: A SCOPING REVIEW
Resumo: BackgroundAfrican trypanosomiasis continues to pose a substantial threat to both human and animal health in sub-Saharan Africa. This study examined the prevalence of African trypanosomiasis within human and animal populations in Nigeria, the trypanosome species involved, the spread of animal reservoirs, and the variability in diagnostic methodologies employed. Methodology/principal findingsA scoping review was performed, following the methodological framework outlined in PRISMA-ScR checklist. Eligible studies were explored for disease prevalence, causative parasites, reservoir hosts, and diagnostic techniques used. A total of 16 eligible studies published between 1993 and 2021 were retrieved. 13 studies reported the prevalence of African trypanosomiasis in animals, and 3 for humans. Varying prevalence rates were recorded depending on the host population and diagnostic methods employed. The overall prevalence of Animal African Trypanosomiasis (AAT) and Human African Trypanosomiasis (HAT) was 27.3% (4,404/16,117) and 3.6% (72/1,974) respectively. The highest incidence of HAT was detected using the Card Agglutination Test for Trypanosomiasis (CATT), whereas that of AAT was observed using PCR, followed by microscopy which was the most extensively employed technique in this study. The various diagnostic methods used in various studies showed a variety of sensitivities and specificities, affecting the accuracy of disease detection. Remarkably, domestic animals like cattle, pigs, and dogs were identified as potential reservoirs for the human-infective parasites (T. b. gambiense) in Nigeria. ConclusionThis study highlights the high prevalence rate and complex epidemiology of African trypanosomiasis in humans and animals in Nigeria. These findings underscore the importance of comprehensive measures involving both veterinary and human health sectors to combat African trypanosomiasis effectively in Nigeria. Only few studies have investigated the prevalence of HAT in Nigeria. Hence, adequately coordinated epidemiological surveys are imperative to ascertain the true epidemiological status of HAT in Nigeria and inform targeted intervention policies to achieve WHOs NTD elimination targets in 2030.
Autores: Chinwe Uzoma Chukwudi, E. Odebunmi, C. Ibeachu
Última atualização: 2024-04-22 00:00:00
Idioma: English
Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.21.24306055
Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2024.04.21.24306055.full.pdf
Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
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