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Investigando a Estabilidade da Constante de Estrutura Fina

Pesquisas analisam se uma constante fundamental muda ao longo do tempo usando quasares.

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Estudando a Constante deEstudando a Constante deEstrutura Finaconstante por bilhões de anos.A pesquisa confirma a estabilidade da
Índice

No universo, existem constantes fundamentais que ajudam a gente a entender as leis da física. Uma dessas constantes é a Constante de Estrutura Fina, que é super importante pra descrever como as partículas interagem entre si. Os cientistas sempre acharam que essas constantes se mantêm as mesmas em qualquer lugar e a qualquer momento. Mas algumas teorias modernas sugerem que essas constantes podem mudar com o tempo ou o espaço. Essa ideia fez os pesquisadores investirem nas possíveis variações, tanto em laboratórios quanto observando corpos celestes distantes.

O que é a Constante de Estrutura Fina?

A constante de estrutura fina é um número adimensional que caracteriza a força da interação eletromagnética entre partículas carregadas, como elétrons e prótons. Ela é influenciada por várias outras constantes, incluindo a carga do elétron, a velocidade da luz e outros fatores físicos. Qualquer mudança nessa constante pode ter implicações significativas para as leis da física do jeito que a gente entende.

Observações e Métodos

Pra investigar se a constante de estrutura fina mudou ao longo do tempo, os cientistas olharam pra luz emitida por Quasares - objetos super brilhantes e bem distantes no universo. Analisando a luz dos quasares, os pesquisadores conseguem identificar padrões específicos nas Linhas de Emissão de elementos presentes naquela luz. Esse método permite que os cientistas vejam como os comprimentos de onda dessas linhas de emissão se comportaram ao longo dos anos.

Uma das técnicas populares usadas nessas investigações é chamada método do duplo. Essa técnica foca em pares de linhas de emissão que estão bem próximas uma da outra no espectro da luz. Medindo a separação dessas linhas, os cientistas podem avaliar se ocorreram mudanças na constante de estrutura fina.

O Telescópio Espectroscópico de Fibra Multiobjetos e Grande Área do Céu (LAMOST)

O LAMOST é um telescópio localizado na China que tem a missão de estudar os quasares e coletar Espectros deles. Durante suas operações, ele juntou uma enorme base de dados, com informações sobre mais de 56.000 quasares. Essa coleta de dados permite que os pesquisadores aperfeiçoem sua compreensão sobre a constante de estrutura fina e seu comportamento ao longo do tempo.

Esse estudo, em particular, usou o catálogo de quasares do LAMOST pra encontrar quasares com linhas de emissão fortes. Essas linhas de emissão são essenciais para medir a constante de estrutura fina. Os pesquisadores filtrar os dados pra selecionar quasares dentro de faixas específicas de Redshift, o que dá informações sobre a distância deles e o tempo que a luz levou pra chegar até a gente.

Seleção dos Dados

Do catálogo de quasares do LAMOST, os pesquisadores aplicaram critérios rigorosos pra selecionar os espectros de quasares mais adequados para análise. Os quasares escolhidos precisavam ter linhas de emissão fortes e estar dentro de uma certa faixa de redshift. Esses critérios garantiram que a amostra fornecesse resultados confiáveis.

No final, 209 espectros de quasares foram escolhidos para análise. Cada um desses espectros tinha as linhas de emissão necessárias pra estudar variações na constante de estrutura fina.

Analisando Linhas de Emissão

Depois que os dados foram selecionados, os pesquisadores usaram um software específico pra ajustar modelos aos espectros dos quasares. Esse processo envolveu corrigir diversos fatores, como contaminação de luz da galáxia hospedeira do quasar e outros elementos que poderiam afetar os espectros. Depois de fazer essas correções, os pesquisadores focaram em medir os comprimentos de onda das linhas de emissão de interesse.

O método do duplo foi particularmente vantajoso pra essa análise por causa da separação inerente das linhas de emissão. Essa separação permitiu uma leitura mais clara de possíveis variações na constante de estrutura fina.

Resultados do Estudo

Após realizar a análise, os pesquisadores descobriram que as medições dos dados selecionados eram consistentes com a ideia de que a constante de estrutura fina não variou nos últimos 7 bilhões de anos. Essa conclusão foi alcançada comparando os comprimentos de onda medidos das linhas de emissão nos espectros dos quasares. Os resultados mostraram nenhuma desvio sistemático dos valores esperados.

Os pesquisadores também dividiram seus dados em subsamples com base no redshift. Essa abordagem permitiu que investigassem se havia variações na constante de estrutura fina em diferentes períodos. Novamente, os dados mostraram resultados consistentes, indicando que não houve mudanças significativas na constante de estrutura fina ao longo do tempo.

Comparação com Outros Estudos

Embora os resultados da pesquisa do LAMOST não tenham sido tão precisos quanto os obtidos de outras pesquisas, ainda assim forneceram insights valiosos. As descobertas apoiaram observações anteriores feitas por outros pesquisadores, confirmando que a constante de estrutura fina parece se manter constante por longos períodos.

Usando dados do LAMOST, os pesquisadores conseguiram validar os resultados de outros estudos. Essa verificação independente ajuda a fortalecer a ideia de que a constante de estrutura fina tem permanecido estável ao longo do tempo.

Direções Futuras

Esse estudo focou especificamente na constante de estrutura fina usando o método do duplo com emissões de quasares. No futuro, os pesquisadores planejam expandir suas investigações incluindo linhas de emissão adicionais. Isso poderia fornecer uma imagem ainda mais clara de como as constantes fundamentais se comportam ao longo de escalas de tempo cosmológicas.

As operações contínuas do LAMOST prometem trazer mais dados sobre quasares, apresentando mais oportunidades para pesquisa. À medida que mais quasares são identificados e analisados, os cientistas continuarão a refinar sua compreensão das constantes fundamentais do universo e explorar a possibilidade de quaisquer mudanças ao longo do tempo.

Conclusão

A investigação sobre a variação da constante de estrutura fina continua sendo uma área intrigante de pesquisa. Através do uso de quasares e técnicas de observação avançadas, os cientistas estão trabalhando pra desvendar os mistérios em torno dessas constantes fundamentais. Os resultados da pesquisa do LAMOST, embora não sejam os mais precisos, contribuem pra um corpo crescente de evidências sugerindo estabilidade na constante de estrutura fina ao longo de bilhões de anos.

Esse estudo reflete a importância de validar resultados de diferentes pesquisas de observação pra ganhar uma compreensão mais completa do universo. À medida que os pesquisadores se aprofundam nesse tópico fascinante, as potenciais implicações de suas descobertas podem reformular nossa compreensão das leis fundamentais que governam o cosmos.

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