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Avançando a Pesquisa sobre Alzheimer com Aprendizado Auto-Supervisionado

Um novo método prevê a conversão de MCI para Alzheimer usando técnicas de imagem avançadas.

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A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, um termo usado pra descrever vários distúrbios cerebrais que afetam a memória, o raciocínio e as habilidades sociais a ponto de interferir na vida diária. A DA é uma doença progressiva, ou seja, piora com o tempo, e, infelizmente, atualmente não há cura. Os sinais iniciais de DA geralmente incluem problemas com a memória de curto prazo. À medida que a doença avança, as pessoas sofrem um declínio cognitivo mais significativo, afetando a capacidade de realizar tarefas do dia a dia. Só nos Estados Unidos, cerca de 6,5 milhões de pessoas com 65 anos ou mais têm DA, e esse número deve dobrar até 2060.

Por conta da falta de tratamentos eficazes, identificar as pessoas que estão em risco de desenvolver DA logo no começo é fundamental. O Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) é uma condição que pode anteceder a DA. As pessoas com CCL apresentam problemas notáveis de memória e cognição, mas esses problemas não são graves o suficiente pra atrapalhar a vida cotidiana. A cada ano, cerca de 10-15% das pessoas com CCL evoluem pra DA. Por isso, é importante distinguir quais indivíduos com CCL provavelmente vão desenvolver DA a curto prazo. Isso levou os pesquisadores a classificar os pacientes de CCL como conversores (os que vão desenvolver DA) ou não-conversores (os que não vão).

O Papel da Neuroimagem na Pesquisa sobre Alzheimer

Uma das ferramentas principais usadas pra avaliar DA é a neuroimagem. Dois tipos comuns de imagem usados nessa linha de pesquisa são a ressonância magnética (RM) e a tomografia por emissão de pósitrons (PET). A RM fornece informações valiosas sobre a estrutura do cérebro, mostrando mudanças físicas que podem ocorrer por causa da doença. Por outro lado, a PET dá uma visão sobre a função do cérebro e seus processos químicos, mostrando como o cérebro funciona.

Amyloid-PET é um tipo específico de PET que mede o acúmulo de placas de amiloide no cérebro, que estão intimamente associadas à DA. Os pesquisadores estão interessados em usar escaneamentos de amyloid-PET pra determinar quais pacientes com CCL são conversores e quais são não-conversores. Já houve estudos onde técnicas de aprendizado de máquina, como máquinas de vetor de suporte, foram treinadas em características extraídas de imagens de amyloid-PET pra classificar pacientes com CCL. Contudo, muitos desses estudos focaram em características pré-definidas em vez de usar as imagens brutas diretamente.

Enfrentando Desafios na Pesquisa Atual

A comunidade de pesquisa enfrenta dois desafios principais ao estudar CCL e DA. Primeiro, muitos estudos existentes que usam amyloid-PET pra classificação focaram em características específicas em vez de usar métodos de aprendizado profundo, que poderiam aproveitar melhor os dados de imagem brutos. Segundo, a maioria das pesquisas depende de aprendizado totalmente supervisionado, que usa apenas dados rotulados pra treinamento. Esse método não utiliza dados não rotulados, que podem ser abundantes.

O Aprendizado Auto-Supervisionado se tornou cada vez mais popular, pois pode aprender com todos os dados disponíveis, incluindo dados não rotulados. Ele permite que os modelos capturem representações gerais, tornando-os adaptáveis pra várias tarefas. No campo de imagem médica, essa abordagem mostra uma promessa significativa.

Estudos recentes demonstraram os benefícios do aprendizado auto-supervisionado em várias situações de imagem médica. Por exemplo, novas arquiteturas como UNETR conseguiram resultados impressionantes na segmentação de imagens médicas, incluindo as de tumores cerebrais. No entanto, ainda há uma lacuna na pesquisa quanto ao uso de aprendizado auto-supervisionado pra prever a conversão de CCL pra DA com escaneamentos de amyloid-PET em 3D.

Método Proposto pra Prever a Conversão de CCL

Neste estudo, propomos um método usando aprendizado auto-supervisionado pra prever quais indivíduos com CCL provavelmente vão se converter em DA usando imagens de amyloid-PET em 3D. Nossa abordagem hipotetiza que o aprendizado auto-supervisionado ajudará o modelo a ter um desempenho melhor na classificação de pacientes com CCL. Além disso, introduzimos uma nova função de perda pra melhorar a capacidade do modelo de distinguir entre conversores e não-conversores usando informações de rótulos durante a fase de pré-treinamento.

Pra testar nosso método, realizamos experimentos usando um grande conjunto de dados de imagens de amyloid-PET. As imagens foram coletadas de indivíduos diagnosticados com CCL, com alguns se convertendo em DA dentro de 36 meses, enquanto outros não. Também obtivemos imagens de RM correspondentes, que foram processadas para análise.

Arquitetura do Modelo e Processo de Treinamento

A arquitetura do modelo que usamos se baseia em uma estrutura popular de aprendizado auto-supervisionado chamada Momentum Contrast (MoCo). Esse método é conhecido pela sua eficácia e eficiência em aprender representações a partir dos dados sem depender de rótulos nas fases iniciais.

No nosso método, depois de capturar as representações gerais dos dados por meio do MoCo durante a fase de pré-treinamento, refinamos o modelo usando dados rotulados pra melhorar seu desempenho na tarefa específica de classificar conversores e não-conversores. Introduzimos uma nova função de perda que utiliza exemplos negativos rotulados (amostras que pertencem à mesma classe) como exemplos positivos adicionais durante o treinamento.

Configuração Experimental

Testamos nosso modelo usando um grande conjunto de dados composto por dados de imagem de amyloid-PET em 3D de indivíduos diagnosticados com CCL. O conjunto de dados incluía tanto conversores quanto não-conversores, além de imagens não rotuladas adicionais. As imagens foram redimensionadas e normalizadas pra garantir consistência em nossos experimentos.

Pra validar a eficácia do nosso modelo, o comparamos com modelos base, incluindo MoCo e métodos tradicionais de aprendizado supervisionado. Medimos várias métricas de desempenho, incluindo a área sob a curva de características operacionais do receptor (AUROC), precisão, sensibilidade e especificidade.

Resultados e Conclusões

Nossos experimentos mostraram que o método proposto de aprendizado auto-supervisionado superou significativamente as abordagens existentes. O uso da nova função de perda melhorou a qualidade da representação, permitindo uma melhor classificação entre conversores e não-conversores de CCL. O modelo mostrou um aumento notável nas métricas de desempenho quando comparado tanto ao modelo base MoCo quanto aos modelos tradicionais de aprendizado supervisionado.

Técnicas de visualização também destacaram como nosso modelo separou as classes de conversores e não-conversores de forma mais eficaz do que os métodos existentes. Os resultados indicam que nossa abordagem pode proporcionar uma vantagem significativa na identificação precoce de indivíduos em risco de desenvolver DA.

Conclusão e Direções Futuras

Este estudo demonstra o potencial do aprendizado auto-supervisionado em imagem médica, especialmente na previsão da conversão de CCL em DA usando imagens de amyloid-PET em 3D. Nosso método proposto não só preenche uma lacuna na pesquisa atual, mas também contribui pra promover técnicas na área de pesquisa sobre a doença de Alzheimer.

Olhando pra frente, há várias possibilidades a serem exploradas. Combinar informações demográficas e dados clínicos poderia melhorar o desempenho do modelo. Além disso, desenvolver uma estrutura que integre dados de RM e PET pode fornecer insights mais profundos sobre a estrutura e a função do cérebro, levando potencialmente a previsões ainda mais precisas.

Fonte original

Título: Self-Supervised Contrastive Learning to Predict Alzheimer's Disease Progression with 3D Amyloid-PET

Resumo: Early diagnosis of Alzheimers disease (AD) is an important task that facilitates the development of treatment and prevention strategies and may potentially improve patient outcomes. Neuroimaging has shown great promise, including the amyloid-PET which measures the accumulation of amyloid plaques in the brain - a hallmark of AD. It is desirable to train end-to-end deep learning models to predict the progression of AD for individuals at early stages based on 3D amyloid-PET. However, commonly used models are trained in a fully supervised learning manner and they are inevitably biased toward the given label information. To this end, we propose a self-supervised contrastive learning method to predict AD progression with 3D amyloid-PET. It uses unlabeled data to capture general representations underlying the images. As the downstream task is given as classification, unlike the general self-supervised learning problem that aims to generate task-agnostic representations, we also propose a loss function to utilize the label information in the pre-training. To demonstrate the performance of our method, we conducted experiments on the Alzheimers Disease Neuroimaging Initiative (ADNI) dataset. The results confirmed that the proposed method is capable of providing appropriate data representations, resulting in accurate classification.

Autores: Jing Li, M. G. Kwak, Y. Su, K. Chen, W. A. David, T. Wu, F. Lure

Última atualização: 2023-04-26 00:00:00

Idioma: English

Fonte URL: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2023.04.20.23288886

Fonte PDF: https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2023.04.20.23288886.full.pdf

Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/

Alterações: Este resumo foi elaborado com a assistência da AI e pode conter imprecisões. Para obter informações exactas, consulte os documentos originais ligados aqui.

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